A notícia da morte da renomada poeta americana Louise Glück, aos 80 anos, deixou o mundo literário em luto. A informação foi divulgada por Jonathan Galassi, seu editor na Farrar, Straus & Giroux. A causa da morte não foi revelada.
Louise Glück, cuja carreira literária se estendeu por mais de seis décadas, é amplamente reconhecida como uma das vozes mais talentosas da poesia contemporânea dos Estados Unidos. Sua obra é marcada pela precisão técnica, sensibilidade aguçada e uma profunda exploração de temas como solidão, relações familiares, divórcio e morte.
No Brasil, Glück é conhecida por dois de seus livros publicados pela Companhia das Letras: “Receitas De Inverno Da Comunidade” e “Poemas (2006-2014)”. Os primeiros trabalhos de Glück são centrados em casos de amor fracassados, encontros familiares desastrosos e desespero existencial. Em seus trabalhos posteriores, ela continuou a tratar de temas como decepção, rejeição, perda e isolamento.
Em 1993, Glück ganhou um prêmio Pulitzer por seu livro “The wild iris”. A obra é um exemplo claro do caráter onírico de sua poesia, ambientada em um jardim, onde flores falam a um poeta-jardineiro e a uma figura de deus onisciente.
Os poemas da autora também estão em livros como “Firstborn” (1968), “The house on marshland” (1975), “The garden” (1976), “Descending figure” (1980), “The triumph of Achilles” (1985) e “Ararat” (1990).
Seus destaques da década passada são “Faithful and virtuous night” (2014), vencedor do National Book Award, e “Poems 1962-2012” (2012), que ganhou o Los Angeles Times Book Prize.
Em 2020, a poeta ganhou o Prêmio Nobel de Literatura, graças à sua “inconfundível voz poética que, com beleza austera, torna universal a existência individual”, segundo o júri.
A crítica literária Helen Vendler escreveu no The New Republic: “Louise Glück é uma poeta de forte e inquietante presença. Seus poemas, publicados em uma série de livros memoráveis ao longo dos últimos vinte anos, alcançaram a distinção incomum de não serem ‘confessionais’ nem ‘intelectuais’ no sentido usual dessas palavras”.
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