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Cidades Colunistas

COLUNA DE CORDEIRO FILHO, uma visão ímpar das coisas que acontecem na ilha de São Luís-MA

Cordeiro Filho é da Academia Poética Brasileira, seccional MA.

29/09/2023 18h39 Atualizada há 3 anos atrás
Por: Mhario Lincoln Fonte: Cordeiro Filho/MA
Foto-bônus-Presente de CORDEIRO FILHO/ Aquarela Casarões da Rua Formosa
Foto-bônus-Presente de CORDEIRO FILHO/ Aquarela Casarões da Rua Formosa


JOSÉ CARLOS DAFFÉ

 

Daffé, Adriana e Cordeiro Filho.

Dia 28 de setembro próximo passado, o compositor e intérprete DAFFÉ (gravou o sucesso "Fazendo OH OH", marchinha de carnaval de Mhario Lincoln & Chiquinho França) subiu ao palco do Teatro Cazumbá na Praia Grande - Centro Histórico de São Luís do Maranhão, e nos brindou com um belo show musical. Daffé é um daqueles caras que superam uma doença, de forma brava e carregada de muito humor.
Ele teve um problema sério na sua coluna, cuja perspectiva era de graves consequências, podendo até ficar com os movimentos dos seus membros, paralisados definitivamente. Teria uma vida montada numa cadeira de rodas! Mas a sua FÉ, era inabalável. Enquanto algumas pessoas faziam previsões pessimistas, ele se apegou às chances de recuperação. Fez fisioterapia no Hospital Sara Kubistchek, até revigorar os seus músculos e começar a andar. Hoje é anda com uma pequena bengala que ajuda ele se manter equilibrado. O show foi um misto de boas músicas e narrativas sobe esta luta pra se manter de pé.
Eu sempre achei que o HUMOR cura feridas, e isso DAFFÉ fez com maestria. Ele driblou todos pensamentos negativos com sorrisos e música, muita música! Parabéns Daffé, pela sua cura e pelas belas canções suas! (Na foto eu, Adriana de Sena  e Daffé). A lotação do teatro estava completa. Muita gente amiga compareceu.

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Prédio do antigo CCTM

A FOTO DO DIA

Belo exemplar da nossa arquitetura colonial, o Centro Caixeiral está de volta, abrigando o saber. Ali em frente à Praça Benedito Leite, no Centro Histórico de São Luís do Maranhão, está funcionado os Curso de Direito e de Relações Internacionais.
Estes cursos fazem parte da grade de cursos da Universidade do Estado do Maranhão - UEMA. Só a recuperação deste imóvel, já é um presente pra nossa Cidade Patrimônio Cultural da Humanidade. 

A IMPORTÂNCIA DO CENTRO CAIXEIRAL
Em meio à colorida e histórica de São Luís, capital do Maranhão, surgiu Escola Técnica do Comércio do Centro Caixeiral (ETCCC), uma instituição que não somente refletia, mas também desempenhava um papel fundamental no panorama educacional do estado na passagem do século XIX para o século XX, materializada, ao depois, na “Sociedade Centro Caixeiral” (SCC).
Aliás, no final do século XIX, especialmente em 1890, o Maranhão enfrentou sérias adversidades educacionais. A situação da educação era, de fato, preocupante. No influente jornal “Pacotilha”, de 23 de fevereiro de 1890, uma seção intitulada “Nota da Instrução Pública” trazia à luz a criação de uma Comissão dedicada a formular um novo plano para o ensino e propor alterações essenciais à "Instrução" da época porque a educação tinha desinteresse das autoridades, desânimo de professores e  aplicação de métodos pedagógicos desalinhados com a realidade socioeconômica do estado. 
No entanto, as opções educacionais em São Luís, em 1890, eram escassas e muitas delas apresentavam uma série de limitações. As principais instituições de ensino eram a Casa dos Educandos Artífices, os Conventos e o Liceu. O estado lamentável deste último, o Liceu, era tão desolador que uma "Nota" mencionava que suas instalações causavam uma “náusea horripilante” no próprio governador. Nesse meio tumultuado surgiu o SCC, depois, Centro Caixeiral Teixeira Mendes). Ele não apenas representou uma alternativa ao cenário educacional precário, mas também refletiu os esforços contínuos da sociedade maranhense para se adaptar e prosperar em meio às mudanças socioeconômicas do período.  Pois bem. Até chegar ao Centro Caixeiral "Teixeira Mendes", chegou a ser recolhimento de Nossa Senhora da Anunciação e Remédios e asilo de moças como Educandário Carmelita de São Luís. Pertenceu ao maçom Salomão Souza que, em vida, doou para Loja Maçônica Renascença Maranhense. No mesmo prédio funcionou a Escola Técnica de Comércio.  Agora, com essa ação do governo, recuperando e resgatando o valor patrimonial do prédio, vai funcionar os Curso de Direito e de Relações Internacionais. Estes cursos fazem parte da grade de cursos da Universidade do Estado do Maranhão - UEMA. Nós so temos a parabenizar o Estado pelo resgate.

