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Brasil POESIA BRASILEIRA

Rogério Rocha escreve sobre os 41 anos de poesia de Luis Augusto Cassas

Rogério Rocha é membro da Academia Poética Brasileira, seccional do MA.

06/03/2022 09h53 Atualizada há 4 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Rogério Rocha
Rogério Rocha & Luis Augusto Cassas.
Rogério Rocha & Luis Augusto Cassas.

 

Uma honra ter o nosso confrade (APB) Rogério Rocha integrando nosso Facetubes. Neste dia de hoje, decidimos mostrar alguns trabalhos já realizados ao longo dos últimos dias, destacando o texto sobre os 41 anos de produção literária do poeta brasileiro Luis Augusto Cassas. Sem dúvida, um dos grandes arquitetos poéticos deste País, com várias obras aplaudidas pela crítica nacional. (Mhario Lincoln, editor).

Por Rogério Rocha, da Academia Poética Brasileira.

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Luís Augusto Cassas [São Luís – MA, 02 de março de 1953] começou a destacar-se no cenário de nossa literatura com a geração dos anos 70 do século passado. Ao seu lado estavam nomes como Cunha Santos, Chagas Val e Alex Brasil. Uma época que presenciou o aparecimento do movimento Antroponáutico e da nova poesia do Maranhão, trazendo nomes como Viriato Gaspar, Valdelino Cécio, Morano Portela e, posteriormente, Rossini Corrêa e Laura Amélia Damous.

A figura de Augusto Cassas ajudou a consolidar o modernismo na literatura maranhense, preparando, então, terreno para as mudanças que implicariam na recepção dos novos referenciais da linguagem que teriam lugar na poesia pós-moderna do século XXI.

Trata-se, na verdade, de um daqueles autores que cresceram ao ponto de não mais caber nos parcos limites de sua própria cidade. O abandono da vida provinciana (que em nossa terra teima em persistir) foi, quem sabe, a declaração de independência que ajudou a fazer de sua obra um monumento de requintada arquitetura, alçando seu nome ao âmbito nacional.

Com o êxito alcançado em face do reconhecimento – vindo tanto da parte dos críticos quanto de seus pares - afirmou-se como um escritor de DNA contemporâneo. Traço que, aliás, é elemento constitutivo de sua vasta produção, alinhada com o mundo, suas novidades e tendências, arriscando-se nos experimentos que entendeu necessários sem, contudo, perder a força das características de estilo, já demonstradas em seu “República dos becos” (1981, Civilização Brasileira).

Enquanto Cassas promovia a busca poética da essência do humano e o estabelecimento de um equilíbrio entre imanência e transcendência, sagrado e profano, carnal e espiritual, vimos surgir, por exemplo, trabalhos como “Rosebud”, “Liturgia da Paixão”, “Ópera Barroca”, “O Shopping de Deus & a Alma do Negócio”, “Deus Mix: Salmos Energético de Açaí c/ Guaraná e Cassis” e “Evangelho dos Peixes para a Ceia de Aquário”.

Poeta com mais de 24 livros publicados, cuja escrita apresenta efeitos ora psicoterapêuticos, ora cinematográficos, é astro de primeira grandeza, traçando, “a serviço da luz e do verso”, nas entranhas do seu mundo, a órbita de um lirismo que a si mesmo coube instituir. Eis aí Luís Augusto Cassas, numa definição que dá conta, não só, da importância de sua bibliografia e do seu percurso literário, mas também de sua filosofia de vida.

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O escritor, que aniversaria este mês, traz na bagagem, além da existência – que, ao longo do tempo, tem-lhe deixado “mais leve e mais livre” – todo um conjunto de símbolos, imagens, eus, espaços, vivências, sentimentos e ideias.

Por fim, e para mostrar que a tarefa do autor está bem longe do seu encerramento, ao ponto de, inclusive, ainda render bons frutos, merecem destaque as obras “Paralelo 17” e a novíssima “Quatrocentona: Código de Posturas & Imposturas Líricas da cidade de São Luís do Maranhão”, lançada no ano de 2021 pela Arribaçã Editora.

