"Agostinho de Hipona/Manoel de Barros". Parte 03. Olinto Simões
Desafios QUASE Impoossíveis
Convidado Especial: Olinto Simões
Ele queria que eu conseguisse unir a Estrela Sol ao Planeta Plutão, o que representava a racional ação de conservar gelo num forno acesso.
A equidistância organizacional comparativa do último sistema citado – Solar – com a sistemática canônica da Igreja Católica dos anos 300 d.C. – Agostinho foi Bispo – não pode ser nem imaginada, por causa do tradicionalismo mais que arcaico, mesmo para àquela época.
Pensei, estudei, avaliei, me perdi e me senti escorrer aos poucos como areia de ampulheta, pelo gargalho apertado.
Agostinho de Hipona, é uma fatia do passado europeu/africano da Pré-idade média e Manoel de Barros, outra fatia, porém, de um presente que tem menos de um século, se contar do pós-Movimento Modernista do Brasil evolutivo em ebulição, depois de sediar em São Paulo, no ano de 1922 a Semana de Arte Moderna.
Juntar esses dois vultos igualar-se-ia a uma tentativa esquisofrênica de querer ser consagrado como um Literato Plural Historiador, um Arauto de Santo Agostinho, e ao mesmo tempo, Porteiro do Teatro Municipal de São Paulo, nos disso de fevereiro de 1922, dizendo para o Grande Villa Lobos, que ele não poderia adentrar ao teatro fumando charuto, e reclamar de um cara que ficou sentado na escadaria do teatro, esperando o pós-modernismo chegar. Manoel de Barros.
Essa..., João Batista Gomes do Lago..., você me paga!
Sinto que se esvai o tempo num competente e inacreditável cogumelo atômico. Percebo que meu Oscilador de Quartzo, tem ritmo preciso e produz uma onda luminosa. Lança as cores do arco-íris em minha direção, a cada instante que me entendo um viajor do tempo. Antes que tal frequência me envolva, volto à missão.
Ameaça à parte, vou ao enfrentamento do desafio.
Agostinho, era um quase prisioneiro canônico. Só não foi, porque detinha uma quase ceticidade eclética, inclusive estudando astrologia – não sei como conseguia. Os anos no século IV tinham dez meses e o zodíaco tem 12 casas – e mesmo assim atingiu alto grau dentro da "Santa Madre Igreja" (?).
Manoel de Barros foi um quase modernista na manutenção duma antiguidade moderna para a época. Ele quase se situa e se iguala às vanguardas europeias do início do século XX; período movimentado por tantos Movimentos como o movimento Pau-Brasil – literário nativista – de um verdeamarelismo ímpar, defendendo a poesia moderna brasileira, como produto de exportação; sem fechar os olhos à mudanças e se identificando como partícipe do incrível, crucial e estupendo, movimento Antropofágico, de Oswald de Andrade et caterva de excelente estirpe.
Mas, porém, todavia; no entanto; apesar de; também não obstante, sem obstar; entretanto, ainda assim, sem embargo de novo e novamente, João tenha se ausentado de meu pensamento, me vejo e me sinto linkado à ordem passada. Ambos sabemos que missão dada é missão cumprida.
O Túnel Do Tempo se abre, sinto-me magneticamente atraído pela Roda Espiral Do Tempo. Viajo 72 anos literários, escorrego e caio em 1994. Me deparo com um livro de prosa poética..., modalidade da qual me apaixonei. "O Livro das Ignorãças" dessa incógnita/notória figura sisuda e de sorriso largo, que me ensinou no segundo capítulo que era possível se criar os "Deslimites das Palavras". Manoel de barros.
Ele, de ignorante nada tinha, estudou em colégio interno, e o que se sabe desses colégios é que desde sempre, mantiveram grande rigidez em conduta pessoal e muita exigência em termos de aprendizado.
Publicou o primeiro livro de poesias “Poemas Concebidos Sem Pecados”, ainda jovem e começou também cedo, a dominar uma retórica em que versos simples, eram a base dos poemas, pois, ele usava elementos regionais de Mato Grosso e conjurava às considerações existenciais, uma espécie de surrealismo poético.
Era um espontâneo naturalista e isso fez com que alguns críticos o colocassem como meio primitivo, o que não representava verdade.
Manoel de Barros, tinha formação acadêmica, formou-se em Direito, e era um cidadão cosmopolita. Viveu no Rio de Janeiro, viajou à Bolívia, Peru e Nova York. Gostava da poesia modernista francesa.