Nonato e seu Conjunto.

RADIO CASA DAS TULHAS
Nonato e Seu Conjunto foi uma das mais importantes bandas de baile já surgidas no Brasil. Os maranhenses lançaram cinco discos, entre 1974 e 1980, com um repertório impecável, valorizando integrantes do próprio grupo (Oberdan Oliveira, autor de “Tambor de Crioula”, em parceria com Cleto Jr., por exemplo) e compositores maranhenses – como Antonio Vieira (autor de “Moleque Travesso”) e Sérgio Habibe (“Cavalacanga”).

É deles também o primeiro reggae gravado com letra em português por aqui, “Aflitos”. Seus elepês, que nunca foram reeditados em formato digital, hoje são disputados a tapa e a peso de ouro em sebos mundo afora, e fazem a alegria de djs e frequentadores de pistas em festas em todo o planeta.
Os ingleses do McFly, por exemplo, samplearam “A Bela e a Fera”, clássico do grupo, em “Happiness”.
Nonato e Seu Conjunto receberá homenagem da Rádio das Tulhas neste sábado (30), na Feira da Praia Grande. Ayawo Noleto e Victor Hugo terão como convidada especial a dj Vanessa Serra, fã incondicional e pesquisadora do legado do grupo.
A programação é gratuita e acontece de meio-dia às 18h, na Feira da Praia Grande. Simplesmente imperdível!

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Ubaldo Moraes.

TEM UMA FRASE QUE DIZ: "PARA SER AMIGO NÃO SE PRECISA VER TODO DIA, FALAR TODO DIA, BASTA SE ENCONTRAR E SE ABRAÇAR SEJA LÁ QUE DIA FOR".


É verdade!
Faz tempo que não encontrava com este grande amigo jornalista/cineasta Ubaldo Moraes. A última vez que nos falamos, foi por telefone. Pesquisador de cinema e das antigas (Ubaldo foi um dos primeiros a mexer com câmera Super 8 aqui em São Luís). Ele me ligou pra que eu ajudasse a identificar uma imagem dos anos 70/80, onde eu aparecia exibindo uma tela que pintei do primeiro pregoeiro que fiz. Era uma tela pintada em Acrilex no tamanho de 1.00m x 40 cm. Naquele tempo eu estava cursava Desenho e Plástica, na Universidade Federal do Maranhão e por iniciativa do nosso professor de Escultura, Uimair, ele sugeriu que nós colocássemos em exposição, telas, esculturas e desenhos. Isso entusiasmou toda a turma, até porque todos nós éramos amadores, quase inocentes. A idéia prosperou e lá fizemos a 1a Mostra dos Trabalhos da nossa turma, na famosa Praça dos Remédios, mais conhecida de Praça do Poeta Maior - Gonçalves Dias. Depois fizemos outra Feira no mesmo lugar. Ubaldo, como era curioso e tudo que via ele filmava, foi até a praça e nos deu talvez o único registro daquele feito artístico. Pois bem, dali foi um pulo pra gente se conhecer. Nesta época ele já trabalhava na TV Difusora e também frequentava o Cine Clube Uirá, vinculado a Universidade que funcionava num prédio muito bonito, chamado de Nazeu Quadros, ali na Rua do Ribeirão próximo a Fonte do mesmo nome. Lá também era ocupado pelo Coral da Universidade. Neste Cine Clube foi que conheci o Murilo Santos, Cintra e outros cineastas amadores. Pois é, Ubaldo, já faz muitos anos desta nossa amizade!
As fotos foram feitas por Ubaldo e eu fiz a selfie onde aparece eu e ele. Na oportunidade eu estava saindo de uma gráfica, onde fui imprimir parte da coleção de palacetes, sobrados, instituições e praças de São Luís, em Aquarela que eu e o parceiro Antônio Piramboia estamos produzindo.
Na outra foto está a simpática esposa D. Maria das Dores Carolina, a qual é casada com o ele, há 50 anos - um amor grande pelo que se vê. Foi assim que esta história da amizade começou e dura até hoje!!!

 

A Ponte

ELUCUBRAÇÕES


ATRAVESSANDO A PONTE
(o certo é atravessando uma Ponte ou um Rio?)

