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Crônicas: João Batista Gomes do Lago

Analista Literário, Poeta e Escritor maranhense

07/06/2020 às 20h42 Atualizada em 09/06/2020 às 00h02
Por: Mhario Lincoln
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Analista Literário, Poeta e Escritor maranhense
Analista Literário, Poeta e Escritor maranhense

O “pretismo” não é Negro

 

© DE João Batista do Lago

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Comemorou-se no dia 13 de maio a assinatura da Lei Áurea, que abolira a escravidão no Brasil, no Século XIX, mais precisamente em 1888. Essa lei foi sancionada por Dona Isabel, Princesa Imperial. O “feito de ouro” foi transformado em data cívica por força de decreto n. 155 B de 14 de janeiro de 1890 e transformado em feriado nacional “Consagrado á commemoração da fraternidade dos Brasileiros”.

Se o parágrafo acima resolvesse todas as questões implícitas – no caso brasileiro – na questão do Negro, o Brasil poderia ser considerado um Estado não-racista. Ocorre, porém, que fora exatamente a partir da assinatura da lei que os negros e seus descendentes passaram a ser mais e mais discriminados em todo o território nacional. A tal “fraternidade” jamais existira. Assim como, hoje, inexiste.

Os negros, abraçados pelo ato “generoso” de Dona Isabel, foram, então, atirados na mundidade do mundo dos “Brasileiros”. Com isso ficaram expostos a todos os atos e fatos de discriminalização e de criminalização. A pena, por intermédio da Lei Áurea, aplicada ao Negro, antes de libertá-lo de fato e de direito, condenara-o, desde sempre, a viver marginalmente à sociedade civil, sobretudo às elites cafeicultoras e da cana-de-açúcar.

Hoje, não é preciso olhar para traz para se saber que o Negro continua sendo “um pária” socialmente. Mesmo que admitamos avanços e conquistas alcançados ao longo de todos esses anos, ainda assim, constata-se que o Negro é a maior parte do corpo social que se encontra fora das benesses econômico-financeiras, sociais e culturais deste país. Quando ousamos analisar as pesquisas verificamos que pouco, muito pouco mesmo, do que podemos chamar de “riqueza” (no sentido mais amplo), alcançou satisfatoriamente a comunidade negra nacional.

Valeu. E vale sempre comemorar a data. Mas não só isso basta! É preciso que se rediscuta o papel e a função do Negro na mundidade do mundo da “Brasilidade” brasileira. Achar que os avanços e os ganhos são demasiadamente importantes, creio, é um erro. Aceitar que esses avanços e ganhos são resultantes de ações políticas de terceiros é erro maior ainda. Transferir a nucleação do debate sobre o Negro tão-somente para a comunidade acadêmica é conceder o direito de não se entender como Sujeito significado e significante, ou seja, sem identidade cultural.

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Por fim, e espero mesmo que esta minha inferição seja total e absolutamente errada, discordo daqueles que insistem que a questão do Negro se dá apenas e tão-somente na pigmentação da pele. Não aceito e não admito discutir o Negro a partir de um pressuposto ou suposto “pretismo”. Aos meus olhos isso é puro – e puritanismo – nazismo neomodernista. O Negro, aos meus olhos, há-de ser discutido a partir de sua matriz cultural – desde sempre. Fora disso é sujeitar o Negro a uma tipologia de inferioridade secular.  

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Carmen Regina DiasHá 6 anos Cascavel prÉ preciso que um raio enfurecido desça sobre as mentalidades forjadas no alem para fazer parte dessa turba assustadora, à margem da fraternidade planetária.
Lucas da AldeiaHá 6 anos RioSeu João, ntendo os racistas, deve ser difícil de aturar os negros ????
carlos martinsHá 6 anos belo horizonte e negro O Brasil não teria negros em 2012. A previsão foi apresentada no 1º Congresso Mundial das Raças, realizado em Londres no ano de 1911. "No espaço de um século, os mestiços desaparecerão do Brasil, fato que coincidirá com a extinção paralela da raça negra entre nós", argumentou o antropólogo João Batista Lacerda. O então diretor do Museu Nacional representava o país no evento, a convite do então presidente Hermes da Fonseca (1910-1914), 23 anos após a assinatura da Lei Áurea. Disse Vidigal.
Keila Há 6 anos BrasíliaEu vi ele dizer na tv. "Eu fui discriminado por brancos por ser negro, por negros por ser gay, pelos gays por ser afeminado demais." - Nunca é suficiente. Existe uma luta dentro de uma luta e ainda tem gente que quer anular a luta do outro com ignorância. RAJADUTAN
Marcia CristinaHá 6 anos CuritibaCaro João. Precisamos falar de estruturas e não de indivíduos. Sacou?
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