O POETA É IGUAL A UM FOLHETIM
*Mhario Lincoln
Os poetas e seus fins
são como românticos folhetins
distribuídos pelo vento da lua pagã
Às vezes esquecidos num banco de
praça; outras vezes, embrulhando
balas de hortelã.
Os poetas são folhetins ao léu:
balouçam como vento bêbado
de um lado para o outro...
subindo ao céu. Servem para
grudar na boca de quem recita
servem para limpar a alma
de quem se excita.
Os folhetins dos gritos aparecem,
desaparecem, iguais a vida dos velhos
poetas, ao final de tudo,
levando consigo todos os amores
que mereceram.
Mas esses amores vão e voltam, assim...
E nem se lembram que, um dia,
eram mil poemas
num velho FOLHETIM...
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