
Relação entre professora e prostituta sai do Google. Por que essas duas profissões estão juntas no dicionário?
Resultado de pesquisa em mecanismo de busca apresentava até esta quarta a expressão popular que equipara a figura de trabalhadoras sexuais à de educadora
“Prostituta com quem adolescentes se iniciam na vida sexual.” Esta era, até a última quarta-feira, uma das definições que apareciam para a palavra “professora” quando um usuário do Google procurava seu significado no serviço de busca. O conceito, apresentado como um “brasileirismo” – expressão utilizada informalmente, sobretudo na região Nordeste –, viralizou nas redes sociais e levantou debates sobre machismo atrelado a uma depreciação às mulheres que lecionam, já que a definição do termo sob o gênero masculino de “professor” exibe apenas as acepções de “aquele que professa uma crença” e “aquele que ensina”.
O assunto causou tanto mal-estar que o Google teve de voltar atrás. Quem fizer a busca a partir de agora, só verá a expressão “Mulher que ensina ou exerce o professorado”. De acordo com a assessoria do Google no Brasil, a ferramenta de pesquisa teve por todo o tempo como base o banco de dados de dicionários parceiros da plataforma. “Os resultados incluem usos coloquiais que podem causar surpresa, mas não temos controle editorial sobre as definições fornecidas por nossos parceiros que são os especialistas em linguagem”, informa a empresa. Foi a Oxford University Press, que trabalha com editores dos tradicionais dicionários do Brasil, quem forneceu a definição ao Google. Mas depois da polêmica, decidiu retirá-lo, ao menos, no mundo virtual. Nos dicionários de papel, como Michaelis, Houaiss e Aurélio, que mantém o verbete inalterado desde sua primeira versão, de 1975, está lá como uma das definições do termo professora “prostituta com quem adolescentes se iniciam na vida sexual”. Continuar lendo: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/10/22/politica/1571779304_418066.html
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