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Poetas de vários estados desfilam lírica forte em homenagem à Mulher Brasileira

Mônica Puccinelli, Andréa Motta, Linda Barros, Nauza Luza Martins, Maria José Lima, Elle Marques, Maura Luza Frazão, Maria José da Silva, Maria do Rocio Vaz, Alcina Maria Silva Azevedo, Marlene Ribeiro, Joizacawpy Muniz Costa, Elisa Lago, Goreth Pereira, Anna Lissandra, Adriana de Jesus Silva, Raimunda Frazão e Gracilene Pinto.

09/03/2026 às 17h59 Atualizada em 10/03/2026 às 16h12
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria da Plataforma Nacional do Facetubes
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Arte: mhl/ginaiFT
Arte: mhl/ginaiFT

Chancela: Editoria da Plataforma Nacional do Facetubes c/ Mhario Lincoln, poeta e jornalista.

Leitura poética.

“Mulher Mistério Sagrado” — Elle Marques

O poema de Elle Marques ergue a mulher como princípio simbólico de força, fecundidade e transcendência, aproximando o feminino de uma energia quase cosmogônica. Há nele uma visão filosófica do sagrado feminino que ultrapassa a mulher como corpo e a reposiciona como centro de criação, consciência e resistência diante da cobiça e da perversidade.

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Leitura poética.

2. “Ser Mulher” — Maria José da Silva
Este poema é uma linguagem simples e afetiva para defender algo essencial: ser mulher não deveria significar sofrer, mas viver com dignidade, ternura e respeito. Quase uma pedagogia da delicadeza, lembrando que amor verdadeiro não combina com dor, humilhação ou agressão.

Leitura poética.

3. “Dona” — Maria do Rocio Vaz
“Dona” é um poema de emancipação. Ele parte da invisibilidade — social, familiar e íntima — para construir a cena de um renascimento em que a mulher finalmente assume a própria voz. Um poema que fala de identidade, de autoria e de posse de si, porque a personagem deixa de ser apenas objeto das expectativas alheias e passa a ser sujeito de linguagem.

 

Leitura poética.

4. “Força que move o horizonte” — Marlene Ribeiro
O poema de Marlene Ribeiro trabalha com uma ideia solar da mulher: ela é fonte, semente e movimento transformador. Trata-se de uma leitura mais afirmativa do feminina, apenas, em que a mulher aparece como energia civilizatória, alguém cuja presença organiza a vida e favorece a paz.

Leitura poética.

5. “Luz em forma de mulher” — Joizacawpy Muniz Costa
Aqui a mulher é elevada a uma dimensão luminosa e quase metafísica. O poema faz da luz um princípio total, associando a mulher à criação, ao ventre, ao cuidado e à capacidade de recriar o mundo. Há uma concepção de mulher como força originária, quase ontológica, como se nela a existência ganhasse claridade e direção. Os elementos cósmicos — galáxias, cometas, clarão — ampliam essa grandeza e conferem à figura feminina um estatuto universal.

Leitura poética.

6. “Parabéns, Mulheres!” — Elisa Lago
O texto de Elisa Lago tem o tom de manifesto afetivo e coletivo. Ao repetir “somos”, o poema constrói uma identidade plural que reúne amor, resiliência, prece, canção e verdade; transformando a condição feminina numa experiência de luta e beleza partilhadas. O poema rompe com a ideia de que a valorização da mulher caiba num único dia simbólico, pois insiste na presença permanente do feminino na estrutura da vida.

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Leitura poética.

7. “Mulher: ainda e sempre” — Nauza Luza Martins
Este é talvez o mais claramente político entre os poemas apresentados. Nauza escreve a mulher do presente histórico, aquela que já não aceita o silêncio, a posse, a redução estatística nem a homenagem vazia. O poema tem forte densidade social porque substitui a retórica da idealização pela linguagem da cidadania: respeito, equidade, corpo, identidade e justiça.

 

Leitura poética.

8. “Entre costuras, amores e dores” — Maura Luza Frazão
O poema de Maura Luza Frazão tem grande vigor social por inscrever a mulher no campo do trabalho, da ancestralidade e da resistência cotidiana. Ele resgata mulheres — criadas, servas, escravizadas, roceiras, parteiras, quebradeiras de coco — e devolve a elas protagonismo histórico. Há aqui uma poética do labor e da sobrevivência, em que a vida feminina é acompanhada de dor, coragem e reinvenção. O texto é grita reparação.

