Em recente investigação divulgada pela Revista Galileu, uma atração intrigante foi identificada entre alguns dos laureados com o Prêmio Nobel de Fisiologia ou Medicina: após a conquista, há uma tendência marcante à diminuição de sua produção em pesquisas científicas. O estudo em questão, que analisou a produtividade desses pesquisadores de 1950 a 2010, foi publicado na revista Social Science Research Network, sob a chancela da renomada organização Bureau Nacional de Pesquisa Econômica, dos Estados Unidos.
Embora o artigo ainda não tenha passado por um processo especificamente de revisão por pares, ele fortalece as conclusões dos trabalhos anteriores que apontam uma possível repercussão negativa após a obtenção do Nobel no que diz respeito à produção de pesquisa.
Este mergulho profundo nos trajetos dos laureados foi estudado por uma equipe interinstitucional, composta por pesquisadores da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e da Universidade de Waterloo, no Canadá. Três aspectos fundamentais foram examinados no percurso dos vencedores do Nobel de Medicina: a quantidade de artigos publicados, a inovação apresentada em suas ideias e o volume de exigências que seus trabalhos receberam em outras publicações científicas.
Como contraponto, o estudo fez uma comparação intrigante, alinhando os dados dos vencedores do Nobel com os dos pesquisadores da mesma faixa etária que foram agraciados com o Prêmio Lasker. Esta premiação, estabelecida em 1946, foi confirmada por indivíduos que realizaram contribuições notáveis no campo da ciência médica.
É válido destacar um caso emblemático nesse cenário: Albert Michelson, ganhador do Nobel de Física em 1907, que após receber o prêmio, continuou sua trajetória de pesquisa intensa, culminando em descobertas e contribuições essenciais para a área. Esse exemplo reforça que, embora exista uma tendência observada, a paixão e a dedicação à ciência podem transcender qualquer reconhecimento.
O debate sobre os efeitos do Nobel na carreira de um cientista ainda é uma questão em aberto. Enquanto alguns podem vê-lo como um ápice, outros, como Michelson, enxergam-no como mais um marco em sua incessante jornada científica.
----------------------------
Original de Instagram: (@revistagalileu)
Existencial Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
RUY PALHANO O vazio existencial, a crise dos valores e a busca humana por significado
Espeiciais A imigração japonesa ao Maranhão trouxe a paixão pelo “beisebol”
Dr. Ruy Palhano “Entre o zelo e a obsessão: as diferentes faces do ciúme”, por Dr. Ruy Palhano
Psicologia Ativa Quando o elogio mente, a gratidão perde sentido: a ciência explica ser nocivo 'simplesmente agradar'
Orquídea Santos Poema épico de Mhario Lincoln, premiado em Portugual, faz homenagem ao pai José Santos (o José de todos os santos). Mín. 10° Máx. 17°
Mín. 11° Máx. 23°
Parcialmente nubladoMín. 13° Máx. 17°
Chuvas esparsas
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”