A ampliação da visibilidade e do fomento à cultura hip-hop de Minas Gerais foram discutidos em reunião realizada no Palácio da Liberdade, nessa terça-feira (24/10), com a participação de articuladores culturais, membros de coletivos mineiros e representantes do Governo de Minas.
As principais pautas abordadas no encontro foram a integração do hip-hop ao programa Afromineiridade e a criação do Fórum do Hip-Hop.
O secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais , Leônidas Oliveira, pontuou a possibilidade de se contemplar a vertente artística e cultural no programa realizado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG) .
Esse é um passo importante para que sejam viabilizadas outras ações, dentre elas o próprio reconhecimento dessa expressão cultural como patrimônio histórico, o qual foi apresentado como uma demanda dos realizadores e coletivos de Belo Horizonte.
“O hip-hop é uma expressão cultural extremamente importante para a história da cultura do Brasil e do mundo, sendo muito especial para Belo Horizonte e para Minas Gerais. É importante saber que esse movimento, que abrange o grafite, a dança, a literatura, e as artes cênicas, está disseminado pelo território, e agora uma decisão importante é que nós vamos inserir o hip-hop dentro do programa Afromineiridade”, explica o secretário.
“Neste já temos as congadas e os terreiros, e vamos contemplar também o hip-hop, com o objetivo de torná-lo candidato a patrimônio histórico do estado de Minas Gerais. Esse foi o grande pedido que nós recebemos, e, ao protegermos essa manifestação também contribuímos para combater o racismo, a intolerância e outras mazelas que oportunamente só a arte pode fazer, integrando as pessoas”, conclui Oliveira.
Também participaram da reunião o subsecretário de Cultura, Igor Arci, e o chefe da assessoria de audiovisual da Secult, Black Dom, e o tenente-coronel Cláudio Henrique Ribeiro dos Santos, comandante do 1º Batalhão de Polícia Militar .
Outro aspecto discutido foi a importância da estruturação das iniciativas que contemplem a vertente em suas especificidades, o que resultou na sugestão da criação de um Fórum do Hip Hop, a partir do qual poderia ser formulado um planejamento a ser executado.
Joyce Cristina, articuladora cultural, comentou que a reunião avançou em decisões essenciais. “Eu saio contente dessa reunião porque é uma iniciativa em que a gente consegue conversar de uma maneira efetiva com o governo, a Polícia Militar deixando um diálogo aberto entre nós, externalizando as características do hip-hop e como as pessoas veem o hip-hop, que vem da periferia e está sendo inserida no meio social e cultural. Isso é importante demais”, celebra.
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