São 41 anos de carreira dedicados ao ofício de compreender o mundo através da poesia (esse alimento de toda alma inquieta), em busca de verdades essenciais e da possibilidade imprevisível de um reencantamento do olhar, cuja via parece encontrar-se na simbiose homem-verso.

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Do canal de Rogério Rocha, no Youtube:

 Análise dos principais pontos da obra "A Paz Perpétua", do filósofo alemão Imannuel Kant

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Capa.

Nota da Editoria:

Dentre as principais obras do autor, encontra-se o livro "PEDRA DOS OLHOS". Trata-se de uma reunião de poemas construídos ao longo de três décadas e que pode dar ao leitor da revelação lietrária maranhense, que já participou de duas antologias (uma bilíngue, em inglês/português, lançada em Salões do Livro na Europa, Canadá e EUA, e no Concurso Literário Gonçalves Dias 2019, no qual foi premiado com o segundo lugar, em meio a mais de 300 poemas inscritos), a dimensão de parte daquilo que compõe sua jornada poética, com traços filosóficos e o lirismo que definem de seu estilo, além do universo de imagens e vivências que habitam seus versos.

Foi inspirado no efeito que lhe rendeu a leitura de mestres como Carlos Drummond de Andrade, Jorge de Lima, Fernando Pessoa e Manuel Bandeira, que começou a escrever seus primeiros versos, ainda na imaturidade da fase de transição entre a infância e a adolescência.

Contudo, foi ainda na juventude, quando fazia os cursos de Direito e Filosofia da Universidade Federal do Maranhão, movido pela leitura de pensadores como Friedrich Nietzsche e Martin Heidegger, de poetas como Friedrich Hölderlin e Rainer Maria Rilke, e influenciado pelas filosofias do existencialismo e da fenomenologia, que começou a ganhar densidade seu fazer poético.

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Rogerio Rocha.

ROGÉRIO ROCHA

É filósofo, poeta, membro da Academia Poética Brasileira, seccional MA, produtor cultural, pós-graduado em Direito Constitucional (Universidade Anhanguera-Uniderp), pós-graduado em Ética pelo IESMA, Graduado em Filosofia (UFMA) e Bacharel em Direito (UFMA). É mestre em Criminologia pela Universidade Fernando Pessoa (Porto/Portugal) e bacharelando em Letras pela Estácio.

Para ler mais o blog: https://rogeriohenriquerocha.blogspot.com/

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Juan FrancisHá 4 anos atrásCórdobaDe hecho, ser poeta es ser especial. Gracias por hacernos felices Augusto Cassas. Conozco tu trabajo. Viví en Brasil. En Maranhao. 1997. Un gran placer leerte por aquí.
SalazarHá 4 anos atrásBelém do ParáUm instante de silêncio para pensar nos milhares de embusteiros que se dizem fazedores de poemas. Afe! É muita cara de pau a pessoa se achar poeta depois que ler esta cronica.
Luiza Martha FernandesHá 4 anos atrásTeresina PIReputo hoje o trabalho da Academia Poética Brasileira como um dos mais profícuos e dinâmicos da atualidade literária brasileira. Veja quantas matérias lindas e maravilhosas postada aqui. Não se prendam só a esta maravilha. Busquem outras. O link www.facetubes.com.br
Luis José Patativa, cordelista alagoano morador de SPHá 4 anos atrásSão Paulo/AlagoasLicença, meu branco. Não sei se Ronaldo Cagiano está certo ao fazer esta crítica com relação ao poeta Cassas: "Nesse país, cuja crítica hegemônica e monopolista do eixo Rio-São Paulo, a reboque de um sistema editorial cartorialista e panelizado, não reconhece vida inteligente em outras regiões ...". Não é bem assim, meu branco. Não só Cassas. A força negra nas artes e cultura de São Paulo é 90% da realidade atual. Onde o senhor coloca Conceição Evaristo? Carolina de Jesus? e outras...
Maria CarmemHá 4 anos atrásGoiania GOQuais a maior virtude de um homem? Uns acreditam quanto mais sábio é o Homem, mais humilde deveria ser. Parabéns Rogério por sua elevada estima e consideração com seus leitores. Cê como filósofo entende o que eu digo. Parabéns a (todis) que leram esta matéria.
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