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Historiador Euges Lima descobre as causas da morte da filha de Ana Jansen, a poderosa senhora de escravos do Maranhão

Historiador encontra jornal que revela que Ana Augusta Jansen Ferreira, filha da lendária Ana Jansen

18/04/2020 às 12h54 Atualizada em 18/04/2020 às 16h32
Por: Mhario Lincoln Fonte: ML/Samartony Martins/iTV Artesanal
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Euges Lima, historiador
Euges Lima, historiador

Nota do Editor (ML): O historiador Euges Lima foi entrevista pela iTV Artesanal e contou uma história bem interessante sobre a descoberta das causas da morte da filha predileta de Ana Jansen, a toda poderosa senhora de escravos do Maranhão. Igual reportagem também foi publicada em "O IMPARCIAL", assinado pelo excelente jornalista Samartony Martins. Aproveitamos e mostramos as duas reportagens aqui. Uma aula de história, sem dúvida, do professor EUGES LIMA, na época do texto feito por Samartony, ilustre presidente do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão. (Foto não original do texto abaixo).

 

Causa da morte da filha de Ana Jansen é descoberta

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(*) Samartony Martins

Historiador encontra jornal que revela que Ana Augusta Jansen Ferreira, filha da lendária Ana Jansen com o rico comerciante português, Coronel Isidoro Rodrigues Pereira, morreu após o 11º parto, aos 33 anos.

Avida de Ana Joaquina Jansen Pereira, também conhecida como Donana, uma personagem emblemática e controversa na história do Maranhão do Maranhão continua despertando interesse de historiadores, jornalistas e curiosos.  Um documento inédito encontrado recentemente esclarece sobre as circunstâncias da morte de Ana Augusta Jansen Ferreira, filha da lendária Ana Jansen com o rico comerciante português, Coronel Isidoro Rodrigues Pereira.

Segundo o historiador Euges Lima, presidente o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM), Ana Augusta casou-se aos 18 anos, com o Dr. Manoel Jansen Ferreira, seu primo, unindo, portanto, os dois mais poderosos ramos dos Jansen no Maranhão. Euges Lima revela que a filha de Ana Jansen deixou 11 filhos e faleceu aos 33 anos, em 1857, 24 horas após dar à luz o seu último filho, em decorrência de complicações pós-parto, mesmo depois de todos os esforços de uma junta composta dos cinco melhores médicos de São Luís para salvá-la. Seu corpo está sepultado na entrada da Capela Bom Jesus dos Navegantes na Igreja de Santo Antônio, Centro.  “Pesquisando em Jornais do período sobre Ana Jansen, encontrei um detalhado texto publicado a pedido no jornal “A Imprensa” de outubro de 1857, narrando esse trágico acontecimento que certamente casou muito sofrimento à “Rainha do Maranhão” e abalou toda sua família. Até então não se sabia detalhes e maiores informações sobre o falecimento de Ana Augusta Jansen Ferreira. Dunshee de Abranches registra no seu livro O Cativeiro, 1941, como foi seu casamento em pleno período da Balaiada: “ […] naquele dia 15 de janeiro de 1839, realizara o casamento de suas duas filhas Ana Augusta e Ângela Isidora com o Dr. Manoel Jansen Ferreira e Inácio de Sousa Machado[…].”, escreveu o historiador em sua página no Facebook.  

 

Túmulo onde estão enterrados os restos mortais da Família de Ana Jansen, na Capela de Bom Jesus dos Navegantes, Centro de São Luís

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Ainda de acordo com o historiador, estava também presente nesse pomposo duplo casamento no sobrado à Rua Grande de fachada de azulejos, pertencente à Donana, como era popularmente conhecida, João Francisco Lisboa, aliado político, do alto dos seus 35 anos, o mais talentoso membro do partido Bem-te-vi e a mais “fina flor do liberalismo do seu tempo.” A informação sobre a morte da filha de Ana Jansen foi é relatada em detalhes e conta todo o drama vivido por ela.  

 

Sobre Ana Jansen

Descendente da nobreza europeia, sua família de Ana Jansen se instalou no Brasil, na cidade de São Luís, capital do Estado do Maranhão e Grão-Pará (após a independência, província do Maranhão). Ana Jansen, morreu aos 82 anos, de causas naturais. Atualmente, em São Luís, existem ruas com o seu nome e uma lagoa em sua homenagem: a Lagoa da Jansen, um dos principais pontos de lazer da capital. No folclore de São Luís, existe uma lenda sobre a carruagem de Ana Jansen.

De acordo com esta lenda, por maltratar seus escravos, Ana Jansen teria sido condenada a vagar perpetuamente pelas ruas da cidade numa carruagem assombrada. O coche maldito partiria do cemitério do Gavião, em noites de quinta para sexta-feira. Um escravo sem cabeça conduziria a carruagem, puxada por cavalos também decapitados, ou por uma puxada por uma mula-sem-cabeça em outras versões. A história é uma fábula universal da figura do Ogro personificado, isto é, de personagens reais da aristocracia de uma localidade que assumiram entre o imaginário folclórico as características de um ser aterrorizante pelos seus terríveis feitos, tal como o Vlad, o Empalador na Romênia, Gilles de Rais na França e Isabel Bathory, na Hungria.

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Para assistir ao vídeo, clique a seguir:  https://www.youtube.com/watch?v=N8022st6zWs&feature=youtu.be

 

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Edomir Martins de Oliveira Há 6 anos São Luis-MABelíssimo estudo de quem é historiador de méritos reconhecidos Parabéns.
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