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O melhor do Instagram: Daniel Day-Lewis, por onde ele anda?

Daniel Day-Lewis construiu uma filmografia marcada por transformações radicais e personagens de intensa complexidade, que lhe garantiram três Oscars de Melhor Ator.

13/07/2025 às 11h06 Atualizada em 13/07/2025 às 11h27
Por: Mhario Lincoln Fonte: Editoria de Cinema do Facetubes
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Com base em publicação no Instgram (sabedoria.liberta).
Com base em publicação no Instgram (sabedoria.liberta).

Editoria de Cinema da Plataforma Nacional do Facetubes


Claro que muita gente se lembra do ator Daniel Day-Lewis. E hoje, onde e como ele está aos 68 anos? Antes, vale contar sua história nas telonas: seu primeiro papel de grande destaque foi em My Left Foot (1989), no qual interpretou Christy Brown, um homem com paralisia cerebral que se torna artista e escritor — desempenho que lhe rendeu o Oscar de 1990. Antes disso, já chamara a atenção em My Beautiful Laundrette (1985), vivendo Johnny, um jovem punk de Londres cujo romance atravessa barreiras sociais.

 

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Nos anos 1990, Day-Lewis mergulhou em papéis históricos e biográficos: em The Last of the Mohicans (1992) foi o frontiersman Hawkeye, explorando a América colonial; em In the Name of the Father (1993) viveu Gerry Conlon, injustamente condenado por terrorismo; e em The Age of Innocence (1993) incorporou o aristocrata Newland Archer na adaptação do romance de Edith Wharton.

 

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Já no novo milênio, sua parceria com diretores de peso o colocou em obras icônicas: em Gangs of New York (2002), sob a direção de Martin Scorsese, personificou o implacável Bill “O Açougueiro” Cutting. Foi rival de Leonardo DiCaprio. Em There Will Be Blood (2007), entregou-se ao magnata do petróleo Daniel Plainview, papel que lhe rendeu seu segundo Oscar em 2008; e, em Lincoln (2012), sob o comando de Steven Spielberg, encarnou o presidente Abraham Lincoln na luta pela aprovação da 13ª Emenda.

 

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Por fim, sua despedida das telas veio com Phantom Thread (2017), no qual interpretou Reynolds Woodcock, um estilista inglês obsessivo e meticuloso, num trabalho aclamado pela crítica como “a perfeita união entre ator e diretor”. Esses filmes, entre outros, não apenas consagraram Day-Lewis como um dos maiores atores de todos os tempos, mas também evidenciam sua busca constante por papéis que desafiavam limites e transcendiam o simples entretenimento.

Alguns dos filmes de Daniel Day-Lewis.

 

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DEPOIS DA HISTÓRIA

Daniel Day-Lewis, consagrado como um dos maiores atores da história do cinema, surpreendeu o mundo em 1999 ao abandonar temporariamente as câmeras e mergulhar no universo da arte manual. Ao final das filmagens de The Boxer, o ator britânico rumou para Florença e bateu à porta do ateliê de Stefano Bemer, mestre sapateiro cuja oficina, instalada no bairro de Oltrarno, simboliza o mais alto padrão do artesanato italiano. Durante quase dez meses, Day-Lewis chegou cedo, trabalhou ao lado de outros aprendizes e aprendeu, sob a batuta de Bemer, cada etapa da confecção de um sapato feito à mão. 


Embora poucos detalhes tenham sido revelados na época, sabe-se que o ator abraçou com a mesma entrega metodológica que o caracterizou em papéis como Abraham Lincoln e Reynold Woodcock: “Stefano não se importava com quem eu era; tratava todos os clientes da mesma forma”, recordou Tommaso Melani, sucessor de Bemer à frente da oficina. Ali, Day-Lewis não buscava holofotes, mas um ofício capaz de dar sustância àquela inquietude que a interpretação, por mais brilhante, não alcançava.

 

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Em 2017, o artista anunciou seu desligamento definitivo da atuação, encerrando um capítulo com Phantom Thread e depositando sua energia em uma vida de introspecção e autenticidade. Desde então, o ator vive recluso na Irlanda ao lado da esposa, a diretora Rebecca Miller, e raramente aparece em público — houve, por exemplo, sua presença discreta numa cerimônia em janeiro para homenagear Martin Scorsese, quando emergiu apenas para expressar sua admiração pelo mestre do cinema. 


A trajetória de Day-Lewis em busca de um “propósito que a fama não dava” ilustra como nem sempre a escolha mais invejada é a mais gratificante. Em vez de palcos e prêmios, ele optou por um espaço de silêncio e trabalho manual, onde cada martelada no couro reforça a lição de que a maior conquista pode estar em viver com mais verdade.

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JaimeHá 11 meses BSB/DFSó podemos aplaudi-lo!!!
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