INSTIGANTE DESAFIO
Convidado Especial: Olinto Simões
Apoio: Academia Poética Brasileira
Passou o tempo e já lá se vão nove dias que meu Amigo e Confrade da Academia Poética Brasileira, João Batista Gomes do Lago me ligou pelo WhatsApp, comentou sobre uma vontade que tinha de escrever a respeito da vida de duas pessoas que tinham em comum, a data de morte de um e a data do nascimento de outro, mas, que não se sentia à vontade para o pretendido. Então, me instigou a escrever algo sobre os dois vultos eméritos da história humana, um contemporâneo e outro nem tanto, como nas palavras de João, "dos medievos dias".
O primeiro, Aurelius Augustinus Hipponensis, ou Agostinho de Hipona, ou ainda Santo Agostinho, https://pt.wikipedia.org/wiki/Agostinho_de_Hiponanascido em 13 de novembro de 354 d.C., e o segundo, Manoel Wenceslau Leite de Barros, ou simplesmente, Manoel de Barros, nascido em Cuiabá, falecido em 13 de novembro de 2014.
O ponto de ligação entre os dois, fato causador da oportunidade de João Batista, me instigar à escrita, é o acaso do segundo – Agostinho – ter nascido no dia em que o primeiro – Barros – morreu, embora com 1.584 anos de distância entre uma e outra data, e o pior, em calendários diferentes.
Assim, numa realidade irreal, não sei ao certo, o quê na incerteza da realidade, me faz começar a juntar palavras que parecem sem muito nexo, mas, em verdade, em verdade vos digo – bem religioso isso não? – saem do meu plexo solar fazendo meus neurônios viscerais entrarem em total efervescência, até que as palavras se percam em deslimites, perco a noção do tempo, que na consciência inconsciente – na boa – não sei se existe e nem faço ideia de como nisso cheguei, mas, sei que aqui estando, preciso me centrar para não sair voando.
E antes que me crucifiquem – bem religioso isso não? – pela minha "ignorãça", quero afirmar que anafora/mente minha mente, não mente.
Neste tempo vivido, em que as pessoas se afastam do belo; tempo sem muita poesia; tempo duma pós-modernidade em que a Antropofagia cultural se faz cada dia mais forte no sentido de alimentar a fraqueza intelectual, alimentada que é pelo canibalismo celular; tempo vorazmente devorado por publicações on line; tempo em que o aplicativo instagran, insta o que já aconteceu; tempo em que a pergunta em inglês – Whats –em português todo mundo responde, até o que perguntado não foi; centro-me em definitivo nos marcadores de tempo, para não me sentir lançado longe, pela força centrífuga da rotatória planetária, ou puxado pra dentro centripetamente tiltado, sem entender o que me sucede ou sucedeu.
Olho para a parede à frente e vejo um relógio que marca a hora de começar – o quê, não sei – porque os ponteiros analógicos, dispararam em curvas sequenciais, como se fossem números digitais que correm sem fazer curva, num cronômetro de inteligência artificial.
Literariamente sensibilizado, em ufanas pela lembrança de meu nome, me percebi logo em seguida lançado à arena, curiosamente, por um leão (?) que deveria se chamar Daniel (?) e se satisfaria em me ver devorado por uma fera chamado João Batista (?) que sem me batizar, manteve-me pagão, para me apresentar ao Bispo de Hipona (?) nominado Augustinho, que seria um dos meus missivados.
Foi um desafio ao qual apaixonado, e ludicamente aceito; me lancei, mas, sei que partindo de quem veio pequeno não seria, e não foi. Na explanação do nada dizer, fez juntar analogamente, Santo Agostinho de Hipona (Argélia – África) com outra figura de uma arena mais conhecida, o Poeta Manoel de Barros (Mato Grosso – Brasil).
O tempo passa. Olho o relógio do sol e vejo sombra em dois lados.
Em repente de catrapiscar me senti como se tivesse deixado de ser la Pièce de Résistance e me tornado Un Invité D'honneur para degustar Le Salutar Dessert Au Camembert Flambé, tão doce me foi perceber que havia lógica no proposto tema.
Se ao segundo indicado eu conhecia, do primeiro que me era ilustre desconhecido só tinha ouvido falar quando criança nas poucas idas à igreja, contudo, fui pesquisar e vi que seria fácil atender à demanda de João Batista, que não era do Jordão, mas, se findava num escuro sombrio e o vi..., como o monstro do Lago.
Leia a segunda parte: https://www.facetubes.com.br/noticia/730/qagostinho-de-hipona-manoel-de-barrosq-parte-02-olinto-simoes
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