Capítulo 16
Do Livro: "Finalmente a Noiva Chegou"
Edomir Martins de Oliveira, Vice-Presidente Nacional da APB
UM CASAMENTO SEM ATRASO DA NOIVA
Há 40 anos, completados dia 05.07.2020, estive no casamento de meus compadres Mhario Lincoln e Veridiana. O enlace se deu na cidade balneária de São José de Ribamar. Foi um ato simples, mas abençoado. Tanto que o padre João de Fátima que celebrou o enlace ainda está vivo nesta data, residindo num retiro para idosos, em São Luís-Ma.
Na verdade, tudo foi abençoado. Eu e minha esposa Elma fomos padrinhos. Uma amizade de quase 50 anos com Mhario Lincoln e, ao depois, com o casal e a família construída.
Alguns detalhes desse casamento chamaram a atenção. A noiva não chegou atrasada. Adentrou à igreja vestindo um macacão branco-pérola, com um buquê pequeno, ornado de flores azuis e um discreto arranjo de cabeças com flores. Não aqueles vestidos tradicionais que costumamos ver na maioria dos enlaces.
Outro detalhe é que o noivo, após as bençãos nupciais, pediu a palavra e falou aos convidados, especialmente à família dela, residente no Paraná, que foi prestigiar e ficou encantada com a Igreja edificada na praça principal do município da Grande São Luís, cidade balneária e uma das mais religiosas do Maranhão, São José de Ribamar.
Mas antes de chegar ao altar, Mhario e Veridiana tiveram suas apresentações inusitadas. A mãe de Mhario, Flor de Lys, que era colunista social na cidade e tinha um programa de televisão, foi fazer uma reportagem na praia do Olho D’água, em S. Luís-MA, e deparou-se com “uma moça linda, muito simpática”, disse-me ela, quando contava a história. Então perguntou a moça se ela não gostaria de conhecer seu filho. E Veridiana sem saber o que realmente estava acontecendo e de forma educada, disse sim. A mãe de Mhario, então, a colocou no carro e foi levá-la a outra praia, Ponta D’areia. Lá, Mhario estava com um grupo de amigos no Barzinho chamado de ‘Tia Maria’. Quando Veridiana chegou foi logo sendo apresentada a todos. Como numa espécie de ‘escrito nas estrelas”, a partir daí, Mhario e Veridiana nunca mais deixaram de se ver. Flor chegou a dizer, depois, a sós com o filho: “Essa é a mulher de tua vida...”. Coisas do coração de mãe que deu muito certo.
Quando Deus abençoa as pessoas, acontece muitas coisas boas. Vejamos: Veridiana que residia em Londrina, no Paraná, tinha ido para São Luís trabalhar numa madeireira do irmão. Na primeira semana em que estava em São Luís foi a praia com uma amiga e lá, acabou sendo descoberta por Flor de Lys. Desse primeiro encontro, e em seis meses de namoro, Mhario e Veridiana noivaram e casaram. Nesse ínterim, o irmão dela voltou para o Paraná e ela ficou com Mhario. Foram morar numa casa bem simples no retorno da praia do Olho D’água e lá os visitamos várias vezes. Eu morava bem perto deles, na época. Com a chegada de Veridiana, nossa amizade ganhou ainda mais consistência e até hoje permanece firme, na graça de Deus.
Por isso, não pude deixar de escrever essa crônica sobre a rápida história do casamento de meus compadres, a quem nossas famílias, entrelaçadas pelo bem, pela obediência a Deus e pela compreensão permanecem unidas e sempre juntas, conforme está prescrito em Provérbios 17:17: “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade.”
Portanto, meus amigos, eu e Elma desejamos muitas felicidades a vocês. “Nossos compadres queridos”, como diz Elma.
Um grande abraço e mil felicidades.

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