
Editoria: no VII capítulo da série "Essas Nossas Letras!!!", do imortal APB-MA, do professor e poeta Eloy Melonio, uma amostragem das publicações anteriores. Muito interessante essa forma de como o professor Eloy concepta as letras do Alfabeto Português.
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Hoje, Capítulo VII
M (ême ou mê)
"Menos é mais". Quem foi o maluco que inventou essa? M é sempre mais, segundo seus melhores mestres. Você se lembra do "Mr. M", o ilusionista do Fantástico (1999)? É que o “Mr. M” mandava bem, porque mandar é como diz o ditado: "Manda quem pode, ...". E, assim, "M é sempre mais”, dizem seus amigos. Tido como manda-chuva, concluem: "O resto é merda mole".
N (êne ou nê)
Muita gente nega que "N" seja um Zé Ninguém. E que "Nadinha" seja nome de mulher. Nadinha é nada, nadica de nada. A galera do circo político aprendeu com Pedro, o apóstolo, a negar, negar, até ninguém mais acreditar neles. Felizmente Zezé de Camargo não entrou nessa onda. Quanto a mim, nunca neguei que sou um fã número 1 do N. Never. Nem hoje, nem nunca.
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Para relembrar os capítulos anteriores
Capítulo I
A
Antecipo-lhes que “A” é a tal. A artista, a antenada, a aurora boreal. Ave Maria, "A" é coisa, ou melhor, letra de Deus! Amem?! E é a baliza que vai puxar uma turma de alfabetizadas que são as "atrizes" (personagens) deste quadro.
B [bê]
“B” é igualmente bem-afamado. Em grego, ele (β, beta), ao lado direito de A (alfa), juntam-se para formar o alfabeto. E também puxa uma boa lista de bobagens, mas brilha na inicial do nosso país. Isso é muito bacana, não é não?
Capítulo II
C (cê)
Ouvi isto de uma letra amiga: “C é do C”. Defendia uma palavra não muito sociável. “Pense o que quiser, mas o C DE ASA é só um bloco carnavalesco da minha cidade”. Aos noivos, um conselho: “se casa, quer casa”. “Uma câmera na mão e uma ideia na cabeça” era tudo de que Glauber Rocha precisava para se realizar como cineasta. Caramba, "C" é mesmo do cacete!
D (dê)
Esse, sim, é demais. Uns o associam a dinheiro. Outros, a doidos. É que antigamente os doidos rasgavam dinheiro. Hoje, menos doidões, guardam-no em cuecas, e ainda declaram: "Pouco dinheiro eu tenho é muito". Dando a César o que é de César, “D” serve a Deus e ao diabo, seja em que terra for. Você duvida?
Capítulo III
E (é)
“E” traz em si a essência de “unir”, de “explicar”. Acentuada ou não, é, respectivamente, tônica ou átona. Mesmo curta, a espertinha é tão empoderada quanto elétrica. E não é de brincadeira, não! Se preciso, enfia, empurra, encaixa. Sozinha, com ou sem acento (é/e), entre uma e outra coisa (bem/mal), o jeito é escolher. "Elementar, caro leitor!"
F (efe ou fê)
"F é f*." Se inferiu outra coisa, você "se ferrou-se". Sim, duplamente, porque essa letrinha funcional faz frutas renderem bons frutos. Antes do ponto final, fique frio, pois "o fim de um ato pode ser o começo de outro".
Capítulo IV
G (gê ou guê)
Essa lembra o meu pai, que gostava de dizer: “Gente é bicho complicado”. Gravei esse ditado e hoje sei por que governantes gulosos se parecem com gaivotas gordas. E, aí, uma constatação: a gente, às vezes, se parece com os bichos. Embora os bichos não sejam assim tão complicados.
H (agá)
“H” se joga de gaiato na canção de Ney Matogrosso. Haja o que houver, na hora "H", acho inadiável impetrar um habeas corpus. É que, hoje, a balança pesa mais do lado da vantagem oportunizada. E, se a hora é agora, que tal uma "ode ao odierno"?
Capítulo V
I (i)
Isto e isso e mais isso. Ih! Lembrei-me de John Lennon: "All the people living life in peace". Com ele, é impossível não se inspirar para “imaginar" o inadiável. Infeliz aquele que se deixa influenciar pela incredulidade.
J (jota)
Essa "joia" sempre jogou no meu time. J. Alves (repórter de TV) entrevistou-me quando passei em primeiro lugar no vestibular, em 1974. Jocelyn, a primeira filha, é justa homenagem a uma jovem professora de inglês. E — _just in time_ — jamais esqueceria Josy, a nora que me deu dois netos.
Capítulo VI
K (cá)
“K” não é uma qualquer, como o "Q" de "quadrilha". É coisa de King, e é tão versátil que ri à toa: “KKK”. Se, por acaso, um dia você acordar e tudo estiver de K para baixo, não se desespere. É só um pesadelo kafkiano.
L (ele ou lê)
Literalmente levado, L (não ele ou ela) lava a jato a roupa suja de ladrões levianos. Na mesma vibe de Chico Buarque, eLe “vai levando". Seja essa vida, seja lá o que for: a lama, a dinheirama. Lembro, aqui, que “lero-lero” não é nome de pássaro. É conversa mole, sem lenço e sem licença poética.
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