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Dra. Flora Guilhonm: "Quantas vezes essa situação já foi vivida? Você já viveu algo parecido?" Então leia!

Texto da Orientadora Ocupacional (England/United Kingdom), dra. Flora Guilhonm .

02/09/2023 às 10h25
Por: Mhario Lincoln Fonte: Dra. Flora Guilhonm
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Dra. Flora Guilhonm
Dra. Flora Guilhonm

Dra. Flora Guilhonm, Orientadora Ocupacional (England/United Kingdom).

tradução livre

 

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Esta crônica foi originada em uma conversa que tivemos juntas, durante nosso chá das 5h, aqui em Londres, eu e Karina Joiviska, uma japonesinha linda, investidora, de 35 anos, filha de mãe russa e pai japonês. Ela me contou uma história bem interessante.

- Namorei uma pessoa durante 8 anos. E nos casamos felizes da vida. No entanto, alguns meses depois, nos separamos.

É um fato corriqueiro. Assim como namorar bastante tempo, às vezes não dá certo após o casamento, namorar dois, três ou quatro meses e casar, acaba dando certo e o casal vive até subirem para a outra vida.

 

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E o que pensar disso? No âmago dessa reflexão se encontra uma perspectiva que transcende a mera noção de tempo, mergulhando profundamente na intensidade e na determinação de concretizar nossas aspirações. À medida que exploramos essa ideia, é impossível não evocar as palavras de Sêneca, o grande filósofo estoico, que afirmava: "Não é que tenhamos pouco tempo, mas perdemos muito. A vida é longa e breve ao mesmo tempo; perdemos o passado, o presente e o futuro." 

 

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Isso nos convida a refletir sobre o papel das relações interpessoais em nossas vidas. Em meio às narrativas das pessoas que cruzam nosso caminho, algumas podem nos deixar cheios de incertezas, enquanto outras nos preenchem de certezas há muito buscadas. A distinção entre esses dois extremos, como observou Sartre, reside na "profundidade da disposição interior".

 

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Já o dilema da indecisão versus determinação encontra seu eco no legado filosófico de Friedrich Nietzsche. Ele nos adverte que "Aquele que tem um porquê para viver, pode enfrentar quase todos os 'comos' (...)". Essa máxima ressalta que a presença de uma vontade forte, apoiada por uma motivação intrínseca, tem o poder de moldar nossas escolhas e ações de maneiras surpreendentes. Aqueles que buscam desculpas sob a égide do tempo frequentemente revelam, de acordo com Nietzsche, uma falta de profundidade em sua conexão com o que está em jogo.

 

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Em última análise, o que emerge desse debate é a noção de que a intensidade e a vontade enriquecem a nossa jornada, enquanto a indecisão e a procrastinação esvaziam o valor do tempo. A sabedoria reside em discernir se vale mesmo apostar nossas energias em algo que só é duradouro, mas sem respostas concretas. Aí está a mágica de "apostar" em um relacionamento. Tem que saber se esse, realmente se alinha com a autenticidade do duo-princípios*.

Nesse sentido, é a intensidade do compromisso e a boa vontade que se tornam os verdadeiros capitães do navio do tempo, guiando-nos rumo às praias da satisfação e do crescimento pessoal.

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Portanto, cuidem-se, leitores, antes de se contrair  uma situação exdrúxula, como essa da crônica.

Aliás, para encerrar, meu editor Mhario Lincoln tem uma frase incrível que molda essas minhas reflexões acima: "Sinto que teus abraços tem cheiro de fuga". Muito bem! Que o calorzinho maravilhoso do Brasil aqueça as mentes e corações. Até a próxima.

 

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Nota do tradutor: foi traduzido de forma livre a expressão "duo-understanding", como sendo "duo-princípios".

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JaimeHá 3 anos Brasília /DF O texto nós leva, a uma reflexão muito profunda. Parabéns!!!
Professor Jacintho de FreitasHá 3 anos Belo Horizonte/BrazilDra. Flora Guilhonm, Sou o professor Jacintho de Freitas, estudioso de relacionamentos complicados. Psicólogo de casais. Nessa condição, permita-me expressar algumas razões que compõem esse cenário que a senhora descreveu. (Sei que a senhora irá traduzir este texto para a sua língua. Por isso vou usar as palavras mais simples possíveis). Vamos por parte:
Professor Jacintho de FreitasHá 3 anos Belo Horizonte/BrazilPermita-me, cara colega dizer que a situação em que um casal namora por muitos anos, casa e depois se separa pode ser influenciada por uma variedade de fatores: 1 - À medida que um relacionamento progride, é natural que ambos os parceiros desenvolvam expectativas sobre como a vida conjugal será. Se essas expectativas não forem atendidas ou se houver uma discrepância significativa entre o que cada parceiro espera e a realidade do casamento, isso pode levar a conflitos e insatisfação.
Professor Jacintho de FreitasHá 3 anos Belo Horizonte/Brazil2 - Em alguns casos, um casal pode decidir se casar devido a pressões externas, como familiares, sociedade ou expectativas culturais. Quando a motivação para o casamento não é baseada em uma sólida conexão emocional e comprometimento mútuo, a relação pode não resistir às dificuldades que surgem. 3 - Às vezes, os parceiros podem crescer em direções diferentes, c om outros interesses, valores ou objetivos. Isso pode criar tensões e afastar emocionalmente o casal.
Professor Jacintho de FreitasHá 3 anos Belo Horizonte/Brazil4 - A transição do namoro para o casamento pode alterar a dinâmica do relacionamento. Alguns casais podem lutar para se adaptar a essa mudança, especialmente se não conseguirem equilibrar as responsabilidades individuais e compartilhadas. 5 - Casais que entram no casamento com problemas não resolvidos do passado, como traumas individuais, inseguranças ou conflitos não resolvidos, podem descobrir que essas questões emergem novamente e afetam a relação de maneira negativa.
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