GELMA completa seis anos e transforma a literatura maranhense em pesquisa, memória e compromisso com as novas gerações
Grupo coordenado pelo professor Dino Cavalcante mantém encontros semanais, debates com convidados e projetos de divulgação literária. José Neres, Mauro Cezar Vieira e Marcus Saldanha participam de programação especial na Rádio Timbira.
31/10/2026 10h17Atualizada há 15 minutos atrás
Por: Mhario LincolnFonte: Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
Programa de Marcus Saldanha comemora 6 anos de GELMA.
Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes
Há seis anos, professores, pesquisadores e estudiosos da literatura maranhense decidiram transformar o interesse pela produção literária do estado em uma atividade permanente de pesquisa, leitura e discussão. Nasceu, em 2020, o Grupo de Estudos em Literatura Maranhense (GELMA), vinculado à Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e coordenado pelo professor doutor José Dino Costa Cavalcante. Desde então, o grupo mantém uma agenda de encontros semanais, realizados às quintas-feiras, predominantemente em ambiente virtual, com reuniões presenciais sempre que as atividades exigem. Uma vez por mês, os debates recebem convidados, ampliando a troca de conhecimentos entre escritores, professores, pesquisadores e leitores. Ao longo dessa trajetória, dezenas de discussões examinaram obras, autores, períodos históricos e diferentes manifestações da literatura produzida no Maranhão. A regularidade desses encontros constitui uma das bases do GELMA, que chega ao sexto aniversário mantendo seu propósito original: "estudar, discutir, documentar e divulgar a literatura maranhense, aproximando a produção acadêmica da sociedade", segundo avaliações do próprio coordenador, prof. Dino.
A comemoração dos seis anos chegou à programação radiofônica neste sábado, 31 de outubro de 2026, em edição especial do programa História em Debate, da Rádio Timbira 95,5 FM. O encontro reúniu Dino Cavalcante, professor do Departamento de Letras e do mestrado da UFMA; José Neres, professor, escritor e membro da Academia Maranhense de Letras; e Mauro Cezar Vieira, professor e pesquisador, além da Secretária regional da Academia POética Brasileira, no Maranhão, poeta e escritora Linda Barros. A apresentação ficou a cargo de Marcus Saldanha.
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A proposta foi revisitar a caminhada do GELMA, examinar os resultados de suas atividades e discutir os caminhos da pesquisa literária no Maranhão. O encontro integrou uma celebração que também alcança as redes sociais, onde o grupo compartilha registros de suas atividades e convida o público a conhecer sua trajetória.
A presença de Dino Cavalcante e José Neres nessa caminhada representa duas frentes de atuação que se complementam. Dino responde pela coordenação acadêmica do grupo, pela articulação dos encontros e pelo desenvolvimento das atividades de pesquisa e extensão. José Neres reúne a experiência do professor, escritor e integrante da Academia Maranhense de Letras, participando de iniciativas de recuperação, análise e divulgação de obras maranhenses.
O trabalho do GELMA não se limita às reuniões semanais. O grupo organiza o Simpósio de Literatura Maranhense, conhecido como SiGELMA, que reúne estudantes de graduação e pós-graduação, professores, escritores e pesquisadores. Em 2021, a programação discutiu as relações entre literatura e história, com análises que incluíram Maria Firmina dos Reis e Sousândrade. Em 2022, o simpósio abordou temas como o modernismo maranhense, a literatura infantil, o insólito e a obra de Astolfo Marques. Em 2023, as atividades destacaram as relações entre literatura e presença africana na formação cultural maranhense, no ano do bicentenário de Gonçalves Dias. São discussões - essas e outras - que ajudam a compreender a literatura a partir de seus vínculos com a escravidão, as desigualdades sociais, os processos políticos e as mudanças culturais.
Desta forma, a atuação do grupo alcança igualmente manifestações populares que encontram na palavra escrita e cantada uma forma de preservar experiências coletivas. Em julho de 2026, na Galeria Trapiche, em São Luís, o GELMA realizou o encontro Os Tambores Ecoam na Literatura Maranhense: Mostra de Canções Juninas, dedicado às composições do bumba meu boi e aos vínculos entre poesia, música e tradição oral. A atividade reuniu pesquisadores e representantes da cultura maranhense para examinar a construção poética das toadas, suas narrativas e seus registros de memória. Explicit obiter: "Urrou,urrou/Meu novilho brasileiro/que a natureza criou", sem dúvida uma das toadas mais conhecidas no Brasil. Veja a importância desse evento, resgatando o que há de melhor na gestação folclórica e original do Maranhão. Por isso, essa iniciativa ampliou o campo da discussão literária ao reconhecer que a história cultural do Estado também se encontra nas manifestações populares transmitidas entre gerações.