Leitura poética.

9. “Mulher” — Mônica Puccinelli
O poema de Mônica se apoia numa visão ética e espiritual da mulher, menos centrada na celebração exterior e mais na interioridade, no caráter e na capacidade de servir com amor. A lírica sugere que a verdadeira beleza não reside no olhar do outro, mas na afinidade moral, na semelhança de alma e na serenidade cultivada com o tempo.

Leitura poética.

10. “Bom dia, mulher!” — Alcina Maria Silva Azevedo
Este poema abandona o elogio contemplativo para adotar o tom de chamado, quase de advertência fraterna, contra a violência doméstica e a naturalização do abuso. Seu eixo é nitidamente social: Alcina questiona a permanência da mulher em relações marcadas pelo medo, pela dependência econômica e pela agressão física e moral. É uma fala direta, sem rodeios, e justamente por isso eficaz porque transforma o poema em gesto de encorajamento e denúncia.

Leitura poética.

11. “Devaneios” — Maria José Lima
“Devaneios” é uma celebração clássica da criação poética como território íntimo, noturno e

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quase sagrado. Este poema sugere que o poeta não produz apenas versos, mas sentidos que escapam à lógica comum e se revelam num espaço onde alma, silêncio e imaginação se encontram. Há algo de romântico e de metafísico nessa visão da poeta como aquele que colhe o invisível e o transforma em linguagem.

Leitura poética.

12. “De mulher pra mulher — Recado” — Goreth Pereira
O poema de Goreth Pereira é um grito de solidariedade feminina contra a violência mascarada do amor. Sua maior virtude está em nomear com clareza aquilo que tantas vezes a cultura tenta suavizar: tapa, xingamento, manipulação, promessa mentirosa,

opressão. A poesia é muito forte porque desloca a mulher do papel de vítima passiva para o de sujeito de resistência, voz e levante.

 

Leitura poética.

13. “Voragem” — Andréa Motta
“Voragem” é um poema de interioridade rarefeita, quase feito de sopro, em que a fragilidade não aparece como fraqueza, mas como forma refinada de percepção.

Filosoficamente, o texto trabalha a ideia de renascimento pelo delicado: escrever, reverberar, ressignificar e renascer tornam-se gestos de reinvenção do eu. A poeta se move entre silêncio, lua, vento e sagrado, como se a linguagem brotasse de uma zona anterior ao ruído do mundo. É um poema de sutileza e densidade, onde a vulnerabilidade vira força estética e espiritual.

 

Leitura poética.

14. “Silêncio” — Linda Barros
Este é um poema duro, conciso e socialmente contundente. A boca que antes dizia amor, prometia e seduzia é a mesma de onde agora escorre sangue, o que revela com brutal clareza a transformação da linguagem amorosa em instrumento de opressão e violência. Lembrou Augusto dos Anjos - Escarra nessa boca que te beija!  Mas, o silêncio final não é paz; é trauma, interrupção da subjetividade, derrota momentânea da fala. Linda Barros constrói um texto breve, mas devastador.

Leitura poética.

15. “Hematoma (In)visível” Anna Lissandra
Este poema é dos mais fortes em elaboração imagética. A casa, que deveria ser abrigo, surge como “território minado”, e o corpo feminino aparece como mapa de tempestades, o que traduz com alta potência poética a experiência do medo doméstico. Trata-se de uma denúncia sofisticada da violência invisível, daquela que fratura por dentro antes de deixar marcas legíveis por fora. O final, porém, desloca o poema da mera dor para a insurgência: na garganta nascem gumes. Ou seja, da mudez pode nascer arma verbal, consciência e ruptura.

 

Leitura poética.

16. “Ser mulher é ser força” — Adriana de Jesus Silva
O poema de Adriana reúne atributos clássicos da valorização feminina — delicadeza, amor, compaixão — com elementos mais contemporâneos, como autonomia, autoestima, conquista e luta por direitos. O texto tenta equilibrar ternura e protagonismo, recusando a ideia de que a mulher só deva ser admirada por sua doçura. Há nele uma defesa da mulher como sujeito completo, singular, dono de si e de seu caminho.

