Rogério Rocha: três Mulheres. Três escritoras fantásticas. Por que ler Akhmatova, Lygia e Cecília?
Matéria inclui vídeo do Canal de Rogério Rocha, abaixo.
Convidado: Rogério Rocha
Por que ler Akhmatova, Lygia e Cecília?
A escritora russa, uma das grandes personalidades de sua época, era dona de um estilo lírico e contido, porém com densidade emocional em versos tão belos quanto diretos. De linguagem banhada de lúcida concisão, a poeta teceu sua obra entre desespero de sua vida e o drama de amores nem sempre correspondidos.
Lygia Fagundes Telles (ou dona Lygia, como a ela se referia Bruno Tolentino) é uma escritora com produção que alia qualidade a quantidade, abrangendo vasta produção literária com muitos contos, crônicas e romances, além do trabalho de tradução de grandes textos da literatura mundial. Com uma trajetória que exprime a constância na evolução de seus escritos, começou a burilar, sobretudo a partir da década de 90, contos curtos e impactantes, época em que nos deu A Noite Escura e Mais Eu (1995) com que foi vencedora do Prêmio Arthur Azevedo, da Biblioteca Nacional, do Prêmio Jabuti e o Prêmio APLUB de Literatura, além de uma impressionante sucessão de outros importantes prêmios. Sua consagração definitiva viria com o Prêmio Camões (2005), pelo conjunto de obra.
Cecília Meireles, por fim, é simplesmente uma das maiores poetas da literatura brasileira. Nascida na cidade do Rio de Janeiro. Quer mais algumas razões? Basta ler O Romanceiro da Inconfidência (obra de 1953) – sua mais importante obra, Poemas Escritos na Índia (1962) e Ou Isto ou Aquilo (1964) – a obra inaugural do que convencionamos chamar de poesia infantil. Dona de uma notável versatilidade, Cecília publicou mais de 50 obras, em boa parte traduzida para línguas como o inglês, italiano, espanhol e francês.
Vídeo do canal de Rogério Rocha:
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