
Relatório 20 Anos nos ‘States’: 2022/2023
Fátima Melo
De volta, caros amigos. Não poderia deixar de relatar minha jornada, agora completando duas décadas na América. Foram vinte anos bem vividos, sem arrependimentos nem frustrações, mas somente vitórias e muita alegria por estar vivendo num País onde me sinto valorizada e respeitada.
Passada a loucura da tal pandemia, o período de Outubro/2022 a Outubro/2023 me trouxe mais paz de espírito do que estresse.
Estive rapidamente no Brasil em Novembro passado, curtindo a família e amigos, agora divididos, parte em São Luís e parte em São Paulo.
Infelizmente não pude estar com minha mãezinha em São Luís para comemoração dos seus 90 anos em Março. A festinha que havíamos programado foi cancelada, devido minha irmã, que estava lá, ter contraído uma virose que lhe deixou quase um mês hospitalizada.
O Natal, Ano Novo e meu aniversário, celebrei comigo mesma na terra do Tio Sam, feliz e sem reclamações, até porque não gosto de comemorar meu aniversário.
Motivo: cada ano mais velha, com mais dores e mais próxima da morte. Eu, hein? Faço é chorar. Mesmo assim, com a chegada das mazelas de inverno, tive que reforçar meu tratamento profilático e começar a tomar uns suplementos que, tão logo ingeridos à noite, provocam um ‘flush”(esquentamento) no corpo inteiro.
Meu médico falou que era normal e que depois acostumaria com o tal fogo. Passado o medo, comecei a curtir o barato doidão. Bem melhor do que usar drogas e, acreditem, o barato realmente funciona. Os carmas do ano, que não foram poucos, prefiro não citar. Fazem parte da minha jornada espiritual terrena. O mais importante é colocar a cabeça no travesseiro toda noite, dormir com a consciência tranquila e certa do dever cumprido.
Como já perceberam, sou louca por música, desde jovem.
Só um TBT: aos 18 anos, participei em São Luís do I Festival de Música Popular Brasileira no Maranhão. Na época, a música “Passeata”, de minha autoria, ficou entre as dez primeiras classificadas.
Contei com a força dos amigos músicos para defender a canção, haja vista não saber cantar nem tocar nenhum instrumento. O baterista da banda, meu velho amigo de guerra, Mhario Lincoln, deixou sua marca registrada entre os colaboradores.
E essa paixão pela música continua até hoje e, onde sei de algum show, notadamente de artistas dos anos 70/80/90, dou um jeitinho de estar presente.
Acreditem ou não, os meus cantores favoritos ainda existem e continuam arrasando como antes. Músicas de qualidade não morrem, são eternas.
Em Fevereiro, fui a Las Vegas só para ver a abertura da temporada da velha Banda “Chicago”. Aproveitei e fui também no show “Love” do Cirque de Soleil, em homenagem aos Beatles. Inesquecíveis!
Logicamente, aproveitei para fazer uma fezinha de pobre nos Cassinos, onde ganhei, sim, bastante experiência. Bem-feito!
Em Maio, fui a Oji, Condado de Santa Bárbara, na Califórnia, com a família para qual trabalho há quase seis anos. Lá, relaxamos alguns dias em um Resort. Descanso merecido.
Estive presente mais uma vez na corrida anual “Bay to Breakers” em São Francisco. Fui, não para ver os atletas, mas sim para curtir os malucos, mais de dez mil deles, que seguem logo atrás dos verdadeiros corredores, uns fantasiados, outros totalmente pelados, tudo isso sem ter uma briga sequer.
As bandas e DJ’s, espalhados por todo o percurso, fazem da corrida uma verdadeira festa. Ainda em Maio, ganhei novamente da patroa que caiu do céu, ingressos para os três dias do famoso Bottle Rock Festival em Napa, Califórnia.
Os shows de várias épocas e estilos, espalhados pelos dez palcos do evento, levaram o público ao delírio. Vi alguns deles, pois ficava impossível estar em todos ao mesmo tempo mas, os meus preferidos foram os das Bandas “Duran Duran” e “Red Hot Chili Peppers”.
Retornei novamente ao Brasil em Julho para descascar alguns pepinos cármicos em São Luís, passando primeiramente por São Paulo e retornando ao primeiro mundo com meu neto Lucas, de 21 anos, que veio de férias conhecer a América.
O importante foi que, mesmo rápido, revi os amigos, meus familiares e matei a saudade da comidinha Brasileira.
Agora pensem numa avó coruja, passando o mês todo dormindo agarradinha com o neto, rindo bastante e explorando a Califórnia. Maravilha!
Mostrei a ele tudo de lindo (e de feio também), de São Francisco. Fomos em Alcatraz, na região dos vinhos e encerramos as férias com uma viagem a Los Angeles. Lá, ficamos em Hollywood. Fizemos um City Tour pela cidade, fomos na badalada praia de Santa Mônica e visitamos o Universal Studio, museus de cera, e a calçada da fama. Valeu.
Ainda em São Francisco, em Agosto fomos ao show do Bryan Adams, outro cantor famoso dos anos 80. Sem comentários a performance impecável do artista e sua Banda.
Encerrando meu período de 20 anos nos States, não poderia deixar de comemorar com música e, em Setembro, fui ao show do Lionel Ritchie acompanhado pela Banda Earth Wind and Fire.
Quem foi da minha época, sabe do que eu estou falando. Outro sonho realizado.
Ano que vem, tem mais novidades. Fui.
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