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Trabalho de Ananias Martins mostra como mudaram as brincadeiras de Carnaval em São Luís-MA

Esta publicação do Facetubes não tem fins lucrativos.

06/02/2024 às 10h36 Atualizada em 06/02/2024 às 11h09
Por: Mhario Lincoln Fonte: Ananias Martins
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Capa original do livro de Ananias Neto.
Capa original do livro de Ananias Neto.

A HISTÓRIA DOS CARNAVAIS 2024 (Parte 01)

Textos escolhidos. Autor: Ananias Martins

NOTA DA REDAÇÃO: Um trabalho chancelado pela Secretaria de Cultura do Maranhão em 2000, publicou "Carnaval de São Luís - diversidade e tradição", sem dúvida uma das melhores pesquisas sobre o carnaval ludovicense dos últimos tempos. O autor, o exímio Ananias Martins.  Vale, portanto, reproduzir algumas páginas dessa obra-prima (31 a 38) como parte dessa saga a ser relembrada 24 anos depois. Ananias Martins também escreveu "Barricadas no Palácio dos Leões - o golpe de 1922 no Maranhão" e "São Luís - Fundamentos do Patrimônio Cultural", obras conhecidas (até o ano 2000), data da publicação de "Carnaval de São Luís - diversidade e tradição". Todas, de grande valor de pesquisa histórica. 

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Obs: esta publicação do Facetubes NÃO tem fins lucrativos, NEM promocionais. (Todos os créditos concedidos).

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Quarta Página do livro.

(Parte do livro "Carnaval de São Luís - diversidade e tradição", de Ananias Neto).

A exceção do entrudo, onde todas as classes e categorias sociais participavam, o carnaval de São Luís manifestou sua pujança inicial nas brincadeiras dos escravos e pobres urbanos, que naturalmente congregavam-se nas ruas e praças em momentos de liberação do trabalho. 

Esta primeira fase foi desmontada pelas elites, quando descobriram o convívio com os espaços coletivos da cidade, influenciadas pelas modas que vinham da capital do império ou diretamente da Europa, na Segunda metade do século XIX. 

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Ilustração não original do texto. Fofões, Uimar Jr @@blocaodofofao.

As proibições de "ajuntamento" de massas tornam-se mais frequentes, na mesma medida em que multiplicam-se os bailes de polka, valsa, mazurca e quadrilhas francesas. 

Rapidamente, as adequações sociais do fim do império, aliadas ao surgimento de uma sociedade operária, democratizarão o modelo anterior, implantando o "carnaval dos cordões". 

 

Este carnaval eclético e "democrático" dará lugar a uma manifestação predominante, que será o samba em seus formatos de blocos e turmas, consolidando uma nova hegemonia carnavalesca, gestada entre os anos 30 e 50 do século XX, madura na segunda metade dos anos 60, até os anos 80, quando passa a padecer de declínio. 

Os anos 90 fazem renascer o "carnaval dos cordões", agora como uma nova modalidade da cultura dos tempos atuais. 

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DAS PÁGINAS 31 a 38 

Parte do livro "Carnaval de São Luís - diversidade e tradição", de Ananias Neto.

"(...) Em épocas diferentes, falou-se da morte da tradição, angústia que os carnavalescos de São Luís também passaram a enfrentar nos fins dos anos 70 do século XX, porém imaginando que havia um legítimo "carnaval original", de uma tradição nunca maculada até aquele momento. Entretanto, os estudos históricos mostram que o modelo carnavalesco foi construído, desconstruído e reconstruído de tempos em tempos, conforme mudanças na organização e estrutura social com as tendências de época". 

 


A crítica às mudanças é antiga 

Esses carnavais passados, à medida que se transformavam, e cediam lugar a novas maneiras de brincar e eram percebidos, pelas gerações em transição como decadência, no que não deixaram de ter razão em alguns casos. Astolfo Marques*, em 1915, afirmava sobre o carnaval de São Luís que: 

"De todas essas brincadeiras que se revestiam de cunho verdadeiramente popular, era a Chegança, nos seus cantos dolentes e mimosos, a maior imponência (...) outras diversões, de aparato igualmente faustoso... eram: o Fandango, a Caninha Verde, o Congo e os Cocos (...) toda essa exteriorização de contentamento popular, vivo apanágio das gerações passadas, se nos sugere agora descolorida, desgraciosa, num desenxabido indizível". 

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MARQUES Astolfo O carnaval das ruas. O jornal, 17 de fev. de 1915. 

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Para ler a Parte II, clica no link: (https://www.facetubes.com.br/noticia/3510/ananias-martins-a-incrivel-historia-cronologica-dos-carnavais-de-s-luis-e-suas-modificacoes-parte-ii)

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RENATA DA SILVA DE BARCELLOSHá 2 anos RIO DE JANEIROHoje, comentei isso em sala de aula a partir de uma crônica de Cony. É preciso cultivar as marchinhas. Um gênero próprio do carnaval.
Uimar JuniorHá 2 anos São LuísObrigado pelas fotos do @blocaodofofao. O bloco tem por objetivo o resgate do maior personagem do Carnaval maranhense o fofão. Sai as ruas no período carnavalesco para brincar, animar , assustar e trazer alegria. Usa um macacão colorido( chitão) com guizos , uma bonequinha e uma varinha. Suas máscaras quanto mais feia são mais bonito é. Viva o fofão maranhense.
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