
Redação do Facetubes
Os restos mortais do ilustre escritor Eça de Queirós, cuja obra literária tem encantado gerações, estão destinados a serem trasladados para o Panteão Nacional. Esta decisão foi tomada pela Assembleia da República, apesar da providência cautelar apresentada por seis dos 22 bisnetos do escritor.
A maioria dos bisnetos de Eça de Queirós, 13 para ser exato, concordaram com a trasladação para o Panteão Nacional, e houve ainda três abstenções. A Fundação Eça de Queirós, presidida pelo escritor Afonso Reis Cabral, também é favorável à trasladação e foi a primeira a dar o passo para este processo.
A resolução que concede honras de Panteão Nacional a Eça de Queirós foi impulsionada pelo grupo parlamentar do PS e aprovada por unanimidade em plenário no dia 15 de janeiro de 2021. Para o efeito, foi constituído um grupo de trabalho que desenvolveu uma série de diligências, tendo sido marcada para o dia 27 de setembro deste ano a trasladação dos restos mortais de Eça de Queirós para o Panteão Nacional.
Mais de dois anos após a aprovação da referida resolução, um grupo minoritário de descendentes do escritor propôs ao Presidente da Assembleia da República que as honras sejam concedidas através da aposição de uma lápide evocativa no Panteão, sem a trasladação dos restos mortais, que devem continuar em Tormes. Esta proposta foi considerada tardia e embaraçosa pelo Presidente da Assembleia da República.
Eça faleceu em 16 de agosto de 1900 e foi sepultado em Lisboa. Em setembro de 1989, os seus restos mortais foram transportados do Cemitério do Alto de São João, na capital, para um jazigo de família, no cemitério de Santa Cruz do Douro, em Baião.
Como diria o próprio Eça em ‘Os Maias’: "(...) - ‘... vida é assim: esfola-se alguém por dá cá aquela palha; mas no fim sucede que esse alguém fica despido e os outros ficam com as palhas.’ Talvez esta citação possa lançar alguma luz sobre a controvérsia atual (...)", completa o poeta Mhario Lincoln, editor deste Facetubes.
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