
Editoria-Geral da Plataforma Nacional do Facetubes.
Foto: Imagem ilustrativa do navio, com conceito de arte, reforçando a personalidade da marca. A obra do casco, intitulada “La Luna”, reflete o fascínio humano pelas forças celestes.
O Norwegian Luna nasce para disputar holofote com a própria paisagem do mar. O casco, transformado em grande mural flutuante pela artista de rua ELLE, é o cartão de visitas de um projeto que aposta na linguagem da arte urbana para aproximar o universo dos cruzeiros de um público mais jovem, exigente e conectado. Sobre essa tela em movimento, a companhia norueguesa ensaia um novo capítulo do luxo em alto-mar, mais informal na estética, mas ambicioso na experiência.
Por dentro, o navio reúne um elenco de peso do design internacional. Escritórios como Piero Lissoni, Rockwell Group, SMC Design, Studio Dado e AD Associates foram convocados para criar ambientes amplos, claros e fluidos, em que a circulação parece natural e o olhar encontra sempre um eixo de horizonte. Restaurantes, lounges, bares e áreas de convivência rompem a lógica de compartimentos tradicionais e compõem um cenário em que arquitetura e mar dialogam o tempo inteiro.
É no entretenimento, porém, que o Luna decide romper qualquer padrão conhecido. O Aqua Slidecoaster combina montanha-russa e toboágua magnético e nasce com a promessa de ser o brinquedo aquático mais extenso e veloz já instalado em um navio. O Glow Court, quadra esportiva digital, alterna jogos imersivos durante o dia e se converte em pista de dança depois do pôr do sol. Ícones já consagrados na frota, como o The Drop — toboágua de queda quase vertical com dez andares de altura — e o The Stadium — área aberta para esportes e lazer — completam um roteiro pensado para quem quer tanto adrenalina quanto contemplação.
Na leitura da companhia, o Luna foi concebido para entregar “mais” em todas as frentes: mais opções de lazer, mais experiências gastronômicas, mais momentos de contato direto com o oceano. A inspiração declarada está na relação entre a lua e as marés: um navio desenhado para responder aos desejos de um viajante que busca intensidade sem abrir mão de conforto e sofisticação, em travessias que misturam espetáculo tecnológico, arte e hospitalidade.
O lançamento chega em um dos períodos mais promissores para a indústria de cruzeiros no Brasil. Projeções do setor indicam que a temporada 2025/2026 deve ultrapassar a marca de 670 mil passageiros, consolidando o país como rota estratégica nas Américas. O porto de Santos, em São Paulo, mantém papel central nesse movimento, com mais de uma centena de escalas previstas até abril de 2026, alimentando tanto minicruzeiros de fim de semana quanto itinerários mais longos até destinos como Buenos Aires e Salvador. A viagem marítima deixa de ser apenas um “passeio de navio” e se integra de forma orgânica à cadeia do turismo nacional.
No segmento de luxo, outro nome ganha espaço no imaginário do viajante brasileiro: a Explora Journeys, marca premium do Grupo MSC. A presença da companhia pela primeira vez na Festuris 2025, em Gramado (RS), sinaliza a intenção de dialogar mais de perto com o mercado local. Seus novos itinerários, apoiados no lançamento progressivo dos navios EXPLORA III, IV e V até 2027, conectam Mediterrâneo, Caribe e Norte da Europa em viagens pensadas para quem valoriza tempo, silêncio, bem-estar e serviço altamente personalizado.
Inspirada na hospitalidade suíça e na tradição marítima da família Aponte, a Explora constrói a ideia de um “estado de espírito oceânico”: a bordo, o luxo se manifesta menos em ostentação e mais em espaços amplos, linhas discretas de design, programas de relaxamento e uma relação respeitosa com o mar. É uma resposta sofisticada ao viajante que procura experiências imersivas, longe da pressa e das rotas saturadas.
Entre a ousadia cenográfica do Norwegian Luna e a elegância contemplativa da Explora Journeys, o que se desenha é um novo mapa mental para o turismo marítimo. Os cruzeiros deixam de ser apenas meios de transporte ou férias temáticas e passam a ocupar o centro da experiência, como hotéis-obra-de-arte que cruzam oceanos. Com a costa brasileira na rota dessas iniciativas, o país se reposiciona como palco natural para uma geração de viajantes que quer viver o luxo olhando o mundo pelo convés.
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