Leitura poética.

17. “Mulher” — Raimunda Frazão
Raimunda Frazão escreve a mulher a partir de uma matriz de fé, trabalho e luta. O poema articula espiritualidade cristã, sensibilidade e diversidade profissional para mostrar que a mulher ocupa todos os espaços sem abandonar sua capacidade de amar e resistir. A fé aparece como fundamento de dignidade, enquanto socialmente o poema reconhece a longa travessia feminina em busca de igualdade. Sua força está justamente nessa fusão entre devoção e consciência histórica: a mulher é celebrada como amor, mas também como trabalhadora, combatente e construtora de futuro.

 

Leitura poética.

18 - “Ser Mulher”, Gracilene Pinto.

Aqui, Gracilene Pinto constrói uma visão elevada e simbólica do feminino, associando a mulher à continuidade da criação, à coragem diante da dor e à harmonia entre força e ternura. Há um apoio na ideia quase ontológica da mulher como espelho do infinito — não apenas alguém que gera vida, mas alguém que participa do próprio mistério da existência ao unir matéria, afeto e transcendência. A imagem do “cinzel que traz no coração” é especialmente feliz, porque transforma o ato de gerar e cuidar numa obra de arte moldada pelo amor. Ao final, quando compara a mulher à natureza — sol, luar, rio, mar, pássaro e flor —, o poema amplia essa figura para além do humano imediato e a inscreve como princípio de beleza, movimento e renovação.

Leitura poética.

19- "INTEIRA"- SHAELENE SERRA -  No poema de Sharlene Serra, a figura feminina surge como uma ontologia da resistência, alguém que não apenas sofre o mundo, mas o reelabora por dentro, convertendo dor em movimento, silêncio em memória e fragilidade em potência. Há, nesses versos, uma filosofia do ser que lembra que a grandeza humana não está na ausência das quedas, mas na arte de ressignificá-las, como quem faz do cansaço uma ética de permanência. Quando o texto diz que ela “carrega oceanos”, afirma a vastidão interior de uma existência que abriga profundezas, correntes e tempestades, sem perder a capacidade de florir em meio ao áspero, como os “girassóis e cactos” que coexistem nela. A escrevivência, aqui, não é apenas expressão literária, mas testemunho do existir com densidade, como se a mulher fosse ao mesmo tempo raiz, árvore e luz — fundamento, narrativa e transcendência — numa imagem belíssima de quem resiste não por dureza, mas por ter aprendido que a delicadeza também é uma forma superior de força.

 

PARA ACESSAR E LER OS POEMAS, SIGA OS LINKS: 

PARTE 01

https://www.facetubes.com.br/noticia/7579/segunda-poetica-edicao-especial-traz-poemas-que-sinalizam-o-amor-e-a-forca-incansavel-da-mulher

PARTE 02

https://www.facetubes.com.br/noticia/7580/qdia-internacional-da-mulherq-sempre-poetas-de-todo-o-brasil-participam

PARTE 03

https://www.facetubes.com.br/noticia/7581/8-de-marco-a-poesia-como-instrumento-de-mudanca-social-poetas-convidadas

 

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Maria Alice Covas, escritora e poeta brasileiraHá 3 meses Cidade de São Paulo SPUm trabalho Hercúleo Mhario Lincoln. Que tabalho eficaz você faz junto à Plataforma Nacional do Facetubes. É digno de muitos aplausos. Mas o Mundo hoje, Mhario, é umbigólogo. Mesmo assim deixo aqui meus beijos pra você. Aguarde. Vou-lhe fazer um convite em breve para dirigir, se tiver tempo, uma Fundação de Cultura de São Paulo. Todo dia você prova competência. Vamos conversar. Mande-me seu WhatsApp pessoal. Entrarei em contato com o e-mail da Plataforma. Deus te pague por esse belo trabalho.
Raimunda Pinheiro de Souza Frazão Há 3 meses Ribamar-MA Que maravilha! Parabéns a todas as Escritoras! Gratidão a Deus, ao Mhario Lincoln e a todas e todos que fazem a Academia Poética Brasilrira!
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