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"Amar é Sofrer". E como se pode dar um basta nessa interdependência?

Flora Guilhonm, Orientadora Ocupacional escreve direto de Londres/Inglaterra:

07/07/2023 às 17h29 Atualizada em 08/07/2023 às 18h01
Por: Mhario Lincoln Fonte: Flora Guilhonm, Orientadora Ocupacional
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Flora Guilhonm official/England
Flora Guilhonm official/England

NE: este trabalho não visa fundos comerciais, nem financeiros.

"Amar é sofrer...". Esta afirmação, tão frequentemente retratada em músicas de amor, filmes românticos e nas histórias contadas por mães e avós, tem despertado debates entre especialistas em relacionamentos. Segundo alguns estudiosos em psicólogia de casais, é importante reconhecer que o amor verdadeiro não deve ser sinônimo de sofrimento. É possível construir relacionamentos saudáveis baseados no respeito mútuo e na preservação da individualidade de cada parceiro.

É importante examinar, ainda, a complexidade das dinâmicas sociais envolvidas nessa instituição. Sociólogos afirmam que o casamento é uma instituição social que se baseia em uma série de normas e expectativas, moldadas pela cultura e pela sociedade em que estamos inseridos.

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Então, 'amar e sofrer' podem ser aspectos emocionais normalmente presentes nas relações conjugais? No entanto, há estudiosos que acreditam que não se deve romantizar o sofrimento no casamento como algo inerentemente nobre. É necessário considerar os contextos sociais e as expectativas culturais que moldam a experiência conjugal.

Quando se questiona se vale a pena viver 40 anos com a mesma pessoa, apesar do sofrimento em questões sociais, é fundamental considerar uma variedade de fatores, como a compatibilidade, a satisfação pessoal e as possíveis mudanças nas normas sociais ao longo do tempo. Isso porque, o casamento pode ser uma fonte de satisfação e estabilidade, mas é necessário refletir sobre as condições sociais e emocionais envolvidas.

No mais, é fundamental compreender que as relações baseadas em possessividade e perda da individualidade refletem padrões culturais arraigados em nossa sociedade. Esses padrões muitas vezes impedem o desenvolvimento pleno dos indivíduos dentro da relação, perpetuando assim um ciclo de dependência emocional.

Na Inglaterra, onde resido, observo que esse padrão tóxico é recorrente em casais com 30 ou mais de 40 anos de união. Infelizmente, muitas "damas" sofrem em silêncio ou se acostumam com essa dinâmica, tornando-a quase imperceptível para ambos os parceiros. O medo da solidão e a crença de que as mulheres devem sacrificar sua própria felicidade por conta das inseguranças masculinas são fatores que permeiam essas relações.

Tenho recebido muitas mensagens (depois que passei a escrever neste fabuloso Facetubes) de pessoas afirmando que compartilham todas as atividades com o outro, e até mesmo o controle financeiro, mas restringem, em contrapartida, a liberdade individual. 

Será que essa dinâmica repete os padrões de relacionamentos infelizes baseados na insegurança e dependência? Essa é uma questão que cada leitor deve refletir. Afinal, até que ponto é suportável dedicar-se intensamente ao parceiro, suportar dores emocionais e receber muito pouco em troca? Será que o amor realmente exige sacrifícios dessa natureza?

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Convido a todos a compartilharem suas opiniões e reflexões sobre esse tema nos comentários abaixo. Essas contribuições serão essenciais para direcionar minhas próximas crônicas sobre relacionamentos.

 

Bom, por hoje é isso. Nada contra as opiniões de qualquer pessoa. E como diz meu ídolo, Sherlock Holmes, na frase completa: "Elementar, meu caro Watson. Quando você eliminou o impossível, o que resta, por mais improvável que pareça, deve ser a verdade".

 

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Judith Bogéa Bittencourt Há 3 anos São Luís - MAConcordo com a Poeta Alcina Maria, “quando há amadurecimento e compreensão” com a verdade, teremos paz, felicidades, harmonia e alegrias.
Keila Marta Há 3 anos São LuísEu falo isso porque na minha infância eu vi muito colegas, meninas próximas sempre pedir autorização para o pai, eu achava estranho, porque na minha casa qualquer que eu pedisse tanto meu pai quanto minha mãe autorizava ou não e era mais comum a gente pedir para brincar na casa de amigas para a minha mãe. E como eu cresci tendo como referência mulheres que tem voz, me choca muito quando vejo ou escuto alguk tipo situação que é agressiva para a relação conjugal.
Keila Marta Há 3 anos São LuísAcho que o patriarcalismo, o arquétipo da mulher correta ser sempre secundária e também aquelas que eram fortes, independentes serem vistas como erráticas, promíscuas, ainda reverbera nos dias atuais como uma herança cultural negativa, porque até pouco tempo aqui no Brasil a mulher era tratada como posse do marido. E isso reflete no perfil da família, as filhas que tem sempre medo do pai, que quando precisa de permissão para sair, a mãe sempre fala "pede para o teu pai, é ele que sabe".
Keila Marta Há 3 anos São LuísA situação um pouco alarmante é que mesmo num mundo pós-contemporâneo em que se pauta muito sobre as individualidades e liberdade, muitas mulheres ainda acha normal o homem subir o tom de voz, pegar no braço dela com certa força, ter relações sexuais sem consentimento, ser obediente porque pode receber punição, castigo, tem que fazer tudo do jeito do marido porque caso contrário vai ser humilhada, sem falar nas desculpas "áh, ele estava de sangue quente, eu provoquei".
Keila Marta Há 3 anos São LuísUm casamento saudável acredito deve ser baseado na parceria, cordialidade, e muito respeito as individualidades e trabalhar tudo aquilo que é ajustável para que se viva a dois e que são importantes para o desenvolvimento pessoal de cada um, e essas questões não podem ser motivos de sofrimento, e se por ventura surgir um incômodo deve ser conversado, e ambos têm que saber ouvir e se autoavaliar.
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