
Perspectivas para o Prêmio Nobel de Literatura 2023: Uma Análise de Potenciais Laureados
"Todos os candidatos brasileiros jogam contrariamente. Quando aparece um candidato brasileiro todo mundo joga pedra. Não tem apoio da população. Parece que um brasileiro desconfia do outro ou tem ciúme do outro, sei lá o que acontece..."
Conforme nos aproximamos da prestigiosa cerimônia de outorga do Prêmio Nobel de Literatura de 2023, agendada para 5 de outubro, as especulações crescem em torno dos possíveis vencedores. Conduzido pela Fundação "Alfred Nobel" e anualmente no dia 10 de dezembro, este galardão é, indubitavelmente, uma das mais eminentes distinções no universo literário, honrando contribuições exclusivas para a literatura.
Nicer Odds, uma das plataformas proeminentes de expansão do Reino Unido, já delineou seus prognósticos. Destacam-se personalidades literárias como Haruki Murakami do Japão, Ngugi wa Thiong'o do Quênia, o poeta sírio Adonis e o romeno Mircea Cartarescu. Vale notar a presença de Can Xue, a distintiva voz feminina da literatura chinesa contemporânea, entre os favoritos da Academia Sueca. Annie Ernaux, laureada francesa de 2022, é notável por suas incursões literárias que exploram temáticas de classe e gênero. A decisão de laureá-la foi fundamentada na "perspicácia e destemor com que ela perscruta as origens, os abismos e os limites da memória coletiva", conforme elucidado pelo comitê do Nobel.
Indicados em Destaque :
Jon Fosse: A estética deste norueguês resplandece em sua capacidade de transitar entre prosa e poesia, ensaios e narrativas, teatro e literatura infantil.
Ngugi wa Thiong'o: Este autor queniano, já encarcerado por seus trabalhos que refletem sobre a busca de independência de sua nação, é um testemunho da resistência literária.
Can Xue: Ela é aclamada como "a autora mais destacada de ficção experimental da China".
Gerald Murnane: Este autor se destaca, principalmente, pelo seu romance "The Plains" (As Planícies).
Mircea Cartarescu: Um luminar da prosa romena contemporânea.
Raúl Zurita: Sua obra literária, profundamente enraizada nos anos sombrios da ditadura Pinochet no Chile, é um emblema de resistência.
Haruki Murakami: Um eterno favorito, Murakami é celebrado por obras como "Kafka à beira-mar" e a trilogia "1Q84".
A próxima revelação, feita pela Academia Sueca em Estocolmo, promete ser um momento áureo para a literatura mundial, honrando a visão de Alfred Nobel, que distribuiu este prêmio para engrandecer aqueles que são magnificamente destacados para o legado literário global.
AS POLÊMICAS E CONTROVÉRSIAS
O Prêmio Nobel, criado a partir do testamento do inventor Alfred Nobel, tem sido palco de várias controvérsias ao longo de sua história. Aqui estão quatro das mais notáveis:
Barack Obama: O ex-presidente dos Estados Unidos recebeu o Prêmio Nobel da Paz em 2009, logo após assumir o cargo. A decisão foi criticada por muitos que a consideraram precipitada e questionaram suas ações, que julgaram mais belicistas do que pacifistas.
Adolf Hitler: Em uma reviravolta irônica, o ditador foi indicado para o Prêmio Nobel da Paz em 1939 pelo político sueco Erik Gottfrid Christian Brandt. A indicação, feita como um protesto sarcástico, causou um escândalo na época e, embora tenha sido retirada, o nome de Hitler ainda consta no registro de candidatos do Nobel. (*)
Bob Dylan: O cantor foi laureado com o Prêmio Nobel de Literatura em 2016, uma decisão que gerou controvérsia, pois Dylan não é um escritor tradicional.
Malala Yousafzai: A estudante paquistanesa tornou-se a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, uma escolha que foi criticada por muitos por considerarem que ela era jovem demais para a grandiosidade da nomeação.
Além dessas controvérsias, algumas curiosidades sobre o prêmio incluem o fato de que nenhum brasileiro jamais ganhou um Prêmio Nobel e que apenas 60 dos mais de 900 laureados foram mulheres. Marie Skodowska-Curie se destaca como a primeira mulher a ganhar o prêmio e a única a ganhá-lo duas vezes.
(*) https://www.opovo.com.br/noticias/curiosidades/2023/10/03/premio-nobel-4-vezes-em-que-o-indicado-ou-ganhador-foi-polemico.html
A MALDIÇÃO BRASILEIRA DO NOBEL
O engenheiro Ozires Silva traz uma reflexão sobre o motivo do Brasil não possuir nenhum Prêmio Nobel.
Em um dos programas do "Roda Viva", da Fundação Padre Anchieta, ele é explícito e muita gente ficou refletindo sobre essa sua declaração.
Diz Ozires Silva: (...) outro dia eu estava refletindo porque o Brasil não tem nenhum Prêmio Nobel. A Argentina tem, o Chile tem. Sim. Venezuela, Colômbia e muitos países do mundo. Os Estados Unidos, mais de trezentos. O México, e assim por diante...
E o Brasil? Nós não temos nada. E por que? Num jantar em Estocolmo com três membros vencedores do Nobel, fiz essa pergunta pra eles. Eles não responderam. Acho que ficaram meio embaraçados. Porém, um deles decidiu falar (depois de umas doses de vodca coisa desse tipo). E disse:
- Vocês brasileiros são destruidores de heróis.
(Foi uma pancada no estômago).
- Nossa. Por que? (Questionei).
A resposta foi direta:
- Todos os candidatos brasileiros jogam contrariamente. Quando aparece um candidato brasileiro todo mundo joga pedra. Não tem apoio da população. Parece que um brasileiro desconfia do outro ou tem ciúme do outro, sei lá o que acontece...
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