Nota do Editor: com certeza é uma #honra publicar os versos de Letícia Mariana, poetisa de talento, nesta Plataforma. A riqueza de detalhes que sublinham seu pensamento lírico, nos remete à verdades que só dizem respeito a autora, cujo brilho nos olhos "Eles brilham", traduz um sentimento real e incalculável. O ainda belo é a força de uma personalidade moldada dentro de forjas únicas e independentes: "A submissa do rosto de anjo,/ Pede que saiam do caminho!/ É momento de mostrar a força". Esse é um grito de quem ama a si mesma. De quem não teme superar obstáculos. Nem na poesia. Nem na vida. Desta forma, ler Letícia, é acompanhar o vento forte de verão varrendo da face da terra preconceitos e lamentos: "Cansei de murmurar os gritos de uma vida,/ A fortaleza me chama!". Ler Letícia Mariana é ver sorrir os que podem sorrir, devem sorrir e mostrar ao mundo que podem e devem sorrir, de um jeito próprio, arrebatadoramente poético: "Prefiro o amargo do pensamento alheio,/ Ao doce de não surpreender anseios". Destarte, cabe aqui ao leitor, ir na correnteza e desaguar no mar do talento de Letícia. Deixa que os versos dela sirvam de alento, de conselho, de força, de encorajamento. Letícia tem o poder de avançar no tempo e brilhar como uma "Armadura!" de luz, refletindo numa personalidade inigualável de uma "(...) mulher que se torna forte". Parabéns. Grato por nos dá essa oportunidade de publicar seu trabalho aqui. (Jornalista Mhario Lincoln, editor-chefe do www.facetubes.com.br).
CORAGEM ENTRISTECIDA
Letícia Mariana
Me perco neste instante,
Falante do penar!
Dito e falo sob o triste,
Existo num talvez destino.
Sou a mulher do fato cínico,
E me consideram a frágil,
Quebrável,
Sem brilho nos dizeres,
Desprezível?
A submissa do rosto de anjo,
Pede que saiam do caminho!
É momento de mostrar a força,
Da coragem entristecida.
O viver absurdo dos meus cabelos longos,
Gostaria de cortá-los na poesia!
Prefiro o amargo do pensamento alheio,
Ao doce de não surpreender anseios.
Cansei de murmurar os gritos de uma vida,
A fortaleza me chama!
Sou mais do que meu vestido repleto de sangues,
Sou armadura!
Sou a mulher que se torna forte,
Por sentir demais.
O meu olhar é a janela de uma existência,
E no findar dos deuses poéticos,
Ele brilha.

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