
Obs: este trabalho da plataforma do FACETUBES é exclusivamente literário. Não tem fins lucrativos, nem publicitários.
Texto escolhido da Revista Descontexto: Arte/política/cultura. A cargo de Carlos Almonte & Juan Carlos Villavicencio. (https://descontexto.blogspot.com/). Ilustração original da revista.
«Dolor», de Li Qingzhao
Versión de Juan Carlos Villavicencio
E de luto eu caio no fundo
E eu procuro sem olhar
Tateando e deprimido, para definhar e sobreviver
E vagar e admirar, deslumbrar e começar
olhar
carne fria
Que um fantasma balançou
Com um movimento ameaçador
E uma úlcera aguda dessa angústia irritante.
de repente senti
Um vislumbre de bom tempo
Mas com a mesma rapidez ele saiu,
E assim a estação fria se estabeleceu.
Como é difícil ter esses dias
Alguma trégua ou descanso, alguma trégua ou paz.
Beba e beba um vinho sem gosto
Não serve de nada
Para reprimir e contrariar
O chicote feroz da explosão da noite.
Os gansos selvagens –olha–
Eles voam lá em cima...
Ah, aí está a dor
Qual é a coisa principal – dor insuportável.
Rebanho selvagem até onde você foi
Nos dias de outrora você correu
Para trazer os pensamentos ternos do meu amor para mim.
Olha, como meu gramado está cheio de flores douradas,
De crisântemos amontoados –
Cansados, eles inclinam suas cabeças.
Agora, quem se importa em roubá-los?
enquanto eu fico sozinho
Na janela, esperando, esperando a noite
E quando as sombras caírem
Nas folhas largas, chove poucas gotas do céu.
oh que terrível
Esta dor, dor excruciante, inconcebível.
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