Entre livros que os presidentes americanos leram, raríssimos são os específicos da literatura brasileira
Obama compartilhou uma lista de oito melhores obras que abrangem temas como direitos civis, ciência, conflitos raciais, romances e biografias. Seriam preciso 89 horas para ler todos os livros.
10/12/2023 às 17h41Atualizada em 10/12/2023 às 19h11
Por: Mhario LincolnFonte: Redação do Facetubes/Amazon
Compartilhe:
Presidente Obama (EUA) não só foi um leitor assíduo de livros como um dos mais geradores de produções literárias.
Redação do Facetubes
É inegável que os costumes e interesses pessoais dos presidentes dos Estados Unidos têm sido assunto de grande interesse e especulação ao longo dos anos. Entre os muitos traços distintivos que moldaram a vida desses líderes, a paixão pela leitura de livros emerge como uma constante notável. Desde os primeiros presidentes, como Thomas Jefferson, que construiu uma vasta biblioteca pessoal, até os presidentes mais contemporâneos, a literatura desempenhou um papel significativo na formação de suas identidades e perspectivas.
No entanto, quando se trata da relação entre os presidentes americanos e a literatura brasileira, uma observação interessante se destaca. Enquanto muitos presidentes demonstraram um gosto por obras literárias de diferentes origens, a literatura brasileira não figura tão proeminente em sua lista de preferências. Isso pode ser atribuído à vasta oferta de obras literárias globais disponíveis e à diversidade de interesses pessoais que moldaram a leitura presidencial.
Continua após a publicidade
No entanto, não é impossível encontrar vestígios de um interesse passageiro na literatura brasileira por parte de alguns presidentes. Um exemplo notável é o ex-presidente Franklin D. Roosevelt, que ocupou o cargo de presidente dos Estados Unidos durante o turbulento período de 1933 a 1945. Embora não existam registros precisos de sua exploração da literatura brasileira, Roosevelt manifestou um interesse aberto pela literatura latino-americana em geral, o que poderia incluir incursões na rica produção literária do Brasil na época.
Quanto ao impacto da leitura de livros na formulação de políticas governamentais, é vital reconhecer que a leitura é uma atividade intrinsecamente pessoal. Embora os presidentes frequentemente tenham compartilhado seus insights sobre obras literárias que os influenciaram, estabelecer uma conexão direta entre a leitura de um livro específico e uma decisão política específica é um desafio complexo. Essas referências a obras literárias podem surgir em discursos ou entrevistas, servindo como fontes de inspiração ou conhecimento, mas raramente são usadas para traçar uma linha direta entre a literatura e a política.
Portanto, em resumo, a leitura de livros tem sido uma atividade enraizada na história presidencial dos Estados Unidos, embora a literatura brasileira tenha uma presença menos proeminente. Enquanto os presidentes podem ser sutilmente influenciados por suas leituras, é difícil estabelecer ligações diretas entre a leitura de um livro específico e uma decisão política específica. No entanto, a literatura continua a desempenhar um papel importante na moldagem da intelectualidade e da perspectiva pessoal de muitos líderes políticos americanos.
(Divulgação).
Barack Obama
Focamos, agora, o caso de Barack Obama, sem dúvida, um áviso leitor de grandes obras. Em uma entrevista à revista "Wired", Obama compartilhou uma lista de oito obras que abrangem temas como direitos civis, ciência, conflitos raciais, romances e biografias. A "Wired" estimou que seria preciso 89 horas para ler todos os livros. Vale destacar, um deles: "The Collected Works - Abraham Lincoln (Obras Coletadas - Abraham Lincoln)".
Obama disse ao New York Times que outrs escritos de líderes históricos como Martin Luther King Jr., Gandhi e Nelson Mandela também foram muito valiosos para ele. “Nos momentos mais difíceis, a Presidência pode nos isolar muito”, afirmou. O Discurso de Gettysburg, escrito por Abraham Lincoln em 1863, que está em uma cópia manuscrita no dormitório que leva o nome do ex-presidente, é um dos exemplos de Obama.
Continua após a publicidade
Em última análise, a leitura de livros permanece como uma das facetas fascinantes que compõem a complexa tapeçaria das vidas presidenciais americanas, revelando a diversidade de interesses e a profundidade de conhecimento que moldaram esses líderes e suas decisões ao longo da história.
--------------------
(Divulgação).
Este livro representa o antes e depois de Barak Obama para o leitor
“Rising Star: The Making of Barack Obama” é uma biografia monumental de David J. Garrow, que explora a vida de Barack Obama desde a sua infância no Havaí até a sua ascensão à presidência dos Estados Unidos. O livro revela os desafios e as conquistas de um homem que teve que lidar com questões de raça, classe e identidade ao longo de sua trajetória.
Garrow retrata com riqueza de detalhes as experiências de Obama como estudante em escolas predominantemente brancas, como organizador comunitário em bairros pobres e violentos de Chicago, como aluno brilhante da Faculdade de Direito de Harvard e como político habilidoso na legislatura estadual e no Senado dos Estados Unidos. O autor mostra como Obama se destacou na Convenção Nacional Democrata de 2004 com um discurso que o tornou uma “estrela em ascensão” do partido e como ele venceu a disputa pela Casa Branca em 2008.
