Por Editoria de Cultura do Facetubes c/google/Youtube.
No palco do Teatro Hermilo Borba Filho será realizado nesta quarta-feira (29) por uma jornada poética e musical que explora o universo feminino na obra de Ariano Suassuna. A cantora e multiartista pernambucana Lucinha Guerra apresenta Cantiga à Pedra do Rein, espetáculo que une canções ensinadas pelo autor paraibano a narrativas que destacam como figuras femininas marcantes de sua vida e literatura.
Com direção e cenografia de Romero de Andrade Lima, sobrinho de Suassuna, o projeto mergulha na essência do Movimento Armorial, misturando melodias ancestrais a elementos do cordel. A proposta transmite a visão singular do autor sobre a cultura nordestina e dá nova vida à sua obra, destacando a influência feminina em sua trajetória.
Lucinha, que conviveu de perto com o escritor, interpreta personagens como a tia excêntrica, a devota rezadeira e o romance incurável, figuras reais e imaginárias que permeiam o universo literário de Suassuna. A cantora, com formação erudita e popular, relembra sua experiência com a Trupe Romançal, grupo que nos anos 1990 combinava teatro, música, dança e artes visuais para celebrar a identidade cultural brasileira.
Ariano Suassuna, nascido em 1927 em João Pessoa e falecido em 2014, é um dos maiores ícones da literatura nacional. Criador do Movimento Armorial, dedicou sua vida a enaltecer a cultura nordestina, mesclando elementos populares e eruditos em obras de lirismo profundo. Entre seus trabalhos mais aclamados estão O Auto da Compadecida (1955), que mistura drama e humor ao relatar a vida no sertão, e Romance d'A Pedra do Reino (1971), épico que funda realidade e fantasia em um cenário sertanejo.
Para Lucinha, o espetáculo é uma celebração da herança cultural e afetiva deixada pelo mestre. “É uma privilégio enorme revisitar suas histórias, especialmente o papel das mulheres que moldaram sua visão de mundo. Reunir essas cantigas e causos é como eternizar sua memória com poesia e música”, reflete.
Romero de Andrade Lima reforça a importância de perpetuar a visão artística de Suassuna. “Esse projeto dá continuidade ao ideal de um teatro que valoriza nossas raízes culturais. Revisitar essas narrativas é uma forma de manter viva a essência do que ele acreditava”, explica.
No palco, Lucinha divide a cena com seu filho João Guerra, no violoncelo, e Percy Marques, no violão. Participações especiais de Sarah Mendonça e Terezinha do Acordeon enriquecem o espetáculo. Para João, é uma oportunidade única de homenagear Suassuna em colaboração com sua mãe. “Cresci ouvindo essas histórias e músicas. É emocionante fazer parte desse projeto tão significativo”, afirma.
Com Cantiga à Pedra do Reino , Lucinha Guerra reafirma a força da cultura armorial e a relevância do legado de Ariano Suassuna para novas gerações.
FOGUETES/RAPOSA De Raposa (MA) para o Brasil: alunos de escola pública conquistam primeiro lugar em competição nacional de foguetes
NAUZA L. MARTINS “Conversando com os Silêncios” Nauza Luza Martins – Lua de Vênus (APB-DF)
Renata Barcellos “Humanidade e o uso da tecnologia”. Por Renata Barcellos
NORDESTINAMENTE No Dia do Nordestino, a homenagem especial da titular da coluna “Cordel Brasileiro”
Textos Escolhidos “Como Morreu Gonçalves Dias”, texto do professor Euges Lima, do IHGM
RESENHAS MHL Anjos e Poetas: uma apreciação lírica sobre obra de Álvaro Monteiro de Castro Mín. 10° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 17°
Tempo nubladoMín. 11° Máx. 21°
Tempo nublado
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”