
Elizabeth Anscombe foi uma filósofa britânica que se destacou por seus trabalhos sobre filosofia da mente, filosofia da ação, lógica, filosofia da linguagem e ética. Ela foi uma das principais intérpretes e tradutoras de Ludwig Wittgenstein, um dos maiores filósofos do século XX. Ela também foi uma defensora do tomismo analítico, uma corrente que busca conciliar a filosofia de São Tomás de Aquino com a filosofia analítica. Ela era conhecida por sua perspicácia, seu rigor intelectual e sua postura crítica em relação à filosofia moral moderna.
Tomismo analítico é um movimento filosófico que busca dialogar entre o pensamento de Tomás de Aquino e a filosofia analítica moderna. A filosofia analítica é uma corrente que se caracteriza pelo uso de ferramentas lógicas, linguísticas e conceituais para analisar e resolver problemas filosóficos. O tomismo analítico procura mostrar que o pensamento de Tomás de Aquino é compatível e relevante para a filosofia analítica, e que a filosofia analítica pode contribuir para a compreensão e o desenvolvimento do tomismo. Alguns dos principais representantes do tomismo analítico, além de Anscombe, Peter Geach, Anthony Kenny e John Haldane.
PRINCIPAIS OBRAS
Algumas de suas principais obras são:
Intenção (1957): Neste livro, ela analisa o conceito de intenção e sua relação com a ação, o conhecimento, a razão e a moralidade. Ela critica as visões tradicionais que se baseiam na observação ou na introspecção, e propõe uma abordagem baseada na linguagem e na lógica. Ela também introduz a distinção entre a direção de ajuste e a direção de causalidade entre o pensamento e o mundo.
Filosofia Moral Moderna (1958): Neste artigo, ela questiona as noções de obrigação moral, dever moral, moralmente correto e moralmente errado, que ela considera resquícios vazios da ideia judaico-cristã de uma lei divina. Ela argumenta que essas noções não fazem sentido sem a crença em Deus, e que a filosofia moral moderna se baseia em conceitos confusos e inconsistentes. Ela propõe, então, uma ética baseada na razão, desvinculada da religião, em harmonia com a natureza humana e com as virtudes. Ela também introduz o termo “consequencialismo” para se referir à teoria ética que julga as ações pelos seus resultados, e a rejeita por ser impraticável e contrária à moralidade.
(Crédito: /https://www.amazon.com.br/Moral-Philosophy-Elizabeth-Anscombe/dp/1845408969 )
Investigações Filosóficas (1953): Nesta obra, ela traduziu e editou os escritos de Ludwig Wittgenstein, um dos maiores filósofos do século XX. Ela foi uma das principais intérpretes e seguidoras de Wittgenstein, e aplicou seus métodos e insights a vários problemas filosóficos. Nesta obra, Wittgenstein discute temas como a natureza da linguagem, o significado, a lógica, a matemática, a psicologia, a religião e a filosofia. Ele defende uma abordagem terapêutica da filosofia, que visa dissolver os problemas filosóficos ao mostrar como eles surgem de mal-entendidos sobre o uso da linguagem.
Estas são algumas das obras mais importantes de Elizabeth Anscombe, mas ela também escreveu sobre outros assuntos, como a guerra, o assassinato, a eutanásia, o aborto, a dignidade humana, a fé e a razão. Ela foi uma filósofa original, rigorosa e influente, que contribuiu para o desenvolvimento da filosofia.
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