
QUANDO A MAÇÃ ACABOU SALVANDO OS AMERICANOS
Mhario Lincoln/vintageeverydayofficial
Na década de 1930, para muitas pessoas, a maçã salvou vidas de muitas famílias americanas. Durante a Grande Depressão, nos Estados Unidos, período dos mais difíceis vividos por americanos, o desemprego atingiu o maior nível histórico. Isso não apenas afetou a renda familiar, mas também aumentou a vergonha e a aversão a homens que não são mais capazes de ser os chefes de família. A solução para isso? A indústria da maçã. Com um excedente de maçãs disponível, a Associação de Transportadores de Maçã decidiu colaborar e ajudar os desempregados vendendo caixas de maçãs a preços baixos. Esses novos vendedores de maçã saem às ruas e vendem seus frutos com lucro marginal. Essa imagem acabou se tornando um retrato icônico da Depressão, mostrando os modos inesperadamente criativos pelos quais eles combatiam essa praga financeira em território da grande 'eagle'.
Os efeitos da Grande Depressão foram sentidos no mundo inteiro. Estes efeitos, bem como sua intensidade, variaram de país a país. Outros países, além dos Estados Unidos, que foram duramente atingidos, incluem-se a Alemanha, Países Baixos, Austrália, França, Itália, o Reino Unido e, especialmente, o Canadá. Porém, em certos países pouco industrializados naquela época, como a Argentina e o Brasil (que não conseguiu vender o café que tinha para outros países), a Grande Depressão acelerou o processo de industrialização. Praticamente não houve nenhum abalo na União Soviética, que tratando-se de uma economia socialista, estava econômica e politicamente fechada para novas tecnologias sendo assim não afetada. Entre 1929 e 1932, o PIB mundial caiu em cerca de 15%. Em comparação, o PIB mundial caiu em menos de 1% entre 2008 e 2009 durante essa pandemia financeira.
Os efeitos negativos atingiram seu ápice nos Estados Unidos em 1933. Neste ano, o Presidente americano Franklin Delano Roosevelt aprovou uma série de medidas conhecidas como New Deal. Essas políticas econômicas, adotadas quase simultaneamente por Roosevelt nos Estados Unidos e por Hjalmar Schacht na Alemanha foram, três anos mais tarde, racionalizadas por John Maynard Keynes em sua obra clássica, "Teoria geral do emprego, do juro e da moeda", (General theory of employment, interest and money). Tradutor: CRUZ, Mário Ribeiro da. São Paulo: Editora Atlas, 1992.
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