
LUIS AUGUSTO GUTERRES, advogado, escritor, poeta e convidado da Plataforma Nacional do Facetubes
Editorial: OAB-MA lança obras que cruzam justiça, afeto e pensamento de Camus
Reunindo filosofia, literatura e prática jurídica, a OAB-MA promove o lançamento de “Albert Camus: uma reflexão sobre a justiça”, de Adonay Ramos Moreira (com participação de Jaqueline Alves da Silva Demetrio), prefaciado por Carlos Nejar (ABL). A obra atualiza o debate camusiano sobre medida, responsabilidade e dignidade humana no campo do Direito, num momento em que o sistema de justiça é desafiado a responder com racionalidade ética e linguagem acessível. O selo da ABL no prefácio acrescenta lastro literário e histórico, conectando a tradição humanista à reflexão jurídica contemporânea. No mesmo ato, “Entre Laços e Lacunas: o abandono afetivo sob a ótica da responsabilidade civil”, de Júlia Caroline, com prefácio de Daniel Blume (AML), traz densidade técnica a um tema sensível da vida cotidiana e do contencioso familiar, oferecendo parâmetros doutrinários e práticos para magistrados, advogados e pesquisadores. A curadoria institucional da OAB-MA, aliada ao diálogo entre ABL e AML, transforma o encontro em marco para a cultura jurídica maranhense: pensamento crítico, atualização doutrinária e compromisso com uma justiça que reconhece pessoas antes de processos.
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O IMPORTANTE SIMBOLISMO DE MARANHÃO SOBRINHO
(*) O simbolismo de Maranhão Sobrinho representou, para a literatura brasileira, a consolidação de um veio estético que dialoga com o legado de Cruz e Sousa e Alphonsus de Guimaraens, sem perder a pulsação própria de São Luís. Sua poesia fez do crepúsculo, do silêncio e da musicalidade interna da língua, campos de experimentação: sinestesias, imagens oníricas e tensão entre fé e ceticismo. Isso alargou a sensibilidade simbolista para além do eixo Sudeste, influenciando gerações locais e recolocando o Maranhão como território de invenção formal e espiritualidade literária.
(*) Nesse contexto, o Café Literário “Maranhão Sobrinho e o Simbolismo no Maranhão” — na 18ª FELIS, dia 02/10 (quinta-feira), às 17h, na Praça Maria Aragão, com Kissian Castro e Dino Cavalcante, mediação de Linda Barros, é um gesto público de reparação de memória e de formação de leitores.
(*) Ao reunir crítica, curadoria e fruição em espaço aberto, o encontro atualiza o simbolismo como chave de leitura do presente: um convite a reouvir a música interna dos versos e a entender como a tradição maranhense segue irradiando estética, ética e pertencimento cultural para o país.
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O QUE ESTOU LENDO NO KINDLE
Sobre o livro, a resenha da editora: "Fino cronista da língua e da literatura, além de ficcionista renomado, Sérgio Rodrigues dedica-se em "Escrever é humano" a discutir engrenagens que movem a imaginação leitora. Sem ser exatamente um manual, o livro também está repleto de insights para quem escreve ou deseja escrever. Sérgio Rodrigues viu seu antigo projeto de escrever um livro, ganhar uma urgência dramática: de repente, a inteligência artificial generativa tornava possível criar num instante um texto melhor que o da imensa maioria dos escribas humanos. Estaria a milenar tradição da escrita literária condenada a desaparecer? Em "Escrever é humano", Rodrigues defende que escrever literatura é trabalho de gente, por mobilizar tanto a inteligência quanto outras dimensões da vida, intuição e desejo incluídos. Adepto da troca de passes, o autor de O drible passa a palavra a outros autores, de Anton Tchékhov a Clarice Lispector, de Jorge Luis Borges a Chimamanda Ngozi Adichie, além de revisitar livros clássicos sobre escrita. A questão da busca da “voz própria” é tratada com brilho, ao lado de aspectos técnicos como precisão vocabular, ritmo, pontuação, trama e pessoa narrativa. Erudito e cheio de humor, o livro se ocupa também de dimensões mais mundanas, como o impacto da escrita sobre a vida íntima de quem escreve (e vice-versa), e sociais, com sua carga ética e política".
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LIVROS&RESENHAS
“Guerra na Amazônia e outros contos”, de Valmir Seguins (lançamento: 11/10/2025, na AMEI – São Luís Shopping).
Com 412 páginas, o volume reúne narrativas ambientadas sobretudo em São Luís e em pequenas cidades do Maranhão, entre as décadas de 1960 e 1980. Apesar de o autor declarar o propósito de “entretenimento e descontração”, o texto revela cuidada ambientação histórica e escuta social do interior maranhense, incorporando à ficção matéria de memória, ou seja, é claro o crescimento do protagonista, dilemas morais e a busca de sentido, num recorte que pode ser lido como livro de memórias ficcionalizadas. É aí que o livro se destaca ao articular literatura de costumes, economia do cotidiano e formação humana. Desta forma, Seguins oferece um painel de desenvolvimento regional que interessa tanto ao leitor comum quanto ao pesquisador de história social maranhense.
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DO LIVRO "OS 7 SENTIDOS"
Em resenha de Mhario Lincoln sobre o livro "Os 7 Sentidos", de minha autoria, ele escreveu:
"Luis Augusto Guterres foi mais longe e incluiu a “Percepção Visual Poética”, que faz o cérebro processar e interpretar impulsos visuais, por meio de comparações, com experiências e interpretações, podendo levar (ou não) às ilusões aédicas. Essa inclusão está claríssima nestes versos com belo efeito narrativo":
“Odeio a minha visão, ela nunca permitiu que eu visse
quem realmente és, não enxergou tua alma, e, jamais,
te fixou em minhas retinas.
Da mesma forma renego meu olfato, que desapercebeu
os teus medos, ou meu paladar por não ficar insensível
ao teu gosto, sôfrego ao degustar.
Abomino meu tato, sempre impulsivo na busca da
tua pele e os meus ouvidos, obedientes à tua voz,
deixando-me sem te fazer calar.
Apenas confio em meu instinto,
este, sim, capaz de racionar”.
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