SÍNTESE-INTELIGÍVEL
[*Mhario Lincoln]
E se alguém oferecesse um livro paras o solitário e isolado Robinson Crusoé? Que livro ele desejaria ter guardado com ele? Em um programa de rádio, talvez o mais longevo da história, (Desert Island Discs), essa pergunta é repetida durante toda a existência. Transmitido também pelo BBC's World Service, ele e ouvido no mundo todo.
Então, vamos adaptar aqui, hoje: qual clássico da literatura seria sua companhia pelo resto de sua vida solitária? Nesse programa inglês, muitos ouvintes escolheram livros de Jane Austen. Ela mesma que escreve romances com experiências fictícias, porém, seguindo à risca os conceitos aristotélicos. Ou seja, “(...) de acordo com a realidade e oferecem, por conseguinte, uma história onde os elementos que a constituem se prestam à veracidade dos fatos narrados (...)", diz uma resenha lida por mim recentemente.
Pois bem, faço aqui um importante adendo, respondendo a reposta da “BBC radio”:
Eu escolheria "Uma breve história da Literatura”, do britânico John Sutherland.
Súbito – ao ler essa obra – o leitor verá que não é qualquer um que aceita um desafio avassalador desses: o de escrever num volume (solitário), sem muitas páginas, toda uma visão pessoal da literatura, começando pela mitologia transmitida de forma oral até os dias atuais. Por isso muitos críticos acham o livro, algo primoroso.
Isso porque Sutherland nos passa uma (pseuda) ideia cronológica desses acontecimentos pertinentes a literatura universal, passando pelas epopeias, pelas tragédias Gregas, surfando pelas ideias medievais, acelerando esse contexto com a invenção do tomo impresso de Gutemberg, chegando ao indomável Shakespeare. Mas, sem esquecer grandes obras como "Decameron" e "Dom Quixote".
Vale destacar, também, a importância do poder feminino nesse contexto, que revolucionou o mercado, sem a mínima dúvida, pois, como leitoras ávidas, aumentaram e muito o comércio da literatura moderna do gênero romance.
E muito mais aspectos interessantes e didáticos como o entendimento sobre direitos autorais, o século XX, enquanto literário, sem esquecer as duas grandes guerras mundiais e seus reflexos, expelindo, por exemplo Woolf, Joyce, Kafka, Eliot; Beckett e o teatro do absurdo, incluindo o realismo mágico, as histórias em quadrinhos e a "graphic novel". Simplesmente sensacional. O cara tem mesmo um abissal poder de síntese-inteligível.
Para quem quiser ter alguma experiência com o livro, o www.facetubes.com.br disponibilizou (por indicação de nosso articulista, filósofo Rogério Rocha (vide seu canal no Youtube: (https://www.youtube.com/results?search_query=Canal+fil%C3%B3foso+Rog%C3%A9rio+Rocha), algumas partes desta obra, que foi recuperada do site (https://ler.amazon.com.br/).
Boa leitura,
*Mhario Lincoln é Editor-chefe da Plataforma Facetubes.
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