
Tenho por Francisco Elíude uma admiração incomensurável. Pessoa rápida, dinâmica, sem delongas. Direta e de rara capacidade de se fazer entender. Pelo menos a mim. Por isso o convidei para compor a Academia Poética Brasileira, ele sendo, a partir de hoje, escolhido pela diretoria nacional, vice-presidente da regional da APB/São Paulo. Ao longo desses anos minha admiração vem em um crescendo, não só pela figura humana que ele representa, mas pela qualidade de seus trabalhos que também vêm num crescendo louvável. Descobri uma coisa maravilhosa em Elíude. Se você não cobrá-lo, não instigá-lo, ele acaba fazendo poemas lindos, frases lindas. Dei-lhe calma e ele faz a calma transformar-se em verso. Foi assim que este meu amigo nordestino, instalado nas cercanias de Santos/São Paulo me recebeu num dia qualquer de um ano qualquer. E lá, apertamos as mãos pela primeira vez e selamos uma adminisração (mútua) acredito. De lá pra cá foram alegrias. Quero hoje ratificar isso e reproduzir um de seus poemas que me tocou profundamente. Amigo Elíude, que assim seja, hoje e sempre. Vida longa, poeta. (Mhario Lincoln).
ANTES QUE EU ME VÁ...
Francisco Elíude
...Bem antes do que
nada mais existe,
nada mais antes do nada já nada há.
O tempo é a essência
da própria natureza do Ser;
mais valioso do que
o que não mais existe em não ser.
Antes que eu me vá, rasgue os meus passos,
meus traços e dores silenciosas
que em trastes me tornastes e sem valor
a mim nunca te igualastes.
Antes que eu me vá...
Rasgado já está o que nunca mais, de ti
me fará lembrar...
Antes do que não há:
Nada a lembrar.
(Francisco Elíude P. Galvão)
E para coroar minha primeira visita a Elíude Galvão, reproduzo este vídeo que é histórico. Grande abraço
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