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Inédito: A Mulher Babaçu e as extraordinárias lendas do Sebastianismo no Maranhão.

Excerto do trabalho original

08/07/2025 às 04h00 Atualizada em 08/07/2025 às 18h59
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mulher Babaçu
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Mulher Babaçu
Mulher Babaçu

Replay da coluna publicada em 17/01/2021. A publicação superou os 2.500 acessos

 

A Ilha dos Lençóis no Município de Cururupu, no litoral norte do Maranhão, é considerada como local em que o Rei Dom Sebastião encontra-se encantado. Pessoas que a visitam, sobretudo os que possuem dons mediúnicos, umbandistas, mineiros curadores ou pajés, contam terem visto o rei encantado num touro e muitos dizem ter tido visão dos tesouros de Dom Sebastião. Dizem que Dom Sebastião costuma aparecer principalmente em junho, durante as festas do bumba-meu-boi, em agosto, época do aniversário da batalha de Alcácer-Quibir, ou em janeiro, na festa de São Sebastião. Dizem também que, atualmente, o Rei já não está mais aparecendo porque “a praia dos Lençóis está sendo muito visitada e já possui muito morador” (PEREIRA, 2000, p. 94). Esta não vinda reflete o pessimismo, ou idéias de desastre, do imaginário popular, de que, no passado, os tempos eram melhores e o presente degrada ou polui o ambiente. Essa crença, difundida em muitos mitos, parece estar de acordo com previsões de ambientalistas, segundo as quais, o desmatamento e a destruição dos manguezais têm provocando alterações no planeta. Os antigos dizem que era comum acharem jóias na praia e por isso os visitantes são proibidos de levar qualquer coisa da Ilha. Os pescadores acreditam que, se alguém sair levando conchas e lembranças, a embarcação não pode seguir viagem, pois tudo lá pertence ao tesouro do rei. Se insistirem, a embarcação pode afundar. No Maranhão, circulam várias lendas relacionadas a este mito como a do Navio encantado de Dom Sebastião, que é visto pelos viajantes no local conhecido como Boqueirão, no Golfão Maranhense. Há também a lenda do Navio encantado de Dom João, que era visto pelos frequentadores do antigo Terreiro do Egito no local próximo ao porto do Itaqui em São Luís. Há a lenda da Princesa Iná, filha do Rei Sebastião, que ficou revoltada quando seu palácio, no fundo do mar, foi perturbado pela construção do Porto do Itaqui (LIMA NETO, 2005).

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Para ler mais, basta acessar * https://europe-nations.estudosculturais.com/pdf/0069.pdf do magnífico trabalho "ENCATARIA MARANHENSE DE DOM SEBASTIÃO", do professor e pesquisador Sergio F. Ferretti.

 

Palacete em S. Luís-MA.

PALACETE GENTIL BRAGA, UM MONUMENTO!

Piquenos este prédio é muito lindo. Toda vez que passo perto dele fico apreciando e tiro uma foto. Outro dia, logo que foi restaurado caiu um pedaço do beiral fiquei louca. Dei logo o grito, mas logo, logo foi arrumado. Ele é linnnndo e por dentro então mais ainda pois tem muita história para contar. Foi lá que participei da Oficina de máscara, que geralmente é oferecido a comunidade todo ano, com encerramento de uma exposição com fofões.  

Vamos conhecer esta história.

O Palacete Gentil Braga é um edifício tombado do Centro Histórico de São Luís, na Rua Grande, tendo sido construído no século XIX, abrigando atualmente o Departamento de Assuntos Culturais – DAC da Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Maranhão.

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Construído no início do século XIX, em 1820, apresenta características "coloniais", mas sofreu diversas influências que resultaram no seu ecletismo, sendo conhecido pelos seus azulejos portugueses. Também é chamado de Palacete do Canto da Viração, ficando próximo da Praça Deodoro.

Foi residência de Gentil Braga, figura importante da literatura maranhense, poeta e escritor da metade do século XVIII, e do primeiro vice-cônsul inglês no Maranhão, John Hesket, em 1808.

No local, eram realizados saraus, reuniões e festas frequentadas por ilustres intelectuais que fizeram parte da história da nossa literatura maranhense, como Odorico Mendes, Gonçalves Dias, Sousândrade, João Lisboa, entre outros.

Em um projeto coordenado pela IPHAN e a UFMA, o prédio que sedia o DAC– Departamento de Assuntos Culturais da UFMA foi reformado em 2017, abrigando salas de aula, audiovisual, música, artes plásticas, biblioteca, administração e de consulta. O palacete também conta com uma galeria para exposições, sala de arquivo e pesquisas, além de um cineteatro que deram o nome ao talentoso e premiadíssimo ator/diretor / Dramaturgo, Aldo Leite. 

Palacete Gentil Braga.

Características

Em sua fachada externa, os vãos tem arcos em linha gótica. As bandeiras destes vãos denotam uma influência barroca, com um trabalho em madeira e vidro, formando vitral.

