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Especial: "Reflexão de uma jovem escritora"

Publicação autorizada pela autora.

23/08/2022 às 11h19 Atualizada em 23/08/2022 às 11h28
Por: Mhario Lincoln Fonte: Letícia Mariana
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Letícia Mariana
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Nunca penso em mim como uma lágrima dos poucos anos que vivi. Muito chorei, pouco vivenciei. Oras! Amei, sofri, gritei, perdi e ganhei. Li o máximo de livros que pude, não plantei árvores, mas o clichê dos livros escritos eu conquistei rápido demais. E rápido demais eu reflito sobre o amanhecer de rupturas! Eu me quebro.

Eu me sinto como nunca, eu me escrevo como uma obra inacabada. A juventude me ensina, pois penso ser a imortal dos imortais. Parece que a vida não vai acabar, não é mesmo? Dizem que quando a velhice chega, perdemos um pouco do encanto. Digamos que eu tive momentos de pouco encantamento, mas a escrita os trouxe novamente. Penso que, quando eu tiver cinquenta anos, poderei reler tudo que propus neste texto e rir das reflexões inadequadas de uma menina. Minha maior preocupação é se conseguirei realizar tudo que anseio, por vezes esquecendo de tudo que já realizei.

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Aos nove anos eu já lia poesias. Escrevia, lia, sentia. Como se soubesse algo da vida além do meu brinquedo e do cereal de cada manhã. Hoje eu brinco de escrever, meu pão é o alfabeto, meu foco é o parágrafo. Se não existissem as letras, creio que eu não existiria aqui. Eu namoro a escrita como se fosse uma roupa na vitrine, como se eu costurasse cada tecido dela! Refletir sem escrever é tormento. Preciso disso, vivo disso! Sou uma autora sonhadora. Sonho em envelhecer com mais de dez, vinte, trinta livros publicados! O tempo não existe para os jovens, não é mesmo? Não entendo de matemática, mas acho que se eu respirar cada vez mais o trabalho, posso ter um pouco mais de trinta livros publicados e diversos textos on-line. Nada me impede – nem mesmo a lógica – de sonhar.

Lancei o meu primeiro filho aos dezoito. Refletindo além do que deveria, lembro do deboche alheio de quem desacreditava. Muita gente ri de quem somos, mas há sempre a esperança do sonhar para nos acalentar.

O adormecer de quem lê e, portanto, escreve. Dormimos num espaço-tempo que desconhecemos. A cada página, cada verso e prosa, nós nos tornamos um magnetismo de quem dorme. Quem sonha. Quem se embriaga de imaginações sem nem precisar de quaisquer substâncias! É mágico. É a vida literária.

Sou uma jovem escritora, mas vou envelhecer e me tornar somente eu. Sem a idade para me definir ou exaltar. Apenas alguém que escreve, lê, escreve e lê, sem parar, sem parar.

Jamais esqueça de refletir sobre o que você é. Jamais!

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Nelson Pascarelli Filho Há 4 anos São Paulo/SP Parabéns! Orgulho-me em ter sua amizade. Admiro seu imenso talento e sensibilidade.
Marta Lopes Há 4 anos Rio de Janeiro A sua sensibilidade me traduz! Letícia, parabéns por ser luz!✨????
Alda Affonso Há 4 anos Santa Catarina/ Florianópolis Parabéns! Você é uma escritora maravilhosa!!!!
Julia ContesHá 4 anos São PauloParabéns Letícia
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