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Especial: Mulher Babaçu conta duas narrativas do povo indigena

Mulher Babaçu é criação do ator Uimar Junior.

19/08/2022 às 19h38 Atualizada em 19/08/2022 às 20h31
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mulher Babaçu
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Mulher Babaçu e o Açai
Mulher Babaçu e o Açai

A lenda do açaí

É uma lenda indígena que tem origem na Região Norte do Brasil.

Diz a lenda que, nessa região, havia uma tribo cujo número de habitantes era bastante elevado.

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Por esse motivo, cada dia estava se tornando mais difícil conseguir uma quantidade de mantimentos suficiente para alimentar a todos.

Essa tribo indígena vivia no local onde hoje é a cidade de Belém, no estado do Pará.

Itaki, então cacique da tribo, se viu obrigado a tomar uma decisão um tanto radical e que deixou todos preocupados e chocados.

Como forma de controlar o número de habitantes, o cacique decidiu que todas as crianças que nascessem a partir de determinada data deveriam ser sacrificadas. Para ele, essa seria uma maneira de conter o aumento populacional de sua tribo.

Um dia, a medida drástica acometeu a própria família de Itaki. Sua filha Iaçã deu à luz uma criança que logo teve de ser sacrificada para fazer valer as decisões do próprio avô.

Iaçã sofreu demais com a morte da filhinha. Diz-se que ela passou dias e dias sem sair de sua oca, sofrendo e chorando sem parar por vários dias e noites.

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Assim, Iaçã elevou os seus pensamentos a Tupã, divindade indígena, e pediu a ele que fizesse com que seu pai encontrasse outra maneira de resolver a questão da provisão de alimentos, sem que fosse necessário o sacrifício das crianças.

Tupã ficou muito sensibilizado com a dor da índia e decidiu que ajudaria Itaki a encontrar outra solução para o problema da tribo.

Foi então que, certo dia, Iaçã ouviu um choro de criança vindo de fora de sua oca. Ao sair, para sua surpresa e felicidade, avistou sua filhinha ao lado de uma palmeira.

Iaçã correu em sua direção e abraçou a menina que, misteriosamente, desapareceu nos braços da mãe.

Mais uma vez inconsolável, Iaçã chorou tanto durante a noite a ponto de perder as forças e acabar por falecer.

O corpo da filha de Itaki foi encontrado na manhã seguinte, abraçado à palmeira. Iaçã estava com um semblante sereno e parecia sorrir levemente. Seus olhos estavam abertos e direcionados ao topo da árvore.

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Ao observar a palmeira, Itaki percebeu que no local para onde os olhos de Iaçã estavam direcionados abundava um pequeno fruto ejscuro. Tratava-se do açaí.

O cacique mandou então que todos os frutos fossem colhidos. Com esses frutos, foi feito um suco de aspecto avermelhado e bastante espesso, que alimentou a população da tribo e findou a escassez de alimentos.

O nome do fruto foi uma homenagem que o cacique fez à sua filha. A frondosa árvore e o seu fruto foram batizados de açaí, que é Iaçã ao contrário. Desde então, o açaí passou a servir de alimento para toda a tribo do cacique Itaki e isso fez com que ele suspendesse a sua ordem de sacrificar as crianças nascidas para controlar o crescimento populacional e a consequente escassez de alimentos.

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Carla Muniz Carla Muniz  Professora licenciada em Letras 

Xavante e a Estrela            

José  Xavante da Aldeia Aldeona. Território Parabubure ( Mato Grosso) contou para a Lidia Tupinambá e ela  contou para a Mulher Babaçu.

Os xavantes acreditam que as estrelas são olhos de pessoas que nos contemplam todas as noites. Certa noite, um indígena que admirava o céu estrelado viu, de repente, uma estrela diferente das outras: brilhava mais, piscava muito e parecia inquieta. O indígena se enamorou da sua beleza. Mas, cansado de olhar para o alto, adormeceu. A estrela notando que o seu admirador havia adormecido, desceu até a Terra e transformou-se numa linda jovem. O indígena acordou, viu aquela lindeza diante dele, e espantou-se. Depois, trocaram olhares, conversaram e enamoraram-se. Mas a moça não podia permanecer muito tempo na Terra. Entristecida, ela despediu-se para voltar ao céu. Ele demonstrou muita tristeza e ela o convidou para acompanhá-la. Ele aceitou e indagou: "Mas como?" Ela respondeu: "Suba até o alto desta palmeira. Ela crescerá, crescerá, e levará você até o céu." E tudo aconteceu num piscar de olhos. Por algum tempo, eles permaneceram no céu. Porém, como o indígena era muito responsável, desejou vir na Terra comunicar à todos da aldeia sobre seu desejo de permanecer no céu. Veio e em seguida, retornou para viver para sempre ao lado de sua amada estrela. Por isso é que, de vez em quando, uma estrela pisca. É o namoro da estrela com o indígena

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Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 4 anos São José de Ribamar Lendas,interessantes!
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Mulher Babaçu
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Personagem criado pelo ator e estatuísta Uimar Junior para contar histórias populares e folclóricas do Maranhão.
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