05-WANDA CUNHA - Há muitas resenhas referentes à obra “A Bula dos Sete Pecados” no Maranhão e Brasil, fato que demonstra a aceitabilidade do leitor em relação ao citado livro. O poeta maranhense Paulo Rodrigues, por exemplo, diz: “Mário sabe incendiar o lirismo moderno com a raiz entomológica do verbo latino “vocare”. É uma invocação quase sinestésica, que estimula o leitor a continuar se desafiando na leitura do poemário”. Já Rossini Correia diz que “O fazer poético de Mhário Lincoln é um esmeril de lapidação do ser e em vínculo íntimo com a tradição da escrita filosófica e poética por meio de aforismos. Não por acaso, mas por consciente intertextualidade, “A Bula dos Sete Pecados” carrega consigo o galo que Friedrich Nietzsche sonhou que explodisse em luz, em meio às madrugadas da Alma, como forma de remissão de tudo que é humano, demasiado humano”. Que resenha o Mhario Lincoln-leitor faria de “A Bula dos Sete Pecados"?
MHARIO LINCOLN – “Humano, demasiado Humano”. E acrescentaria: Friedrich Nietzsche bate profundamente com o que pensei, porque escrevi esse livro – “A Bula dos Sete Pecados” - buscando uma superação, tentando sair de um estado 'prosa pura', para um universo ainda pouco explorado por mim. Infelizmente não posso contar aquele história bonita de "eu escrevo poesias desde pequeno... etc". Não!
A vontade e a superação para fazer a passagem de um gênero para outro, foi sacrificante. Então é hora de recitar Niet, através de "Assim Falou Zaratustra", onde ele descreve o conceito do "eterno retorno", no qual todas as coisas estão fadadas a se repetirem infinitamente.
Mas, logo em seguida ele ensina: "(...) o processo de superação e transformação constante é que se pode encontrar um significado e valor, autênticos, na existência. O ciclo de passagem de um estágio a outro do conhecimento está intrinsecamente ligado à nossa capacidade de nos reinventarmos, de abandonar crenças ultrapassadas e de abraçar a evolução constante (...)".
Ao meu caso, houve em mim, à duras penas, uma mudança radical em direção a uma nova forma de existência, até mesmo, além das limitações e contradições da condição humana, na eterna superação das estruturas sociais estabelecidas. Foi assim que eu fiz. Aqui estou eu, vivo!
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