
NÃO EXISTE AMOR SEM RESPEITO E COMPREENSÃO
*Mhario Lincoln e família
Ao certo é a fé em Deus, a compreensão e o respeito mútuo que tornam o amor longevo. Só sei que quando quaisquer relações envolvam esses três princípios salutares, tudo se torna mais fácil e nunca será enfadonho viver junto por 50 anos. Afinal, se contatos nos dedos, serão mais ou menos 17 mil e 500 dias, sempre juntinhos. E tudo começa quando o ‘fazer algo juntos’, é satisfação e não obrigação. Esse, o básico. Sempre achei ser o amor algo intrinsecamente ligado ao ‘fazer o outro feliz’, sempre!
Porém, o tempo é inexorável. Mesmo assim, quando há estabilidade, respeito e compreensão, o amor flutua fácil a ponto de não se deixar abater com alguns problemas de saúde que porventura advêm. Porém, o homem sábio ou a mulher sábia, ao notar algum desânimo, dá um jeito de preparar uma ótima surpresa para animar a relação. Aliás, os bem-casados tem um detalhe por demais peculiar que acaba se diferenciando dos demais: sempre aceitam a felicidade plena do outro; e não só, oferecem o ombro nas horas difíceis.
Falo tudo isso porque ao longo de mais de 50 anos que convivo com Angelo e Mari Rodrigues, tenho procurado auscultar a alma deles, a fim de assegurar meu bom caminho, na rota da gracilidade e da virtude de chegar a tantos anos de convívio mútuo.
Na verdade, uma família realmente linda, de cuja lavra, nasceram homens e mulheres responsáveis e verdadeiramente apaixonados no melhor sentido da palavra.
E o amor? Que tipo de amor faz isso? Amor e Paixão, qual a diferença numa vida a dois por mais de 50 anos? São perguntas, à princípio, difíceis. Porém, o Livro Maior nunca esqueceu as recompensas de Deus pertinentes a esse assunto. Por que quem ama a Deus, ama seu próximo. Muitos acabam sucumbindo a esse mandamento por não amarem, nem confiarem em Deus. Têm claras dificuldades em entender esse amor. Porque esse – o amor verdadeiro, a compreensão e o respeito - está diretamente ligado à dinâmica da vida.
Então, qual seria realmente o valor de um casamento de 50 anos? Não há moeda que pague, mas há um parâmetro de custos e esse é, além do amor individual de cada um, o amor e a fé em Jesus. Quanto mais Fé e Amor se tem em Jesus, mais Ele garante a paz entre eternos noivos. Por isso temos contemplado a beleza de Cristo nos casais duradouros.
E só existe esse amor por tanto tempo, porque esse amor vai além da carne, da natureza adâmica.
Vejo em Angelo e Mari, muito desse amor como base de sustentação. Muito além do material, do orgânico, do todo compreensível, pois, em 1 Coríntios 13:1, um ensinamento insofismável: “Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine”. E reflete em nós, através da consciência de que o amor sempre será paciente e bondoso, porque não inveja, não se vangloria e não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. Nem nas piores ocasiões, as mais difíceis e inimagináveis, que o próprio tempo impõe ao casal longevo, o amor pode flexibilizar. É nesse momento que precisa estar literalmente sadio, pois a tudo sofre, tudo espera e a tudo suporta.
Então, diante desse exemplo que une filho, filhas, nora, genros e netos e toda a família, Angelo e Mari merecem aplausos constantes porque, segundo Romanos 13:10 “O amor não faz mal ao próximo.”.
Portanto, como li outro dia não sei onde, há amores que devem ser recordados, emoldurados nas paredes da nossa vida, para que sejam devidamente apreciados. Eu, Veridiana e nossa família, ficamos felizes em olhar para vocês e ver que, mesmo com o passar do inexorável tempo, é extremamente perceptível a tríade sustentadora de um casamento exemplar: compreensão, respeito e amor.
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