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O Breque de Mhario Lincoln, Paulo Piratta e Chiquinho França: um resgate necessário.

O samba de breque é marcado por uma linguagem poética e uma interpretação teatral, em que o cantor tem liberdade para improvisar.

04/02/2024 às 12h33 Atualizada em 14/02/2024 às 16h35
Por: Mhario Lincoln Fonte: Orquídea Santos
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Orquídea Santos, Chefe da ASCOM, da Academia Poética Brasileira.


O samba de breque é um subgênero do samba que surgiu no Rio de Janeiro entre o final da década de 1930 e o início da década de 1940. A principal característica do estilo é a pausa no acompanhamento acentuadamente sincopado para uma intervenção declamatória do intérprete. Essas paradas bruscas são chamadas de breques, uma designação abrasileirada do inglês “brake”, que significa freio.

Moreira da Silva, quem não se lembra?

O cantor Luiz Barbosa foi o primeiro a trabalhar com o samba-de-breque. Ele ficou conhecido por marcar o ritmo batucando em um chapéu de palha, que introduzia o intervalo que caracterizaria o samba-de-breque. No entanto, quem de fato popularizou e consagrou o estilo foi o cantor carioca Moreira da Silva. Durante uma apresentação no final da década de 1930, Moreira inseriu versos improvisados nos intervalos de um samba, e a iniciativa fez sucesso1. Moreira foi aperfeiçoando o estilo com o passar do tempo, marcando o estilo ao introduzir um discurso em “Na Subida do Morro” e interpretar personagens nos enredos de seus sambas de breque.

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Outros expoentes do samba de breque incluem Jorge Veiga, Dilermando Pinheiro, Cyro Monteiro e Germano Mathias. O compositor Sinhô inseriu três redondilhas menores constituindo um verso de quinze sílabas em “Cansei”, de 1929. Em 1933, foram gravadas duas outras canções que tinham “freiadas”: “Minha Palhoça” (de J. Cascata) e “O Orvalho Vem Caindo” (de Noel Rosa e Kid Pepe).

O samba de breque é marcado por uma linguagem poética e uma interpretação teatral, em que o cantor tem liberdade para improvisar. As letras do samba de breque retratam a vida cotidiana do povo brasileiro, com críticas sociais e políticas. Esse estilo musical teve grande influência na música popular brasileira e inspirou diversos artistas, como Chico Buarque e Bezerra da Silva.

Portanto, “Eu escapei por um triz”, de Mhario Lincoln, Paulo Piratta e Chiquinho França, ao resgatar a gloriosa ascensão do samba de breque no Brasil, está se inserindo em uma rica tradição musical que combina ritmo, humor, crítica social e a habilidade de improvisação.

VÍDEO-BÔNUS

Com participação de Nuna Neto e Cordeiro Filho (Ilustrações)

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JORGE CRUZ DE OLIVEIRA JUNIORHá 2 anos CuritibaSambistas bons mesmo
Alcina Maria Silva AzevedoHá 2 anos Campinas - SPUm show! Muito bom! Aplausos!
MARIA NAUZA LUZA MARTINSHá 2 anos BrasíliaMhario Lincoln é sempre necessário em nossa vida. Com Chiquinho França e Paulo Piratta aí a vida melhora mais ainda. Dancei com o samba de breque no almoço de domingo com meus três filhos aqui em casa. Salve salve!
Raimunda Pinheiro de Souza FrazãoHá 2 anos São José de Ribamar Muito bom! A mistura das artes!Parabéns!
Chiquinho França Há 2 anos São Luís Muito bom!
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