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As paredes seguem a linha colonial portuguesa, apresentam em seu revestimento azulejos (13 x 13 cm), típicos do Centro Histórico. No pátio interno, há uma "varanda" servindo de acesso para os cômodos, com barra de azulejos policrômicos portugueses, representando chineses.

Outra marcante característica do prédio é um mirante em torre (um dos dois únicos do gênero). As escadas são em cantaria, e o piso é intercalado em madeira e cerâmica.

Olha que Chic

Foi ponto de encontro de intelectuais que contribuíram para a cultura maranhense, principalmente a literária. Os saraus e festas realizadas no local eram frequentadas por Gonçalves Dias, Sousândrade e Odorico. O anfitrião era Gentil Homem de Almeida Braga, escritor jornalista que entre outros legados deixou o casarão que continua inspirando a arte e cultura. Sendo integrado a Universidade Federal do Maranhão (Ufma) na década de 70, a partir de 1965 começou a abrir espaço para os assuntos culturais. A coordenadora DAC/Ufma, “Tem a divisão de audiovisual e tem a divisão de literatura e música. Todas as linguagens artísticas são desenvolvidas no casarão. Ao longo do ano a aberto um edital temos artistas iniciantes e veteranos que expõem na galeria principal o seu trabalho”. Agora como diz meu amigo Euclides Moreira Neto: Lindo, lindo, lindoooo. lindo, lindo, lindoooo. 

 

QUEIMAÇÃO DE PALHINHA

Recebi o convite do nosso amigo, ator, Domingos Tourinho para Queimação de Palhinha na sua residência. Agradeço o convite e vou confessar a vocês que o chocolate quente e o bolo de tapioca estavam uma delícia. A Queimação de Palhinhas é evento religioso e de cultura popular realizado no Maranhão e algumas cidades de Portugal. Marca o encerramento das comemorações natalinas no estado, sendo realizada no Dia de Reis, celebrado no dia 6 de janeiro.

Trata-se do desmonte do presépio que reproduz a cena do nascimento de Jesus e a visita dos reis magos. Os fiéis vão retirando, aos poucos, as palhinhas de uma planta chamada murta, utilizadas para decorar o presépio, e colocam para queimar em um fogareiro, produzindo um aroma agradável. Durante a queimação, são cantadas ladainhas em latim e língua portuguesa, e os fiéis fazem pedidos para o ano que está começando. A festa também é vista como uma forma de pagar promessas. A festividade é realizada tradicionalmente, em casas, igrejas e terreiros de religiões de origem africana no Maranhão (tambor de mina). 

O Dia de Reis

O Dia de Reis, segundo a tradição cristã, seria aquele em que Jesus Cristo recém-nascido recebera a visita de "alguns magos do oriente" (Mateus 2:1) que, segundo o hagiológio, foram três Reis Magos, e que ocorrera no dia 6 de janeiro. A noite do dia 5 de janeiro e madrugada do dia 6 é conhecida como "Noite de Reis".

Tradições

Em Portugal e na Galiza, o bolo-rei ou bolo de Reis possui grande tradição e é confeccionado com um brinde e uma fava. A pessoa que encontra a fava deve trazer o bolo de Reis no ano seguinte. Por todo o país, as pessoas costumam «cantar as janeiras», «cantar os Reis» ou as «reisadas», de porta em porta. São convidadas a entrar para o interior das casas, sendo-lhes oferecidas pequenas refeições como doces, salgados, charcutarias, vinhos, etc. Neste dia eram também muito comuns os autos dos Reis Magos, peças de teatro popular. No Brasil, geminado culturalmente com Portugal, esta tradição tem muito do que se faz no velho país. A festa é comemorada com doces e comidas típicas das regiões e até o ano de 1967, era um feriado nacional por ser considerado dia santo. Sob uma nova legislação sobre o tema, o Dia de Reis e outras comemorações católicas deixaram de existir no calendário de feriados oficiais. Há ainda festivais com as Companhias de Reis (grupo de músicos e dançarinos) que cantam músicas referentes ao evento, as conhecidas festas da Folia de Reis.

Em alguns países, como Espanha, é estimulada entre as crianças a tradição de se deixar sapatos na janela com capim antes de dormir para que os camelos dos Reis Magos possam se alimentar e retomar viagem. Em troca, os Reis magos deixariam doces que as crianças encontram no lugar do capim após acordar. A tradição também consiste em comer o Bolo de Reis. Na França e em Quebec (no Canadá), come-se o Galette des Rois (Bolo de Reis), que contém um brinde no seu interior. O bolo vem acompanhado de uma coroa de papel e quem encontrar o brinde na sua fatia, será coroado e terá de oferecer o bolo no ano seguinte.

******

 

Abel.

PIQUENOS OLHA ONDE ABEL ESTÁ! 

