Foto capa: o artista Fransoufer com sua esposa a jornalista Alaíde Amália, a curadora de arte Silvânia Tamer, o Diretor da SVT Faculdade, o professor doutor Sergio Tamer, os advogados da ADFontes Advocacia e apoiadores da exposição, Daniel e Amanda Fontes, e o juiz federal Rafael Costa com sua esposa e advogada Andressa Costa.
Apresentação do editor:
FRANSOUFER:
o filho das margens do rio, que moldou o barro da natureza e a cultura de seu Maranhão em uma odisseia universal
Todas as vezes que abraço esse artista eu me emociono. Todas as vezes! Isso porque, a trajetória e a obra de FRANSOUFER nos lembra uma verdade profunda sobre a arte dita por Vincent van Gogh: "Eu sonho minha pintura e depois pinto meu sonho." E não podemos esquecer de Jean-Michel Basquiat, que começou como grafiteiro nas ruas de Nova York, antes de conquistar as galerias mais prestigiadas do mundo. Ele escreveu: "Eu não penso em arte enquanto trabalho. Eu tento pensar em vida."
Por essas e outras razões é que me emociono ao abraçar Fransoufer porque estou abraçando também, não só a arte produzida por ele com tanto talento. eu estou abraçando, também, a sua vida. Como dizem os latinos, um artista 'plus ultra', isto é, muito mais, além!...
ele me prova todas as vezes que olho uma obra sua que a arte, em sua essência, transcende barreiras sociais, econômicas e culturais. É uma grande expressão da vida em todas as suas complexidades, como Platão já observava: "...a medida da vida é a arte."
Os anos passam, ele ganha fama a cada brilhar do sol, mas ele continua o mesmo, com a humildade que sua mãe lhe ensinou e São Francisco lhe ungiu. Este é o FRANSOUFER que conheço e aprendi a respeitar. Nascido nas margens das poças e lagoas, no interior do Maranhão, onde buscava o barro para construir seus sonhos, nunca deixou de ser uma representação vívida desse poder transformador da arte.
Ele não apenas traduziu o barro da natureza em sonhos expressivos, como entrelaçou em suas obras a rica concepção cultural de sua terra natal. As memórias de sua infância se manifestam na forma do figurativo regional: o casamento na roça, procissões de romeiras, violeiros, empinadores de pipas, os boizinhos, e as rendeiras da Raposa. Seu trabalho é uma homenagem a alma do Maranhão com uma narrativa visual que conta a história de seu povo.
Mas o que torna a arte de FRANSOUFER particularmente fascinante é sua habilidade de mesclar elementos culturais diversos. Sua paleta de cores vibrantes não apenas anima o cenário local, mas também incorpora elementos da mitologia grega, nórdica, romana e africana.
Esta fusão cria uma linguagem visual única que transcende as fronteiras do seu contexto interpessoal, tornando suas obras uma celebração universal da condição humana.
É como se FRANSOUFER estivesse, por meio de sua arte, tecendo um diálogo intercultural que nos lembra das inúmeras possibilidades que a vida oferece, independentemente de nossa origem ou situação.
Um artista - dantes, amassador de barro das barrancas da infância, como se quisesse construir reis e rainhas, cavaleiros e damas, Quixotes e Dulcinéia, numa mistura intelectual que maneja cores fortes e adultas, na sequência simbiótica do amanhecer abençoado do hoje e do ontem, quando o próprio Fernando Pessoa, em sua irresistível maneira de produzir bons frutos, escreveu:“ (...) porque, a arte é a autoexpressão lutando para ser absoluta.” E Leonardo da Vinci, completa: “A arte diz o indizível; exprime o inexprimível, traduz o intraduzível.”
Sim, o talento, a garra, a vontade e a fama, nunca dividiram um espírito humilde, amigo e sincero, "coisas que li quando estudava São Francisco", disse-me ele em certa entrevista que fiz, onde ele inaugurava uma grande exposição, onde o mote era São Francisco de Assis.
Ecce Homo, cuius ars est vita!
Mhario Lincoln
Presidente da Academia Poética Brasileira.
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Especial Silvania Tamer
Como curadora da exposição "Maranhão meu Maranhão de Fransoufer" e marchande do artista, há 22 anos, quero agradecer primeiramente a Deus, por ter nos dado a oportunidade da realização desse projeto com toda essa competente equipe, tendo à frente o próprio artista Fransoufer, Lena Santos como coordenadora geral, assessoria de comunicação de Paula Brito e Zema Ribeiro, projeto gráfico e identidade visual a cargo de Carlos Costa, monitoria de Gina Tavares, fotografias de Carlos Foicinha, e na tradução e revisão textual Rodrigo Oliveira. Agradecimentos faço, aqui também, para Alaíde Amália, produtora cultural, jornalista e esposa do Fransoufer.