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Todos os dias, centenas de milhares de pessoas, atravessam a Ponte São Francisco (Ponte José Sarney), ponte essa que liga a cidade velha à nova. São trabalhadores, estudantes, profissionais liberais, pessoas de todas as classes sociais.
Aqui somos todos iguais, com o mesmo objetivo. Atravessar a Ponte! Fiz esta foto de dentro de um "coletivo" às 9:00 HS desta manhã do dia 21 de setembro.
Eu estava me dirigindo ao meu Studio de Artes Gráficas, como faço todos os dias. Neste horário é bom de se viajar de ônibus, até porque os coletivos estão razoavelmente vazios. Na fotografia que fiz, flagrei um ciclista , indo na direção contrária a minha.
Talvez ele fosse um trabalhador, ou um simples atleta, que estava se exercitando nesta manhã. Pois é, há sempre alguém querendo passar para o outro lado, na vida!!!
Atenção! O certo é atravessando uma Ponte ou é um Rio???

 

Antonio Almeida.

ONTEM TIVE DOIS ENCONTROS COM ANTÔNIO ALMEIDA.

Ao passar a tarde na Praça Benedito Leite, me deparei com uma equipe de restauradores da Empresa Angra, fazendo o trabalho de limpeza e pintura do painel do grande pintor, escultor, desenhista e poeta Antônio Almeida. Este trabalho está localizado na frente da entrada principal da Associação Comercial do Maranhão. Era necessário este restauro, até porque uma obra assinada por Antônio Almeida, tem que ser respeitada. Mas tarde, eu e o amigo Ronald Almeida nós dirigimos até o Palacete Gentil Braga, na Rua Grande, onde lá está instalada um trabalho de duas estudantes preocupadas com o Meio Ambiente, produziram várias fotos sobre a "desgraça" que se abateu no Rio Anil.
É de partir o coração.
O Rio é hoje, um Mar de Lixo, desde a sua nascente, até a foz.
Esta exposição está instalada na Galeria Antônio Almeida, que aproveitei e fiz uma foto de uma auto escultura do mesmo. Este passeio, me proporcionou os dois encontros com o Mestre!

 

"Glamourização das Ruínas", RA.

PALAVRA DO CONVIDADO

O convidado da coluna de hoje é o arquiteto, grande amigo e apaixonado pelo Maranhão, Ronald Almeida.

Carta a Uriel azoubel

RUÍNAS ARQUITÔNICAS. REF: FOTO URIEL AZOUBEL. CENTRO HISTÓRICO DE SÃO LUÍS PATRIMÔNIO ESTADUAL, NACIONAL E MUNDIAL UNESCO (desde 06DEZ1997).


Prezado Uriel.
A nossa trágica e deletéria "cultura turística" de GLAMURIZAÇÃO das RUÍNAS arruína a verdadeira CULTURA DE PRESERVAÇÃO E REVITALIZAÇÃO DE BENS HISTÓRICOS em todo a país.
Isso se agrava com o rigor da legislação patrimonial, da escassez de recursos humanos e financeiros e da rigidez ortodoxa das interpretações dessas leis por parte dos agentes públicos, arquitetos e técnicos responsáveis pela fiscalização e aprovação de projetos de requalificação à luz dos demandas de uso, materiais e estéticas contemporâneas.


***
Por essas razões e um tanto de imobilismo (desinteresse da sociedade), incompetência e esquizofrenia intelectual, temos um imenso passivo de dezenas de milhares de RUÍNAS abandonadas pelo Poder Público em todo o Brasil e em especial no Maranhão: ex: Casa dos Aboud, no Canto da Fabril; Fábrica São Luís, ao lado da Fábrica Cânhamo; Sobrado dos Irmãos Azevedo; sobrados do bairro do Portinho (sua foto).


***
Mas nem tudo está perdido e temos esperanças no longo prazo da humanidade.



Ronald de Almeida Silva
Arquiteto Urbanista FAU-UFRJ 1968-7

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José de Ribamar Cordeiro Lima (Coió)Há 3 anos atrásRIO DE JANEIRO RIOCordeiro. Eu fiz centro caixeiro e me orgulho disso. Hoje sou aposentado DA MERK internacional graças ao CCTM. Lendo essa sua matéria eu chorei diante de meu neto. Perfeito Cordeiro. Nunca tinha tido acesso a essas pérolas. Se quero saber do maranhao leio aqui. Sempre só aqui. É mais confiável.
Roldão AguiarHá 3 anos atrásSão Luís UEMARonald de Almeida Silva. Devemos agir já. Não vamos esperar que a humanidade tenha consciência. E o sr. Tem competência para isso. É um crime o que a indústria do turismo vem fazendo. Aplaudir o sr. é o mínimo.
Juarez SáHá 3 anos atrásBrasilia DFCordeiro Filho. A melhor coluna que li hoje neste site simplesmente magnífico.
Padre NoletoHá 3 anos atrásImperatriz MA A avaliação do sr. Arquiteto me dá repulsa aos políticos que comandam os destinos de São Luís e me faz rezar para ele ser aproveitado em futuras administrações da cidade por sua maneira de ver a coisa, não por ter uma ideologia. Amém?
Irmã MarleneHá 3 anos atrásCoroadinhoaleluia, pastor Co0rdeiro. sangue de Jesus tem poder.
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