Garrow também analisa as posições de Obama em diversas questões e as compara com as que ele tinha assumido anteriormente, revelando as mudanças e as continuidades em seu pensamento. Rising Star é um retrato fascinante de um líder que soube aproveitar as suas origens incomuns, os seus talentos excepcionais e as suas ambições extraordinárias para fazer história.
Continua após a publicidade
OS LIVROS INDICADOS POR OBAMA
Os livros indicados por Obama na revista "Wired" são os seguintes:
The Collected Works - Abraham Lincoln: uma coleção dos escritos do ex-presidente americano que liderou o país durante a Guerra Civil e aboliu a escravidão. Obama disse que se inspirou em Lincoln, Martin Luther King Jr., Gandhi e Nelson Mandela para seus discursos1.
Parting the Waters - Taylor Branch: o primeiro volume de uma trilogia sobre o movimento pelos direitos civis nos Estados Unidos, focando na figura de Martin Luther King Jr. e sua luta contra a segregação racial e a violência.
The Power Broker - Robert A. Caro: uma biografia de Robert Moses, um influente urbanista que transformou Nova York com seus projetos de pontes, rodovias, parques e edifícios públicos. O livro mostra como ele usou seu poder para moldar a cidade de acordo com sua visão.
The Fire Next Time - James Baldwin: um clássico da literatura americana, que combina duas cartas do autor sobre a questão racial no país. A primeira é dirigida ao seu sobrinho de 14 anos, aconselhando-o sobre como lidar com o racismo. A segunda é um relato pessoal de sua experiência como negro nos Estados Unidos.
Andy Grove: The Life and Times of an American - Richard S. Tedlow: uma biografia de Andy Grove, um dos fundadores da Intel, uma das maiores empresas de tecnologia do mundo. O livro narra sua trajetória desde sua infância na Hungria, onde sobreviveu ao nazismo e ao comunismo, até sua ascensão como líder empresarial e inovador.
Sapiens: A Brief History of Humankind - Yuval Noah Harari: um best-seller internacional que conta a história da humanidade desde suas origens até os dias atuais, analisando os principais fatores que moldaram nossa evolução, cultura, sociedade e civilização.
Thinking, Fast and Slow - Daniel Kahneman: um livro de psicologia que explica como nosso cérebro funciona em dois sistemas: um rápido e intuitivo, e outro lento e racional. O autor mostra como esses sistemas influenciam nossas decisões, julgamentos e comportamentos, muitas vezes nos levando a erros e vieses.
The Sixth Extinction: An Unnatural History - Elizabeth Kolbert: um livro de ciência que alerta para o impacto das atividades humanas sobre o meio ambiente e a biodiversidade, provocando a sexta extinção em massa na história da Terra. O livro mostra como diversas espécies estão desaparecendo em um ritmo acelerado e quais são as consequências para o futuro do planeta.
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Alcina MariaHá 2 anos Por Watts App (SP).Aprecio muito os textos dessa notável pensadora, que sempre focaliza o ponto neuvrálgico da questão e, traz a luz, onde havia a dúvida. Humildade intelectual é, quando aceitamos uma nova forma de ver situações, que antes nos parecia difícil.
John FleurteHá 3 anos Ohio East Central US RegionWhy dont those responsible for book production in Brazil launch a global campaign, through the UN, to show their books to the world? Its free. I read and loved the story of Dom Casmurro. I never forgot this paragraph: Capitu, at fourteen years old, already had daring ideas.
Professor Nicanor TavaresHá 3 anos Limoeiro do Norte CEGente, li uma entrevista antiga do escritor e poeta Rogério Fernandes Lemes, amambaiense e radicado em Dourados. Veja o que ele disse: que o brasileiro consome muito a literatura estrangeira simplesmente pela falta de interesse em conhecer o próprio Brasil. Meu Deus. Não acredito nisso. E vocês, acredita, professores.
Lucas BaiaHá 3 anos Salvador BAA literatura brasileira é riquíssima. Se houvesse um órgão interessado em levar mais longe, levaria. A começar pela ABL que nada faz, pelo Ministério da Cultura que nada faz. Nas Feiras de livro, 90 dos produtos mais vendidos são iguais ao mingal com açucar A Culpa é das Estrelas. Aliás, na última que fui, nem Érico Veríssimo consegui comprar. A livraria me disse que eles levaram só 4 exemplares, BahahahahahahahahahBahhhh VERGONHA!
Carlos Henrique, livreiroHá 3 anos Sou livreiro e estou decepcionado (Cuiabá).Dados estarrecedores. No Brasil, o pessoal lê 2,35 de livros por ano. Deixando essas cismas de lado, vamos supor que uma pessoa adulta pode ler 6 livros por ano. Só que desses 6 livros, em razão dos preços, da mídica e da enganação de marketing, um brasileiro adulto lê os 6 livrosd, mas 5 deles são AMARICANOS ou IMPORTADOS DOS OUTROS PAÍSES. Tá bom? Pergunto aos leitores. O que fazer? Por que vocês não criam coragem e falam aqui sobre esse drama? É medo?