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Alfredo Jaar: o cubo que condensa um planeta em colapso

Alfredo Jaar, artista: “A arte é política. Toda criação humana contém uma dimensão ideológica.”

26/07/2025 às 17h17
Por: Mhario Lincoln Fonte: Facetubes
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Representação poética do artista. (Ginai/mhl).
Representação poética do artista. (Ginai/mhl).

Editoria de Literatura e Arte da Plataforma Nacional do Facetubes c/Ginai

 

Um cubo de apenas quatro centímetros pode conter as angústias de um planeta inteiro? Na instalação O Fim do Mundo, o artista chileno Alfredo Jaar propõe exatamente isso: ele condensa a violência geopolítica e o colapso ecológico em um minúsculo cubo forjado a partir de dez minerais cruciais à vida moderna.

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Com forte teor político e ambiental, a obra reflete os efeitos devastadores da mineração em larga escala e da disputa voraz por recursos naturais em nosso planeta combalido. Jaar reuniu materiais como cobalto, lítio, estanho, coltan e terras raras – metais estratégicos indispensáveis às tecnologias digitais e à transição energética – moldando um símbolo tangível da ganância humana e de suas consequências globais.

 

Exposta inicialmente na monumental Kesselhaus do centro de arte KINDL, em Berlim, de setembro de 2024 a junho de 2025, O Fim do Mundo surpreende pela inversão de escala. Em vez de preencher o vasto espaço industrial com grandiosidade, Jaar instalou no meio do vazio um cubo luminoso de 4×4×4 cm, banhado por uma luz vermelha que envolve o ambiente em silêncio quase litúrgico.

 

O resultado é uma atmosfera de alerta e reverência: o diminuto “planeta” metálico ganha gravidade simbólica e convida à contemplação do abismo ambiental que nos cerca. A recepção tem sido visceral – muitos visitantes se emocionaram até as lágrimas diante da cena austera

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– e a crítica internacional saudou a instalação por sua originalidade contundente e urgência de mensagem. Ao expor a ganância e a exploração insaciável dos recursos naturais, O Fim do Mundo levanta questões inquietantes sobre o futuro do planeta, em um alerta artístico tão urgente quanto ressoante.

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JaimeHá 10 meses BSB-DFUm texto muito propício, para o momento, em que vivemos. Gabaritou em altíssimo nível, pois nos leva, a uma reflexão profundissima. Parabéns!!!
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