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FENIX E ABSINTO
Lúcio Elbl 30/03/2020
Absinto Mar,
Profundo Mar!
Há quem diga,
Caiu de encantos,
Pela moça da Ilha,
Menina do
Mar!
Estavam enamorados, pois,
Absinto e Fênix!,
Ele, filho do Mar,
Ela, filha da Ilha!
Absinto a tudo
Lembrava Fênix
Na Alva, Estrela; na noite, Lua!
Ele, majestoso Mar,
Ela, formosa Ilha!
Amor sem Fim!
Mas um dia, o Mar … ela não viu!
Não viu o Sol e nem a Lua …
Só Cinzas, ela viu,
Névoa e cinzas
Quentes!
A ilha, então,
Quedou silente!
Preocupada … pensativa…
Cadê as flores?
E as Árvores? E os Pássaros?
Mas nada viu… senão cinzas!
Névoa e cinzas,
Densa Névoa!
Seria o Fim?
Os pássaros fugiram todos, atônitos, feridos, perdidos…
Envoltos nos ventos quentes dessa névoa
Que subia das Chamas Ardentes …
Só dor, lamento e dor!
Seria o Fim?
A moça que olhava o mar a espera do seu amor,
Já não mais acena o lenço,
Pois lenço, não há mais …
Só Tristeza …
E cinzas!
Seria o Fim?
Tudo acabado, vida esvaída, sem Mar, sem Ilha,
Vidas pequenas, pequenas vidas, vidas perdidas,
Flores vibrantes? Abelhas?
Colibris? Nada! Somente dor!
Seria o Fim?
Jazem exaustos, vencidos os troncos feridos …
Lamenta a Terra, pranteiam seus ventos
Ardem árvores e
Choram flores,
Soluços de dor! Vida? Não mais!
Cinzas!
Seria o Fim?
Ruge choroso o mar, bramam aflitas as ondas revoltas,
Buscam a amiga, a Menina querida,
Moça da Praia, Amor desse Mar.
Lamento! Chora
O Mar!
Seria o Fim?
Mas… Há quem implore, não pare, Resista!
Ó Moça da ilha, Ó Amor desse Mar!
São os Céus de Absinto
Que te abraçam, ó ilha
Ó Moça Morena,
Menina Ilha!
Os Céus desta ilha são céus desta moça,
Menina bonita que dia após dia
Acena seu lenço
A espera do Mar!
Não pare,
Resista!
Clamam-lhe os céus,
Sopram-lhe os ventos!
Escuta, menina, o clamor desse Mar,
A voz de Absinto gritando:
Amor… Não desista!
Ó Amada, Resista!
A FÊNIX SEMPRE RESSURGE DAS CINZAS!
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