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Especiais: ESSES TAIS ESCRIBAS INCRÍVEIS (Ou os dois lados da Moeda)

Mhario Lincoln é jornalista e presidente da Academia Poética Brasileira

06/10/2022 às 12h26
Por: Mhario Lincoln Fonte: Mhario Lincoln
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*Mhario Lincoln

 

Enquanto “Operação Cavalo de Troia”, rasgou as cortinas para J.J. Benítez voar no cenário internacional, ‘Em Busca do Ouro’ apresenta um Carlitos tentando a sorte como garimpeiro em meio a corrida do ouro no ano de 1898, no Alasca. E esse, nem é um de seus melhores filmes. Porém no enredo, momentos que marcam: as cenas da tempestade de neve e da dançarina Georgia, com a qual, tem um caso amoroso. 

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O forte, todavia, nesse filme de Chaplin é a explicitude de seu lado mais crítico, a ponto de gerar algum desconforto naqueles que assistem à película. E quais são essas cenas? As de uma luta desigual pela sobrevivência, tendo como pano de fundo, a ganância dos garimpeiros e o clima hostil do Alasca. Mas há críticas ainda maiores, a meu ver. Na cena de Carlitos e McKay, quando se “deliciavam” comendo um sapato. 

 

O que me chamou a atenção – e como sou apreciador dos grandes clássicos - foi a trilha sonora do filme. Destaque para as melodias românticas quando entram em cena Georgia e Carlitos. Outra coisa que me marcou ao ler esse opúsculo foi a maneira de como filmaram a dança dos pés, feitos de pão. É icônica. Inesquecível, sem dúvida.

 

Até então, conhecia “Em busca do Ouro”, como uma comédia “pastelão”. Incluiria um tom mais melancólico, que humor pastelão propriamente dito, mesmo com algumas cenas de matar de rir – aquele riso de piada americana, talvez? Não interessa muito a minha opinião. 

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O que interessa é ler ou revisitar a obra em película. Foi lançada uma coleção inteira da obra de Chaplin em 2012, pela Folha de São Paulo. Eu a encontrei na semana passada num desses sebos espalhadas nos aeroportos e nos shoppings. Pude revivê-la com mais acuidade, agora, mais de 100 anos após seu lançamento. 

 

Na verdade, é explícita a capacidade, a grandeza e a seriedade da concepção artística de Charlie Chaplin, tornando esse filme, um marco da indústria cinematográfica, que ainda foi capaz de, a mim, surpreender.

 

E quanto ao incrível “Cavalo de Troia”, muita coisa a falar, em razão da incrível versatilidade dele, principalmente porque é narrada com uma riqueza de detalhes muito interessantes. Desde as tecnologias usadas na viagem, além da narração incrível dos hábitos da sociedade da época de Jesus, sua família, religião, história e costumes.

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O que impressiona, além de tudo isso, são os diálogos com Jesus. Faz o leitor atento, refletir sobre cada mensagem ali escrita. E para aqueles que pensam que Jesus era uma pessoa triste, vai se surpreender com uma personalidade diferente do que os livros bíblicos costumam citar.

 

No fundo, “Operação Cavalo de Troia”, o original, o primeiro lançado (e não a sequência, a meu ver por demais comercial; essa capa que está publicada nesta página, como ilustração), é algo forte, naturalmente deslumbrante e compreensível. O autor foi muito feliz em fazer tais conotações, sem desnaturalizar essa figura importante que foi o gigante Jesus Cristo.

 

Nas sinopses do livro, espalhadas pela internet, há de se transcrever a seguinte, como afirma o próprio J.J. Benítez: “adiantar o argumento e a natureza de Cavalo de Troia, é quebrar o desconcertante mistério que suas páginas encerram”. 

 

Desta forma, vale alerta que “(…) o autor se baseou em uma documentação real, guardada há anos nos Estados Unidos. Uma documentação que expõe uma imensidão de dados novos sobre a personalidade e a obra de Jesus de Nazaré. Podemos afirmar que - tal como suspeita boa parte da humanidade - as grandes potências escondem muitos dos seus projetos espaciais e militares. Podemos revelar, por exemplo, que em 1973 a Força Aérea norte-americana, depois de vários anos de preparação e uma infinidade de peripécias, executou em pleno coração de Israel um de seus projetos supersecretos, que foi batizado precisamente como ‘Operação Cavalo de Troia’”. 

 

Verdade ou não, o livro ainda é um grande mistério, no que diz respeito à integridade dessas informações secretas. Isso, todavia, é o mínimo diante da grandeza da obra. 

 

Por isso, não podemos adiantar ao leitor como J.J. Benítez conseguiu essa fascinante documentação confidencial, nem o assombroso desenrolar da referida operação e seu final desconcertante. 

 

Seria quebrar o encanto de “Cavalo de Troia ”, primeiro livro testemunho do jornalista e escritor navarro. Nas palavras do autor: “Só o futuro, como aconteceu com Júlio Verne, poderá mostrar se este relato foi ou não verídico”. 

 

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Alcina Maria Silva AzdvedoHá 4 anos CAMPINAS SPExcelente! Como sempre é ler esta plataforma!
SergioHá 4 anos Teresina PIPerfeito grande Mhario.
LurandirHá 4 anos Fortaleza Eu li OPERAÇÃO CAVALO DE TROIA. MAGNÍFICO.
Laércio Moreira, jornalistaHá 4 anos BRASÍLIA Impressiona a qualidade descritiva do Mhario, formado nas bases do glorioso JORNAL PEQUENO do Maranhão. Ele ainda e um dos bons frutos vivo desse matutino.
JAIME Há 4 anos BSB/DFBoa tarde, Excelente artigo presidente, abraços ao senhor e nosso valoroso Vice-presidente!!!
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