
Há um encanto quase infantil — e, ao mesmo tempo, profundamente sofisticado — nesse gesto de dar alma às letras do alfabeto, como vem fazendo Eloy Melonio, da Academia Poética Brasileira, já nesta quarta edição de suas “letras vivas”. Eloy transforma cada letra em pequeno universo emotivo, onde biografia e cultura caminham de mãos dadas; ao nomear vidas dentro de vogais e consoantes, ele nos lembra que o alfabeto não é só ferramenta da escrita, mas um rosário de experiências humanas, no qual cada letra guarda um amor, um medo, uma vitória ou um sonho que insiste em permanecer.
Abaixo:
ESSAS NOSSAS LETRAS!!
I (i)
Isto e isso e mais isso. Ih! Lembrei-me de John Lennon: "All the people living life in peace". Com ele, é impossível não se inspirar para “imaginar" o inadiável. Infeliz aquele que se deixa influenciar pela incredulidade.
J (jota)
Essa "joia" sempre jogou no meu time. J. Alves (repórter de TV) entrevistou-me quando passei em primeiro lugar no vestibular, em 1974. Jocelyn, a primeira filha, é justa homenagem a uma jovem professora de inglês. E — _just in time_ — jamais esqueceria Josy, a nora que me deu dois netos.
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