Mhario Lincoln
Clarice Lispector entre outros grandes nomes da literatura universal sempre afirmavam que "poesia não se explica, se entende". E é exatamente nessa variante ("se entende") que a poesia é mais forte ainda. Cada ser humano é dotado de inteligência, inclusive, nem mesmo aqueles que nunca se sentaram em um banco escolar, possuem inteligência em latência, como explicam os biólogos. Por isso, quando escrevi esse poema abaixo para compor o meu livro (ainda inédito) "OSEXTOSEXO" sabia que poderia gerar várias interpretações. Lógico que é da própria natureza humana (inteligente ou latente) questionar, reivindicar, julgar... mas, há sempre um lado positivo em tudo que se lê e se escreve.
Por essa razão, sempre voltei ao cesto de lixo do meu escritório (quando datilografava meus textos), para buscar os 'refugos' da noite anterior. E muitas vezes acabava descobrindo que havia jogado no lixo, literalmente, textos que poderiam ser usados como um guia-mestre para outras ideias, crônicas ou matérias. Assim, modernamente, sempre volto à lixeira do computador (antes de deletar em definitivo) para redimensionar minhas ideias. Assim foi com esse poema. Fiz e refiz, 'lixeirei' várias vezes e restaurei outras dezenas.
É assim que ainda estou trabalhando os últimos poemas que comporão o livro "OSEXTOSEXO". Com certa cerimônia, com certa cautela, com algumas dúvidas. Mas sob fortes tensões. Escrevo esse livro, não para tornar-me um poeta com o 'p.' de poeta, sem ser o 'p'. de outras palavras ingratas da língua portuguesa. Escrevo para saber até onde as minhas concepções, os meus estudos, as minhas leituras estão me levando. Desculpa OSHO! Mas desta vez, sou altamente egóico: escrever um livro como 'ato' de resistência contra a minha própria ignorância lírica e contra os preconceitos que me foram ensinados ao longo de minha vida.
Interruptor
*Mhario Lincoln
(Do livro #OSEXTOSEXO)
Tive que desligar
um pedaço de mim,
entupir minhas veias
de valores morais e
silenciar os meus pecados,
para nunca mais te desejar!
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Y/Ipsilones
inesquecivelmente
mortais."
..........
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