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Esse percurso também indica uma preocupação com o acesso às fontes. A produção literária maranhense reúne autores de circulação nacional e escritores cujas obras permanecem restritas a coleções particulares, bibliotecas e publicações antigas. O GELMA procura reduzir essa distância por meio de estudos, encontros, vídeos e projetos de edição digital. A recuperação de textos em domínio público, distribuídos gratuitamente, permite que estudantes e leitores de outras regiões tenham contato com obras que documentam diferentes períodos da literatura do Maranhão. O trabalho exige pesquisa bibliográfica, revisão, contextualização histórica e atenção à integridade dos textos originais.
GELMA/AML em reunião presencial de 28 de maio de 2026.
Vale destacar que a relação entre o GELMA, a Academia Maranhense de Letras e agentes de divulgação cultural ganhou um capítulo particular em 28 de maio de 2026, durante encontro realizado na Casa de Antônio Lobo, sede da Academia Maranhense de Letras, em São Luís. Na ocasião, o jornalista, poeta e escritor Mhario Lincoln, editor-sênior da Plataforma Nacional do Facetubes e presidente da Academia Poética Brasileira, participou de uma atividade sobre marketing literário e os caminhos de divulgação da literatura no ambiente digital. O encontro discutiu a necessidade de ampliar a circulação da produção literária maranhense, considerando as possibilidades oferecidas pelas plataformas digitais e pelos novos meios de comunicação.
Durante a programação, Mhario Lincoln recebeu uma placa de homenagem do GELMA e da Academia Maranhense de Letras, em reconhecimento à contribuição de seu trabalho para a divulgação da literatura maranhense por meio do portal Facetubes e da Academia Poética Brasileira. A homenagem foi entregue com a participação do coordenador Dino Cavalcante, de José Neres, da poeta e pesquisadora Linda Barros e do presidente da Academia Maranhense de Letras, Lourival Serejo. Na mesma ocasião, o jornalista recebeu a Medalha do Centenário do Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão, entregue pelo professor José Augusto Silva Oliveira.
Em agradecimento à homenagem, Mhario Lincoln disse:
"Muito orgulho". MHL
“Recebo esta homenagem do GELMA e da Academia Maranhense de Letras com gratidão e respeito. Agradeço especialmente aos professores Dino Cavalcante e José Neres, ao presidente Lourival Serejo e a todos os que participam dessa caminhada. O reconhecimento tem para mim um significado que ultrapassa minha trajetória pessoal. Ele alcança a Plataforma Nacional do Facetubes, a Academia Poética Brasileira e cada escritor maranhense que encontrou espaço em nossas páginas. A literatura do Maranhão precisa continuar sendo estudada, publicada e apresentada às novas gerações. Parabéns ao GELMA pelos seis anos de trabalho. Minha gratidão a todos. Vale também agradecer ao prof epresidente do IHGM, José augusto Silva Oliveira, a Medalha do Centenário do referido instituto, fato de me orgulhece incomensuravelmente.” (MHL).
Destarte, ao completar seis anos, o GELMA reúne uma experiência construída na continuidade dos encontros, na formação de pesquisadores, na publicação de estudos e na aproximação entre universidade e sociedade. A programação comemorativa na Rádio Timbira, através do grande Marcus Saldanha, permite recuperar parte dessa história e reconhecer o trabalho coletivo de seus participantes. Os desafios seguintes envolvem a ampliação dos acervos acessíveis ao público, a preservação das fontes literárias e a formação de novos leitores. A literatura maranhense precisa ser examinada dentro de seu tempo, compreendida em suas relações sociais e permanentemente recolocada em circulação. É nesse exercício, repetido a cada quinta-feira e ampliado pelos encontros públicos, que o GELMA estabelece sua contribuição para a memória cultural do Maranhão.
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EXCLUSIVO: Programa comemorativo com Marcus Saldanha:
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