Em segundos, logo após ter-me situado em 94, fui simultaneamente guinchado pela pena de Santo Agostinho de Hipona, dominante da maravilhosa arte da eloquência, de bem argumentar; senhor da arte da palavra, domesticador da retórica, um controlado instrutor dos conjuntos de regras que constituem grafia pura e rica fala vernacular, que estava disposto a apresentar as "Confissões" do conhecido livro.
Começou contando que quando foi reconhecido pelo Império Romano procurou com base nos estudos realizados se posicionar politicamente. Ensinou Gramática. Depois, mudou-se para Cartago e foi dirigir uma escola de retórica.
O comportamento indomável dos estudantes o incomodava. Mudou-se novamente, desta feita para Roma onde acreditava estarem os mais brilhantes retóricos e se desapontou com a indiferença da recepção pelas escolas romanas.
Demonstrando simpatia pelo maniqueísmo, não chegou a se tornar iniciado, preferiu ser ouvinte, nível mais baixo daquela hierarquia, já que ele mesmo se sentia num dualismo moral, dividido entre duas forças em equilíbrio. O bem e o mal.
Finalmente, encontrei o ponto, a possível condição de aproximar um e outro: o Cético Religioso Professor de Retórica e o Poeta Advogado que deslimitava palavras.
O primeiro Douto da explanação oral, da retórica – literalmente um conjunto de regras da língua falada – da arte do bem dizer as palavras, da sabedoria de apresentar e defender um tema, da arte da eloquência e no caso do segundo, cabe uma pergunta:
- Qual bom advogado não é Douto da explanação oral; não tem conhecimento de como usar um conjunto de regras da língua falada; a arte do bem dizer as palavras; a sabedoria de apresentar e defender um tema, a arte da eloquência?
Para que possa cumprir a missão, colocarei um frente ao outro, conversa dialógica. Esses dois que se entendam. Lanço lenha na fogueira romana, aplaudo a Semana de Arte Moderna e caio fora para que não me joguem na fogueira e não pensem que tenho idade para ter participado da segunda, mas, estudei com quem lá esteve.
E o tempo passado antigo, presente se fez de novo, no passar a criar passado novo, tão rápido, para me lançar no futuro que presente, passava rapidamente.
Minha Klepsydra tão querida, fragmentou-se ao discorrer do tempo e aumento da força gravitacional, quando vi chegar 2020, e fui jogado para cima e sem paraquedas, pelo monstro do Lago, não o Ness.
Como sair dessa? – Já sei. Criarei um diálogo – como se possível fosse – entre as duas vertentes literárias de tempos tão dispares e consecutivamente tão iguais.
Usarei de Agostinho de Hipona, o Livro, "Confissões" e de Manoel de Barros, "O Livro Sobre Nada", um respondendo ao outro. O tema do tal diálogo ficará então sendo..., "Confissões Sobre O Nada"..., profundamente Místico/mítico/metafórico e ao mesmo tempo com certidão de hermetismo digna de Hermes. Um quê de ilação, muito de empirismo, uma boa dose de sofismo e para facilitar, nada fácil de entender. Aí está a cena aberta, numa ágora curitibana.
( PARA LER A PARTE 03): https://www.facetubes.com.br/noticia/729/qagostinho-de-hipona-manoel-de-barrosq-parte-03-olinto-simoes
ESPECIAIS Uma vitória em versos: a Academia Cearense de Literatura de Cordel escolhe seu Hino
CORDEL BRASILEIRO ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica
JOEMA CARVALHO Joema: Que seja 'húmus', enquanto durar. E 'manejos de poda', enquanto houver luta!
Auxilium duplex Há um grande movimento contra alimentar a biografia de Carolina Maria de Jesus com a 'romantização da miséria humana'.
NERUDA Pablo Neruda e a criança que sobrevive no adulto: brincar também é uma forma de permanecer humano
EDITORIAL DE HOJE Cada livro, é um pedaço da alma de Maria José Lima: lamentos, silêncios e simbioses Mín. 13° Máx. 26°
Mín. 10° Máx. 17°
ChuvaMín. 7° Máx. 11°
Chuvas esparsas
Coluna de RUY PALHANO A crise na Justiça e os impactos comportamentais, institucionais e morais
Academias Brasil/Exterior Coirmãs JOÃO AURÉLIO DO VALE: “ENQUANTO HOUVER QUEM CARREGUE ESSA BANDEIRA, A HISTÓRIA DO MEU PAI NÃO IRÁ MORRER”
Marco Neves De Homero ao autoclismo português: 3000 anos de grego
Esmeralda Costa ACLC celebra cinco anos de existência cultural e escreve página histórica