Esta semana o ápice das discussões nas escolas e em salas de espécialistas é sobre uma questão séria: a de "como terminar uma relação abusiva". Esse assunto ganhou contornos urgentes quando os jovens se veem diante de dúvidas que vão muito além do sexo. Muitos deles não encontram respostas adequadas em nenhuma das orientações que procuram. Isso é um fato! O melhor seria obter outros resultados onde a dinâmica de manipulação emocional e os direitos na relação afetiva sejam realmente discutivos, com ânumo, mas, infelizmente, o que acontece é o inverso: são literalmente negligenciados.
Essas lacunas deixam os adolescentes sem orientação clara para interromper uma relação nociva ou reagir a invasões de privacidade. Estudos recentes mostram que muitos jovens não conseguem identificar comportamentos abusivos "(...) porque acreditam que só existe abuso se houver agressão física", reclama uma aluna a esta coluna, em carta a mim endereçada. Na verdade é uma prova da total desinformação no próprio ambiente de convívio o que faz a vítima ignorar sinais sutis desse abuso.
Bom lembrar que isolamentos emocionais ou invasões digitais, "são tão danosos quanto a violência explícita", como explicita a Dra. Anne Gurnieur, especialistas em abusos coletivos, na juventude. Por outro lado, pesquisadores apontam que intervenções educativas, desde cedo, com foco em gênero, consentimento e respeito, melhoram significativamente a capacidade dos jovens de reconhecer e romper com relações abusivas.
A Organização Mundial da Saúde defende que a educação sexual abrangente deve ser iniciada ainda na infância e envolva professores, conselheiros e profissionais de saúde capacitados, para fortalecer o senso crítico e o autocuidado na adolescência. Já conselheiro e educadores sexuais defendem também, uma abordagem que vá além do “como” para tratar do “como se sentir”, “como identificar o que é saudável” e “como se proteger” — temas essenciais nos dilemas dos jovens.
A mediação consciente entre jovens e adultos de referência deve ser repensada. Psicólogos ressaltam que o adolescente dificilmente procurará os pais como primeiros confiantes; cabe à escola oferecer canais seguros de escuta, aliados a profissionais e serviços especializados, como psicólogos escolares e redes de apoio da comunidade.
Portanto, não é aceitável que os jovens recorram a Redes Sociais para descobrir se "a dor faz parte do sexo ou tenham dúvidas sobre como terminar uma relação vazia ou abusiva". A escola, em conexão com família, profissionais de saúde e redes comunitárias, precisa assumir seu papel educativo e protetor. É urgente oferecer respostas claras, acolhimento empático e formação cidadã, para que cada jovem encontre respaldo para decidir — sempre com segurança, dignidade e respeito.
===================
Fontes: WHO (UNESCO/OMS) sobre educação sexual abrangente
Organização Mundial da Saúde
; Barnes et al. sobre suporte institucional juvenil
SpringerLink
; Ragavan et al. sobre múltiplas formas de abuso
Teen Vogue
Internacional FT Mulheres que escreveram a Espanha por dentro e com muita coragem
A MÚSICA DE MHL Rede Facetubes decide criar página no Facebook para guardar as mais de 100 letras musicais de MHL
INTERNACIONAIS Livrarias japonesas viram destino cultural e apontam nova rota para o mercado do livro
11 de SETEMBRO Além da tragédia de 11 de setembro de 2001, nos EUA: dois livros brigam por credibilidade, 25 anos depois
LEIÇÕES ACADÊMICAS Brasil e França vão eleger novos imortais no mesmo dia: sucessões de Zuenir Ventura e Vargas Llosa movimentam academias
Especiais Especial: “(...) a artista Susana Pinheiro me ensinou a compreender uma tela”, de Mhario Lincoln Mín. 10° Máx. 19°
Mín. 10° Máx. 17°
Tempo nubladoMín. 11° Máx. 21°
Tempo nublado
Colunista Socorro Guterres COMO UM CÃO: O ABSURDO JURÍDICO EM O PROCESSO
Coluna de RUY PALHANO Dr. RUY PALHANO em texto que fala profundamente sobre a “perda do sentido e o vazio exsistencial”
Academias Brasil/Exterior Coirmãs João Ewerton celebra 50 anos de pintura e revela, em sete fases, as raízes culturais do Maranhão
Coronel Carlos Furtado De Carlos Furtado:“A DIFÍCIL ARTE DE SER POETA”