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Pensador maranhense Carlos Nina fala sobre a Associação Maranhense de Escritores Independentes - AMEI

Autorizada a publicação pelo autor.

14/02/2022 às 20h56 Atualizada em 14/02/2022 às 20h56
Por: Mhario Lincoln Fonte: Carlos Nina
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José Viégas e Carlos Nina
José Viégas e Carlos Nina

 

AMEI – Do Maranhão para o mundo

Carlos Nina

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Um português, José Viegas, é o responsável por uma das mais importantes iniciativas culturais já realizadas em benefício da literatura maranhense, a livraria da AMEI, localizada no São Luís Shopping, na capital ludovicense.

Tudo começou quando, ao realizar o lançamento de um dos seus livros na Feira do Livro de São Luís, em 2013 e outro em 2014, José Viegas se apercebeu de quanto o escritor maranhense não era devidamente valorizado e divulgado na sua própria terra.

Decidiu, então, através de sua editora, criar a 1ª Feira do Livro do Autor e Editor Maranhense – FLAEMA, que ocorreu num megaevento de 10 dias no Shopping da Ilha, em maio de 2016, com o slogan “O RENOVO DA ATENAS BRASILEIRA”.

Esse evento, para o qual Viegas conseguiu o patrocínio do Grupo Mateus, reuniu mais de uma centena de escritores maranhenses e recebeu cerca de 50.000 visitantes nesses 10 dias.

Findo o evento os escritores maranhenses, que não sabiam serem tantos, nem se conheciam, salvo as exceções de um pequeno universo de intelectuais bafejados pela mídia, propuseram a José Viegas que não esperasse mais um ano para a próxima FLAEMA, onde foram reconhecidos e valorizados.

Assim fundaram a Associação Maranhense de Escritores Independentes – AMEI e empossaram José Viegas como seu Presidente, em reunião de fundação ocorrida em 25 de agosto de 2016, no auditória da Biblioteca Benedito Leite.

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Nessa mesma reunião José Viegas apresentou um plano de ação para os primeiros cinco anos, dando-lhe o título de “O RENOVO DA ATENAS BRASILEIRA”, em continuação à ação iniciada pela 1ª FLAEMA.

As grandes linhas eram valorizar e divulgar a literatura maranhenses na sua própria terra, com todo o aparato e requinte que ela merecia ter e, para tanto, abrir uma livraria num shopping da cidade, com um Espaço Cultural anexo, 100% dedicada à literatura maranhense, para assegurar vez e voz aos escritores que até então não as tinham. O objetivo era criar um amplo e permanente espaço, onde já havia um público regular, para expor a Literatura Maranhense, facilitando o acesso a essa riqueza cultural desconhecida, “ilhas” no centro da cidade).

Muitos pensaram que o português era loco e que seria algo condenado a não nascer ou morrer com pouco tempo de existência. Afinal, quem realmente se importava com a literatura maranhense, já que, pelos vistos, até então, nem sequer os próprios maranhenses a levavam a sério, olhando para ela como uma coisa do passado ou de uma elite (mais do poder financeiro e político do que realmente intelectual), cujas obras pareciam só ter alguma vida no seio dessa mesma elite?

Apenas oito meses após a fundação da AMEI, José Viegas inaugura a Livraria e Espaço Cultural que hoje quase todos conhecemos no São Luís Shopping e que se tornou um ponto de visita incontornável dos turistas além da casa de todos os escritores maranhenses e aficionadas desta rica literatura.

Ali todos os autores são tratados da mesma forma. Autores desconhecidos passaram a ter, ao lado de escritores consagrados até internacionalmente, o mesmo local para lançar e disponibilizar aos leitores suas obras. Estão todas lá, sobre os balcões e nas prateleiras da livraria da AMEI, umas ao lado das outras, sem qualquer distinção. Sem julgamento dos méritos do autor, do conteúdo ou da qualidade da obra. Esse direito é reservado aos leitores.

