Por Paulo Rodrigues
Carlos Denílson Tomé Cunha / nome artístico Carlos Vinhorth, é natural de Santa Inês MA. Poeta, contista, cronista, compositor e romancista. Vencedor de inúmeros concursos literários. Foi vencedor do concurso de poesia, I Semana Cultural Samuel Barreto (2021). Integra a antologia Tecido Tempo da Academia Maranhense de Letras (2023). Poeta selecionado em duas categorias, poesia e crônica para a Antologia Nordestes Selo Off Flip.
Publicações: “DO EU AO OUTRO – Um trajeto poético’’, Poemas, Editora 360° (2016) e “Santuário de Ausências”, Editora Estampa (2023).
1. PR – Carlos Vinhorth, como você avalia sua carreira literária até aqui?
CV – Defino meu trajeto literário até então, como a “Travessia” entre outros significados, com todos os êxitos e percalços, próprios de qualquer jornada. Assim, como Guimarães Rosa, ungido pela palavra, eu tenho erguido os meus sertões, quando por vezes exigem-me oceanos.
2. PR – Poeta, você foi eleito para a cadeira número 35 da Academia Vianense de Letras. Vale a pena a crença na força da palavra?
CV – É a convicção em prol da palavra que nos move. Ela se transforma em nosso instrumento de ação e devoção. A palavra nos dita o ritmo, regras e tratados, compasso e descompasso. Como afirma o escritor e jornalista Ruy Castro: “Tudo é a palavra e a palavra é tudo”.
3. PR – Poeta, você é um autor premiado. Como você ver a importância dos prêmios, na carreira de um escritor?
CV - Vejo os prêmios de literatura com extrema importância para a carreira literária de quaisquer escritores, seja ele consagrado ou não. Vejo como uma celebração, o reconhecimento de um trabalho muitas vezes construído as duras penas ou ante a calmaria de um instante, sob a unção natural das palavras.
4. PR – Você já participou do projeto Balaio Literário. Qual é a importância do contato entre autores e estudantes?
CV – Além de suma importância, o projeto Balaio Literário, se consolida no ato de integração entre escolas, alunos e escritores, através de uma linguagem contemporânea, minimalista, mas, tão necessária para os dias de hoje. Sobretudo, desperta o interesse dos alunos em reconhecer a importância dos autores regionais e quão significante é o hábito da leitura, fomentando o processo criativo de cada um deles.
5. PR – A leitura acompanha o seu processo de escrita? Você é um autor ávido de leitura?
CV – Embora haja distinção entre ler e escrever, no entanto, são dois processos que se completam literalmente. Quanto a mim, a leitura sempre teve um grau maior de importância no meu processo criativo em relação à escrita.
6. PR. Deixe uma mensagem de esperança para os nossos leitores.
Carlos Vinhorth:
Recebam a unção das palavras,
a força destemida da linguagem
como instrumento de liberdade
e voz para os que calam.
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