
O CARNAVAL ENTRE ROSAS, ESPINHOS, VINHO E LUZES
Mais um ano que o grito de carnaval silenciou , nada de bandas, festas de baile a fantasia, as baterias silenciam, apenas nosso coração batuqueia em aflição vinda do céu e chão.
O caos se propaga, em Petrópolis enchente, morte, dor de um povo que chega até a gente.
Não tem como pular carnaval, as marchinhas choram diante da eratristeza de todo lado,crianças no meio da guerra.
Caos, silêncio de luto, pandemia, ômicron, mortes, lágrima – soterramento da poesia. Luto no luto, para que não morra em vida, foliões silenciados sangrando a própria ferida.
Em vez Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô mais que calor ô ô ô ô ô ô. Todos cantam Allah-lá-ô, ô ô ô ô ô ô mais quanta dor . A dor do outro também é nossa! Entre rosas, espinhos, vinhos e luzes, silencio por todos que neste momento se transformam em lágrimas Um silêncio dolorido em 2020 vivido, entre vírus, vacinas, perdas e luto.
Hoje, muitos perdem sua história, história encharcada por lama ou destruída por armas, ataques...O carnaval silencia e diante de tudo, com a esperança como escudo, eu luto.
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SHARLENE SERRA
Nasceu em São Luís, é graduada em Desenho Industrial, Pedagogia e especialista em Educação Inclusiva. Autora de 07 livros . Tem participação em inúmeras antologias nacionais. É membro da Academia Poética Brasileira – PR; Vice-presidente da AJEB – MA); membro e sócia-fundadora da UBE/ Maranhão (Diretoria Infantojuvenil); membro da Sociedade de Cultura Latina – Maranhão, membro e fundadora da AJOLECIS Academia Joanina de Letras, ciências e Saberes Culturais.
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