Hoje, inúmeros são os leitores que percorrem os caminhos entre as ilhas e expositores, abrindo com as mãos e penetrando com os olhos a variedade dos livros ali apresentados. História, romances, contos, crônicas, poesias, teatro, tecnologia, religião, Espiritualidade, autoajuda, geografia, fotografia, matemática, livros para crianças de tosas as idades e adultos com toda e qualquer sede de conhecimento.

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Em agosto de 2021 se conclui o primeiro ciclo da AMEI que tinha recebido o nome de

“O RENOVO DA ATHENAS BRASILEIRA”.

Nesse longo e persistente percurso a Livraria e Espaço Cultural da AMEI consolidou-se como principal referência da literatura maranhense, um ponto de encontro das pessoas que produzem essa literatura e onde suas obras podem ser encontradas. Em nenhum outro local isso se dá de forma permanente, aberta, sem preconceito e sem discriminação.

Ao lado da livraria da AMEI a criatividade de Viegas disponibilizou um auditório para eventos culturais, “dedicado à literatura, artes plásticas, artes cênicas, artesanato, dança, música, folclore e tudo o demais que a cultura maranhense tem de melhor”

Ao longo desses cinco anos foram disponibilizados mais de 2.000 títulos de obras de autores maranhenses e realizados, no Espaço Cultural (auditório) da Livraria, mais de 1.900 eventos culturais gratuitos, dentre os quais mais de 700 lançamentos literários.

Uma das ações referentes o ciclo “O RENOVO DA ATENAS BRASILEIRA” prometidas por José Viegas ao assumir a Presidência da AMEI, foi de um dia disponibilizar, para os autores independentes maranhense, uma solução editorial e gráfica independente por forma a permitir ao escritor maranhense editar seus livros com a garantia que o está fazendo com o melhor binómio qualidade / preço do Brasil. Essa promessa também foi cumprida já que em apenas dois anos a solução Editorial e Gráfica sugerida pela AMEI aos escritores já produz uma média de 180 títulos de autores maranhenses por ano.

No dia 17 de dezembro, a Diretoria da AMEI reuniu os associados e obteve aprovação para um novo projeto apresentado por José Viegas para os próximos cinco anos. O projeto apresentado para este novo ciclo recebeu o nome “DO MARANHÃO PARA O MUNDO”, pois pretende levar a literatura maranhense para outros países, através de eventos de mão dupla, abrindo espaço lá fora para divulgar a literatura maranhense, propiciando aos parceiros internacionais uma janela para que, num intercâmbio cultural justo, mostrem aqui, as obras de seus autores.

A importância da AMEI para a cultura maranhense é hoje fato inquestionável. A história há de registrar essa relevância como um marco que viabilizou a visibilidade do escritor maranhense que não dispunha de espaço de divulgação na mídia. Hoje a AMEI se tornou uma vitrine permanente para todos os escritores e artistas maranhenses que buscam um espaço onde disponibilizar sua criação.

Em breve, a AMEI vai começar a fechar uma série de acordos de parceria internacional, numa combinação enriquecedora, que beneficiará escritores e artistas maranhenses assim como os escritores e artistas representados pelos parceiros internacionais.

Eventos presenciais e virtuais com escritores convidados dos países da lusofonia, “embaixadas culturais”, e muitas mais surpresas que José Viegas preparou para este novo ciclo que pretende levar a Literatura e Cultura maranhense para o mundo.

Parabéns à Diretoria da AMEI pelo belo trabalho realizado. Sucesso na nova empreitada, DO MARANHÃO PARA O MUNDO.

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ZULEIDE CASTRO Há 2 anos Alcântara -MaQue coisa maravilhosa, obrigada José Viegas, em breve eu espero lançar o meu livro sobre a Fundação e Conquista de Tapuitapera, Atual Alcântara. Obra de árduos anos de dedicação na pesquisa pela história, do meu falecido pai, José Araújo Castro, autor negro alcantarense, com a qual pretendo homenagear em sua memória.
Joizacawpy Há 4 anos São Luís Sinto-me imensamente grata em fazer parte da AMEI como membro sócio. Foi nesse espaço que finalmente consegui o suporte necessário para minha primeira publicação. José Viegas é sem dúvida uma dos maiores colaboradores da literatura maranhense na atualidade.
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