O patrocínio desse magnífico projeto é do Governo do Estado do Maranhão. Por isso, meus agradecimentos ao Governador Carlos Brandão, à Secretaria de Estado da Cultura, na pessoa do Secretário Yuri Arruda Milhomem, assim como ao Grupo Mateus, representado pelo Sr. Hildo Marques, através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Maranhão. Recebemos, também, o apoio cultural do Ministério Público do Estado do Maranhão, na pessoa do Procurador Geral de Justiça, Dr. Eduardo Jorge Hiluy Nicolau, aqui representado pelo Subprocurador de Justiça, Dr. Danilo Castro, e pelo diretor da SEPLAG, o promotor de Justiça Ednarg Marques.
Agradecimentos que são estendidos, por igual, à administradora deste espaço de arte senhora Dulce Serra e ao curador Francisco Colombo. Nessa linha de apoios ressaltamos, ainda, o Centro Cultural Casa Gamela e AD Fontes Advocacia, aqui representados pelos advogados Daniel e Amanda Fontes. Por fim, registro o apoio incondicional do Centro Cultural SVT, na pessoa do Diretor da Faculdade, o professor Sergio Tamer.
Devo, contudo, salientar, que a realização deste projeto é do INSTITUTO FRANSOUFER, que tem como presidente o próprio expositor dessas belas obras, o artista FRANSOUFER, a quem passo agora a me referir. Nesta mostra, o artista visual maranhense FRANSOUFER, nascido em 1958, em Bequimão-Ma, apresenta sua nova coleção contendo 30 obras inéditas criadas especialmente para este evento.
Com seu estilo personalíssimo, no uso de cores vibrantes e traços geométricos inconfundíveis, ele retrata em cada uma dessas telas o seu universo pictórico imaginário, onde ao mesmo tempo atua e cria, com pinceladas elegantes e delicadas, suas fabulosas alegorias – uma mescla de elementos da cultura popular maranhense com seus devaneios pela mitologia grega, deixando assim, de forma indelével, sua digital em cada detalhe de sua pintura.
Foto: Na vernissage em São José de Ribamar, o artista Fransoufer recebeu a visita do Procurador Geral de Justiça/Maranhão, Dr. Eduardo Jorge Nicolau.
Pode-se afirmar que FRANSOUFER é um artista multifacetado, pois ao longo da sua trajetória artística enveredou pela pintura, escultura e tapeçaria. Portanto, finalizo para destacar que com uma carreira consolidada ao longo de quase cinco décadas dedicadas à arte, e com inúmeras exposições individuais e coletivas realizadas, suas obras são apreciadas e estão presentes nas mais diversas cidades do Brasil e do mundo.
Essa é a razão pela qual poderíamos apenas dizer:
Eis aqui o artista FRANSOUFER, orgulho do nosso Maranhão!!
Foto: em São José de Ribamar, onde ocorreu uma segunda vernissage intinerária, Valberlúcio Teixeira, gestor do Centro Cultural Casa Gamela e sua esposa, a arte educadora Alessandra Teixeira com Alaíde Amália e Fransoufer.
O ARTISTA
Fransoufer, um artista multifacetado, enveredando ao longo da sua trajetória artística pela pintura, escultura e tapeçaria.
Com traços fortes, marcantes e dono de um estilo próprio, e inconfundível, o artista retrata através de sua obra, a cultura popular e em especial a maranhense.
Nessa exposição, intitulada "Maranhão meu Maranhão de Fransoufer", aberta no dia 13 de setembro de 2023, próximo passado, na Procuradoria Geral de Justiça - Calhau, no Espaço Márcia Sandes, estão 30 obras com dimensões entre 3575cm a 75X75cm, onde prevalece uma pincelada firme, com sua digital em cada uma das obras, e com o uso das cores mais vibrantes para fundir, com elementos da cultura de sua terra, componentes que povoam o imaginário da mitologia grega, nórdica, romana, africana entre outras.
Nascido em Bequimão, no Estado do Maranhão, o artista iniciou sua carreira na década de 70 como diletante, tornando-se mais tarde um profissional de estirpe. Com quase cinco décadas de carreira, Fransoufer, que atualmente reside em Brasília-DF, mantém um forte vínculo com a sua terra natal, inspirando-se nas cenas guardadas em sua memória e que marcaram a sua infância, dando início ao figurativo regional, bem como no folclore maranhense, presente sempre em suas obras, tais como: o casamento na roça, procissões de romeiras, os violeiros, os empinadores de pipas, os boizinhos, as rendeiras da Raposa etc...
Com sua carreira consolidada ao longo desses anos, e com inúmeras exposições individuais e coletivas realizadas, suas obras são apreciadas e estão presentes nas mais diversas cidades do Brasil e do mundo.
AS FOTOS DO EVENTO
*Liberadas pela marchande Silvânia Tamer.










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