No Museu Janete Costa de Arte Popular. Rio de Janeiro. Que chic. Se perguntarem a Abel Teixeira se ele faz máscaras, ele vai negar. “Faço careta; no Boi sou Cazumbá, que usa a careta.” Nascido em 1939, em Viana (MA), desde muito pequeno já brincava o Bumba-Meu-Boi. “As caretas, antes, eram só de pano e as mais antigas eram também de paneiro do palmito de babaçu (fibra que envolve o palmito, uma espécie de tecido grosseiro). A roupa (bata) era feita de pano velho, estopa ou de palha. Qualquer coisa servia, porque o mais importante para o Cazumbá é brincar. Nós somos os verdadeiros artistas de nós mesmos.”

Exposição.

Abel já perdeu a conta de quantas caretas fez até hoje. “Por conta delas, me levaram até para a Europa. Mas o Cazumbá é daqui mesmo. As caretas de pau começaram porque lá onde nasci, a gente fazia porque achava bonito. A gente ouvia falar de Bois de outros sotaques, que tinham bicho, tinham onça. Eu fiz uma de madeira, com boca de cachorro. Meu amigo viu e no ano seguinte fez uma igual, para a gente competir e brincar melhor. Primeiro a gente fazia só a boca de madeira. Depois, passamos a fazer toda a careta. Mas brinco com a de pano. Hoje, aqui na cidade, sinto saudade do ritual que a gente fazia antes. Hoje, os Bois são chamados para brincar em vários lugares num dia, e aí fica muito cansativo.”

 

 

Alagada a Fonte.

AGENDA MARANHÃO

Agradeço ao Amigo José Martins pela Matéria da Agenda Maranhão:as águas da Fonte das Pedras já encobriram as carrancas novamente. O problema é recorrente. Há meses os pontos de saída das águas estão sem poder escorrer plenamente. Tudo indica que seja por causa de erros na estrutura das tubulações e suas conexões com o sistema de captação de água pluviais da área do Mercado Central. A restauração do espaço, feita pela Prefeitura na administração passada, de Edvaldo Holanda Junior, não resolveu o problema. Outra questão é que as águas da Fonte estão tomadas por tilápias, uma espécie de peixe invasor, o que inibe a presença de outras espécies nativas, e por caramujos.

Administração

Com certeza, eu acredito que esta nova administração já tomou conhecimento e vai resolver o problema. Bom frisar que os espaços públicos de São Luís precisam ter manutenção sustentável. Uma das saídas pode ser por meio de parcerias público-privadas, como acontece com a Estação das Docas, em Belém, e o Dragão do Mar, em Fortaleza. As áreas de práticas esportivas das praças, por exemplo, poderiam ficar sob responsabilidade das academias de ginástica próximas que se comprometeriam a manter o local e oferecer serviços com preços acessíveis ao público?

 Texto coletivo. Foto: José Reinaldo Martins

 

O buraco continua...

ENCONTREI A FOTO DA PLACA DO OTHELINO.

Encontrei em meus arquivos a foto da placa que ficava no prédio ao lado do busto do jornalista Othelino Nova Alves, - o Paço da Liberdade - na Rua de Nazaré/ Rua do Egito. O busto foi recolocado no local onde Othelino foi brutalmente assassinado em 1967 e se tornou o Espaço da Liberdade de Expressão. Sr. Mauricio Itapary, nosso Superintendente do Iphan no Maranhão, já está ciente da placa que com a reforma, não voltou.

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JaimeHá 11 meses BSB/DFO texto interage, com a sua magnífica fonte. Parabéns aos dois.
Mulher BabaçuHá 5 anos Sao luisContinua... Lençóis. A figura do rei Sebastião também tem grande influência nasi religiões de matriz africana do estado, como o tambor de mina e o terecô, aparecendo como um encantado.
Mulher BabaçuHá 5 anos Sao luisContinua ... A ilha de São Luís iria submergir e apareceria juma cidade encantada com os tesouros do rei [3] O couro do boi do Bumba-meu-Boi, principalmente os de sotaque de zabumba e de pandeiros de costa de mão, das regiões de Cururupu e Guimarães, costuma ter a ponta dos chifres em metal dourado e traz, bordada na testa, uma estrela de ouro e joias. Afirma-se que essa estrela e os chifres com ponta dourada constituem alusão ao touro encantado e aos tesouros de Dom Sebastião na ilha dos Le
Mulher BabaçuHá 5 anos Sao luisResposta paraapessoa que me perguntou porque esse Bumba Meu Boi era assim: São contadas histórias mágicas de animais dourados vistos na ilha e objetos de ouro achados na praia, e lendas de que Dom Sebastião se transforma em um touro negro encantado, com uma estrela na testa, nas noites de sexta-feira. Quando alguém conseguir ferir de morte, na testa, o touro encantado, o rei Dom Sebastião retornaria para assumir novamente seu reino. A ilha de São Luís iria submergir e apareceria uma cidade
Mulher BabaçuHá 5 anos Sao luisSimone. Kkkklkk , é isso ai mesmo.Vou mandar uma foto eu belíssima quando fui receber um troféu no Festival Guarnicê de Cinema. Amei. Beijos de leite Babaçu.
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