
Foto do Instagram sentimentodomundo_livraira, dia da inauguração da Livraria: "Ainda estamos processando toda a emoção do último sábado. Nosso evento de inauguração, com nossos amigos queridos, nossos clientes queridos, com música boa e boa conversa, foi de aquecer o coração. Todos em torno dos livros e de boa conversa, como a gente gosta! Obrigada a todes que estiveram aqui. Um especial obrigada à Miradasul e à querida Laura Lourenção por estarem com a gente nessa empreitada desde o início"
Larissa Viana, arquiteta cearense de 40 anos, encontrou seu lar em São Paulo há uma década, mais precisamente no bairro de Santa Cecília, conhecida por seus moradores de classe média, os "ceciliers", amantes de plantas e de um estilo de vida diferenciada. Em meio a uma era de fechamento de grandes livrarias, Larissa ousou abrir a sua própria. Tornou-se sócia da "Sentimento do Mundo", em parceria com a amiga e também a arquiteta Tamires Lima. Inspirada no poema de Carlos Drummond de Andrade, a livraria é mais que um comércio de livros: é um refúgio para desacelerar, tomar um café e sentir-se livre. Na opinião de Larissa, "(...) a ideia era criar mais do que uma livraria; queríamos um refúgio comunitário. Além de oferecer água potável durante os dias abrasadores de verão e café gratuito para acompanhar boas conversas, o local se tornou um ponto de encontro cultural para promover encontros significativos em Santa Cecília.
O BAIRRO
Em um bairro onde as pessoas valorizam caminhar, Larissa e Tamires transformaram uma casinha charmosa acima do nível da rua, com um orçamento limitado e a ajuda de amigos, em um espaço de encontro e inspiração. Larissa reflete sobre sua relação ambivalente com São Paulo, marcada por momentos de violência e hostilidade, mas também de acolhimento e amor, expressando a complexidade de se viver na metrópole.
A LIVRARIA E DRUMMOND
Na efervescente cena literária, surgiu a Livraria "Sentimento do Mundo", um nome que reverbera com profundidade poética e cultural.Antes de tudo, uma homenagem ao célebre poema de Carlos Drummond de Andrade, "Sentimento do Mundo". O verso inicial do poema, "Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo", ressoa como um manifesto de resiliência e coragem. É uma declaração de interesse, um grito de determinação em fazer acontecer, em um espaço dedicado à literatura e ao convite a reflexão e inspiração.
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